Russo/ Victor narrando A vida na correria da favela não é pra qualquer um. Ser o frente da Cidade de Deus carrega um peso que nem todo mundo consegue aguentar. Todo dia tem alguma coisa pra resolver, cobrança de todos os lados, desde os moleques que tão chegando agora até os parceiros mais antigos. E, claro, tem o Bradock, que é meu irmão de alma, mas também não alivia quando o assunto é manter a ordem por aqui. Aqui, respeito é tudo. E eu tenho isso porque sou cria daqui, né? Nascido e criado nesse morro. Meu pai, Seu Antônio, tem um bar aqui desde antes de eu nascer. Todo mundo conhece ele, respeita. Cresci vendo meu velho ralar, cuidar daquele boteco com uma firmeza que me inspirou. Ele sempre dizia: “Victor, homem que é homem segura as pontas, não importa o tamanho da bronca”. Levei

