Russo narrando Saí pela porta da casa e travei na calçada, fumando um cigarro e olhando o morro. O sol queimava, mas eu nem sentia, a cabeça tava pesada demais pra reparar em calor ou qualquer outra merda. Voltei pro barraco onde eu tava ficando desde que a Raquel saiu. Era pequeno, apertado e fedendo a mofo. Nada comparado ao nosso lar. Nosso. Nem parecia que aquele lugar era meu. Quando entrei, o cheiro de sujeira me deu nos nervos. A sala tava toda empoeirada, o chão grudento, latas de cerveja jogadas pelos cantos. Que p***a de vida era essa que eu tava levando? Passei a mão no rosto e bufei alto. — c*****o, que zona. Peguei um pano, balde e detergente. Por mais que limpar não fosse meu rolê, eu precisava fazer alguma coisa. Comecei pelo sofá, jogando as almofadas pro lado, passand

