Casa

1534 Words
Louisa  Mal consegui dormir à noite toda, eu com certeza não nasci para dormir de conchinha com ninguém, sério, como as pessoas conseguem dormir assim? Com alguém te abraçando limitando seu espaço e movimentos, sentindo a respiração quente da pessoa no seu pescoço é horrível! A cada respiração do Bucky eu cogitava sufoca-lo com o travesseiro e jogá-lo da cama para tê-la apenas pra mim, até cheguei a pegar um travesseiro pra fazer isso, mas acabei mudando de ideia, me sentei em uma cadeira qualquer e fiquei observando as estrelas pela fresta da cortina. Na Hydra eu praticamente nunca saía, apenas para cumprir alguma missão, nunca tive tempo de observar a beleza das estrelas e ter esse tempo agora era fantástico! Ergui a minha mão direita e permiti que meus poderes fluíssem, logo luzes vermelhas começaram a dançar formando formas, eu podia ver a minha mãe abraçando o meu pai na festa, eu queria ter visto ela sorrir para guardar uma lembrança boa dela, mas tenho apenas tristeza na minha memória... Logo amanheceu, percebi claramente que Bucky não me seria mais útil então planejava deixá-lo e seguir o meu caminho sozinha, mas antes que eu pudesse sair ouvi algumas batidas na porta, quando a abri senti todo o ar dos meus pulmões ser sugado subitamente. _Filha... -Minha mãe estava ali na minha frente, sorrindo com os olhos marejados. Foi como se o meu cérebro simplesmente desse PT, eu fiquei paralisada apenas a observando sem saber o que fazer, não sabia se a abraçava ou se corria. Mas antes que eu pudesse voltar ao meu estado normal ela subitamente me abraçou, um abraço apertado e quase sufocante, ela emanava uma sensação ótima de amor e proteção além de felicidade claro, retribui o abraço praticamente na mesma intensidade enquanto sentia suas lágrimas molharem o meu ombro. _Eu senti tanto a sua falta querida... Tanto... Achei que tivesse te perdido pra sempre meu amor... _Calma... Eu to bem... -Era absolutamente a única coisa que eu conseguia dizer enquanto era espremida por ela. _Olha só pra você... -Finalmente me soltou segurando as minhas mãos e se afastando um pouco. -Você é praticamente uma mulher, tão linda e forte, modéstia parte puxou a sua mãe. _Bom, com essa cagada que eu fiz no cabelo pareço ainda mais. -Respondi rindo um pouco sem graça. _Podemos dar um jeito nisso em casa. _Si... Oi? Como assim em casa? -Perguntei puxando as minhas mãos fazendo ela soltá-las. _Nós vamos pra casa. _Não, você vai pra casa e fingir que nunca me viu, aliás, como você me encontrou? Colocou um rastreador em mim? _Talvez... _Eu não vou nem falar nada... Vai embora, eu não te quero aqui, estou muito bem sozinha. _Só está dizendo isso por causa da Hydra, mas não precisa se preocupar com isso, vamos dar um jeito neles. _Como você sabe disso? _O Wade me contou. _Você conhece o Wade? -A surpresa em minha voz era mais do que evidente. _Sim, eu e sei pai o conhecemos em Boston quando estávamos na faculdade... Então posso entrar? _Talvez não seja uma boa ideia... _Eu sei que o Bucky está nu na cama... -Disse olhando para todos os lados menos para o meu rosto. _Como que... Ah esquece... -Revirei os olhos e dei passagem para que ela pudesse entrar. Antes de fechar a porta novamente olhei ao redor para ver se ela havia trazido mais alguém. _Então... Você quer que eu vá pra casa? -Perguntei me sentando em uma cadeira. _Sim... _Por que? _Porque sentimos sua falta, e o Steve sente falta do Bucky também... Ele tá vivo? -Ela balançou a mão projetando uma espécie de graveto de gelo e cutucou o Bucky. _Acho que ele só está cansado... _Vocês transaram? -Perguntou boquiaberta. _Sim ué, por que acha que ele está nu? _Foi sua primeira vez? -Levantou e veio em minha direção, seus olhos até brilhavam, acho que ela queria um momento mãe e filha. _Acho que sim. -Respondi com a sobrancelha arqueada. _Doeu? Você sangrou? Foi bom pra você? Vocês se protegeram? -Ela parecia super empolgado com isso. _Sim, não sei, sim e não. _Como assim vocês não usaram camisinha Louisa? Revirei os olhos pela milésima vez enquanto ouvia um esporro que pareceu durar horas, mas que eu não estava prestando a mínima atenção. Até que Bucky começou a acordar... _Que merda está acontecendo aqui? -Perguntou com voz sonolenta, mas levantando-se bruscamente e olhando em nossa direção. -Quem é ela? _Bucky, mamãe, mamãe Bucky. _Mamãe? Como ass... Antes que ele terminasse, minha mãe tirou uma