Maurício narrando - continuação A madrugada parecia eterna. Eu não conseguia dormir, cada vez que fechava os olhos, a cena do Bradock e dos seus capangas me arrebentando na frente de todo mundo voltava como um pesadelo. Minhas costelas doíam, minha boca latejava, e a dor misturada com o ódio me mantinha acordado. Comecei a pensar em como tudo tinha ido pro buraco. Lembrei do dia em que o Noah nasceu. Eu tava lá, na sala de espera, andando de um lado pro outro, nervoso pra c*****o. Quando o médico veio falar comigo, eu pensei que ia ser o dia mais feliz da minha vida. — Parabéns, papai. Você tem um lindo menino — ele disse, sorrindo. Mas o sorriso dele logo sumiu quando ele falou que o Noah tinha nascido com síndrome de Down. Eu lembro de cada palavra que saiu da boca dele, cada termo

