Maurício narrando Eu tava caído no asfalto, sentindo cada centímetro do meu corpo doer pra c*****o. O sangue escorria pelo nariz, pela boca, e eu m*l conseguia respirar sem sentir as costelas arderem. Meu corpo todo tava arrebentado, como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Cada tentativa de levantar era um sofrimento desgraçado. — Fica tranquilo, parceiro, tá tudo sob controle — disse o Bala, um dos capangas do Bradock, jogando meu corpo que nem saco de lixo no chão. Eles tinham me largado ali na entrada do asfalto, feito um maldito cachorro, rindo e debochando da minha cara. Eu cuspi sangue no chão e tentei recuperar o fôlego, mas a dor me impedia. Minha mente fervia de raiva. “Aquele filho da p**a vai me pagar”, pensei, tentando ignorar o gosto de ferro que dominava minha bo

