Capítulo 155

1666 Words

Ch narrando O cheiro forte do antisséptico no hospital me enojava. O frio da maca, o barulho constante das máquinas monitorando meus batimentos, a luz branca e c***l que iluminava aquele quarto me lembravam a cada segundo da merda que tinha acontecido. Minha própria filha. A p***a da minha própria filha atirou em mim. Enquanto o médico costurava o buraco no meu braço, arrancando o projétil como se fosse mais um trabalho rotineiro, minha cabeça fervia. O tiro não pegou em nenhum nervo vital, foi sorte, disseram. “Sorte”, esses desgraçados falaram, como se eu tivesse ganhado alguma coisa. O que eu perdi não tinha como consertar com ponto ou cirurgia. O sangue que escorreu do meu corpo naquela noite não era só físico. Era o sangue da minha confiança, da minha autoridade, do que eu mais

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