seringa da cintura e injetou um líquido no pescoço dele fazendo ele apagar. _Ele tá morto? -Perguntei me levantando de supetão. _Não, é um soro que o seu avô e tio inventaram, vai fazer a memória dele voltar e deixar ele dormindo por um tempinho... _Você vai usar isso em mim também? _Se você quiser... Você não vai lembrar dos últimos dois anos se eu usar em você, mas vai se lembrar dos outros 16 anos da sua vida comigo e com o seu pai... _Não sei se eu quero esquecer esses anos... Mesmo tendo sido r**m, me transformou no que eu sou hoje... E eu gosto de ser assim... Não existe outro jeito? _Vamos trabalhar em algo... -Disse me puxando para os seus braços me abraçando carinhosamente. -Você quer voltar comigo meu amor? _Sim mãe, eu quero... -Pela primeira vez lágrimas de felicidade escorreram pelo meu rosto. ~Quebra de tempo~ Estamos em um carro rumo norte do estado, até que está um dia bonito, o céu está um azul incrível enquanto o sol brilha fortemente no céu. Bucky está apagado no banco de trás enquanto eu estou no banco da frente ao lado da minha mãe. _Como é o nome do lugar para onde vamos mesmo? -Perguntei enquanto fuçava no porta luvas. _Complexo dos vingadores, eu e seu pai nos mudamos para lá quando você desapareceu... Invadimos praticamente todas as bases da Hydra conhecidas pela SHIELD atrás de você... -Sua atenção estava plenamente na estrada. -Sugiro que não conte para o seu pai sobre você e o Bucky... _Por que? _Ele é meio muito ciumento... Talvez tentasse arrancar as bolas dele por ter tirado a sua virgindade. -Uma leve risada saiu de sua garganta. _Isso até que seria interessante... Mas pode deixar não vou dizer. _Seus avós provavelmente vão querer fazer uma festa pra comemorar o seu regresso, acho que é a primeira vez que eu concordo com uma festa. Vai ser bom pra você reconhecer todo mundo sabe... _Parece divertido... Quando chegamos ao complexo ele era um local enorme e lindo, quando entramos usei meus poderes para levar Bucky até um laboratório o deitando na maca, um homem forte e loiro estava a nossa espera. _Obrigado Mia.. -Disse abraçando minha mãe. _De nada Steve... _Essa é a Lo? Nossa... Ela é sua cara... -Se aproximou de mim, confesso que ele era bem atraente. -Você se lembra de mim? _Não... Deveria te conhecer? _Sim, sou um velho amigo da sua família, mas tudo bem... Se importa se eu te abraçar? _Não mesmo! -Respondi com um sorriso de orelha a orelha. Enquanto ele me abraçava fortemente pude ver minha mãe me olhando com um olhar de desaprovação enquanto ria percebendo que eu estava me deliciando nos braços daquele homem. _Lo, vou te mostrar o seu quarto... -Disse pegando a minha mão e me puxando até um corredor. Ela me levou até um quarto enorme e lindo, com as paredes brancas e pisos de madeira, havia uma cama de casal que parecia extremamente confortável, uma penteadeira com um grande espelho, em uma das extremidades havia outro espelho enorme de mais ou menos 2 metros e havia uma porta que eu suspeito que de acesso à um banheiro. _Esse quarto é só meu? -Tenho certeza que os meus olhos até brilharam com isso. _Sim, se você quiser mudar as cores depois ou acrescentar alguma outra decoração você fala com a Pepper que ela adora essas coisas... Você quer ficar um pouco sozinha? _Sim, Eu preciso muito de um banho descente sabe... _Sei... Bom, eu vou estar no laboratório com o Steve, se quiser ir até lá depois, sabe o caminho? _Sei mãe... -Respondi dando um leve sorriso. Ela correspondeu ao meu sorriso e saiu me deixando sozinha, fiz questão de olhar cada canto do quarto, as gavetas da penteadeira estava lotada de maquiagem e pincéis que eu nunca tinha visto na minha vida, além de grampos e adereços para cabelo, sobre ela havia alguns perfumes e cremes que tinham um aroma extremamente agradável, o guarda roupa estava lotado com os mais variáveis tipos de roupa desde camisetas simples até vestidos de galã super caros, de tênis a saltos. Como qualquer um faria corri e me joguei naquela cama com lençóis roxos super macia que só de encostar dava sono, quando olhei para o criado mudo havia um porta retrato com uma foto minha com os meus pais, aparentemente no meu aniversário de 15 anos em que eu estou com um vestido longo e rosa com alguns detalhes em preto abraçando eles enquanto ambos sorrimos, me pergunto se no fundo eu ainda sou a filha adolescente que eles perderam.
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