Raquel narrando Eu subia o morro com o sangue fervendo. O peito parecia que ia explodir, cada passo era pesado, carregado de raiva. As mãos tremiam, e eu sentia o gosto amargo da briga ainda na boca. Se não tivessem me tirado de cima daquela p*****a, eu juro por Deus que tinha matado a Helena na porrada. Mas matado mesmo. Ninguém mexe comigo. Ninguém mexe no que é meu. E quem não entendeu isso hoje, vai entender mais cedo ou mais tarde. Aquela v***a achou que podia se meter no meu casamento e sair ilesa? Achou que era só jogar charme pro Russo e tudo bem? Por cima do meu cadáver. E outra, aqui no morro, tem que se ligar. Eu sou mulher do Russo, p***a. Não é qualquer uma que pode me encostar a mão. Até segunda ordem, até o divórcio sair — se sair — eu sou a p***a da mulher dele. E qu

