Roberta narrando Enquanto a gente almoçava, o silêncio era pesado, mas não desconfortável. Era aquele silêncio cheio de coisa não dita, de pensamentos que ferviam na cabeça. O som dos talheres batendo nos pratos era o único ruído na cozinha, mas na minha cabeça… na minha cabeça só tinha uma coisa: o gosto do CH ainda nos meus lábios. Cada vez que eu olhava pra ele, sentia um arrepio subir pela minha espinha. Ele tava ali, tranquilo, comendo como se nada tivesse acontecido, mas eu via no olhar dele que ele tava tão mexido quanto eu. O jeito que ele mexia o garfo na rabada, o jeito que a língua dele passava pelos lábios entre uma garfada e outra… Eu quase não conseguia me concentrar na comida. E o pior é que, ao mesmo tempo que eu tava desejando ele ali na minha frente, um lado meu grit

