Quem sou?

1302 Words
Louisa  A minha cabeça estava doendo e os meus olhos pesados, com muita dificuldade abri os olhos, mas não reconheci o local onde eu estava, parecia uma espécie de laboratório, minha cabeça estava um pouco zonza, desci da maca ainda cambaleando e tentei achar a saída daquele lugar quando de repente uma porta se abriu e uma mulher jovem de cabelos longos e castanhos usando um jaleco branco entrou. _Pensei que não fosse acordar hoje! _Quem é você e onde eu estou? -Perguntei apreensiva. _Meu nome é Dra. Maya Hansen. _Dra. Maya Hansen? Eu não me lembro de você... Na verdade não me lembro de nada... Por que não me lembro de nada? _Você caiu e bateu a cabeça com força... Está com perca de memória... -Ela se aproximou e colocou a mão na minha testa como se tirasse minha temperatura. -Relaxe... Está em casa agora... _Onde estão os meus pais? _Eles morreram em um acidente de carro anos atrás... Lamento que eu tenha que te lembrar disso... -Ela acariciava o meu rosto. _Onde estamos? -Perguntei olhando envolta. _Não é necessário que você saiba agora... -Ela virou as costas pra mim indo em direção a um microscópio. _Como assim não é necessário? Claro que é! Eu quero sair daqui! _Você está em casa Louisa! Não seja teimosa! -Disse com uma voz ríspida sem desviar os olhos das lentes do microscópio. -Seus genes... São incríveis... Nunca vi nada igual... _O que isso significa? -Me aproximei dela. _Significa que você é única... Precisamos começar com o seu treinamento para que possa aperfeiçoar os seus poderes. _Poderes? Eu não faço a mínima ideia do que você está falando, e já que você não quer me mostrar a saída eu posso achar por conta própria! Assim que eu estava a poucos centímetros da porta senti uma dor de cabeça insuportável, parecia que a mesma ia explodir. _Aahh, mas que p***a é essa! -Gritei me ajoelhando no chão com as mãos pressionando as têmporas. _Você vai cooperar ou eu vou ter que te obrigar a isso? Posso piorar a dor se você quiser... -Pude ver ela apertando um botão que triplicou a dor. _Para! E-eu vou cooperar! -Gritei enquanto algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto por causa da dor. _Ótimo! Novamente ela apertou um botão no controle, mas dessa vez a dor cessou completamente, me joguei contra o chão respirando fundo e tossindo, fiquei algum tempo deitada naquele chão frio tentando processar o que estava acontecendo, não sei se tenho alguma força para me levantar. _Levante-se Louisa, temos muito trabalho pela frente! -Havia um tom de felicidade irritante em sua voz. -Começamos o seu treinamento amanhã. Consegui me levantar ainda um pouco fraca, Maya foi me guiando por aquele lugar, parecia uma espécie de instalação, havia muitas pessoas armadas e fardadas com um uniforme preto com alguns detalhes em verde todos olhavam para mim como se eu fosse uma espécie de aberração. Chegamos em um longo corredor cheio de portas de ferro apenas com algumas grades, havia um guarda de prontidão em cada uma delas. _Chegamos! -Disse enquanto abria uma das portas. _Chegamos onde exatamente? _Ao seu quarto... A propósito... -Ela colocou uma espécie de coleira de ferro em mim que deu um pequeno choque ao entrar em contato com a minha pele me fazendo dar um baixo grunhido de dor. -Se você tentar usar os seus poderes de alguma forma, vai levar um belo de um choque, então não recomendo que faça isso... Agora entra logo! -Ela me empurrou para dentro daquele quarto e trancou a porta ao sair. Não havia praticamente nada naquele quarto, era frio, as paredes em um tom de cinza escuro assim como o chão e não havia nada além de uma cama com lençóis brancos, um minúsculo duto de ar e uma câmera. Eu tenho que sair daqui, aquela mulher é completamente doida! Por que eu não me lembro de nada? O cansaço invadia meu corpo, me deitei naquela cama que a propósito era bem dura, parecia mais concreto com um lençol, demorei para pegar no sono, mas acabei conseguindo. _Vamos! Vamos! Vamos! Acorda! -Gritava um dos soldados que estava na porta. Me levantei no susto, fiquei sentada na cama apenas por alguns segundos antes do soldado entrar no meu quarto. _Vista-se! -Disse jogando uma muda de roupas no chão e me encarando segurando uma arma. _Pode ao menos ficar de costas? _Não. -Seu semblante era inexpressivo. Revirei os olhos e comecei a tirar a roupa totalmente desconfortável por ele estar ali me medindo da cabeça aos pés. A roupa que ele me trouxe era uma camiseta e uma calça cor de burro quando foge, preferia ficar com a que eu estava, mas não ousaria reclamar com alguém com uma arma aparentemente carregada. Assim que terminei de me vestir ele foi praticamente me empurrando com uma arma pelo corredor até uma sala com alguns sacos de pancadas e alvos, e pra minha surpresa ou não a Dra.Maya estava lá. _Bom dia Louisa, pronta pra começar? -Aproximou-se de mim e colocou o polegar sobre a coleira fazendo-a cair no chão. _Começar o que? -Disse passando a mão no meu pescoço. _Seu treinamento, precisa aperfeiçoar seus poderes, vamos lá, feche os os olhos e concentre-se, deixe fluir! -Ela saiu e foi em direção a uma sala com uma janela de vidro que dava acesso a sala de treinamento. Não vi outra saída além de obedecer o que ela disse, fechei os meus olhos e tentei ao máximo me concentrar, me senti um pouco estranha, quando abri os olhos eu estava flutuando a alguns metros do chão e uma luz vermelha emanava das minhas mãos. _p**a merda... -Sussurrei totalmente pasma. Desci devagar até o chão, Maya me olhava completamente maravilhada. _Acerte os alvos! Assenti e com um rápido movimento de mãos algumas labaredas saíram das minhas mãos atingindo em cheio os alvos que estavam a alguns metros de distância, eu me sentia ótima, incrivelmente poderosa, estou completamente maravilhada com esses poderes... Talvez eu possa usar esses poderes para sair daqui... _Bom trabalho Louisa! Antes que eu pudesse atingir a sala onde Maya estava senti alguém me puxar e jogar contra a parede. Acho que fiquei desacordada por um tempo, quando abri os olhos o homem de cabelo cumprido e barba por fazer estava na minha frente, ele estava sem camisa, seus músculos eram totalmente definidos e ele possuía um braço de ferro. Ele pode ser um deus grego, mas ele realmente conseguiu me deixar possessa. _Sua mãe nunca te ensinou a não atacar alguém pelas costas? Ele apenas levantou os punhos em posição de ataque. _Louisa, esse é o Bucky, vai ajudar no seu treinamento de combate, não use seus poderes apenas golpes. -Percebi que Maya estava com um caderno em mãos, anotando cada passo meu. Fui para cima do tal Bucky tentando atingir ele com um soco, mas ele desviou e me acertou uma cotovelada no estômago, cambaleei para trás com o impacto, mas logo me recompus, ele tentou me acertar um soco, mas eu desviei e atingi um soco em sua clavícula, ele não esboçou sentir dor, colocou a mão no meu pescoço e me colocou contra a parede enquanto apertava o mesmo, tomei impulso com as pernas e chutei o seu peito obrigando-o a me soltar, ele me deu um chute nas costelas numa ignorância que eu tenho certeza que ouvi pelo menos 2 delas quebrando acompanhada de uma dor excruciante que me fez cair de joelhos no chão, minha visão estava turva e eu podia sentir o gosto do sangue que escorria pela minha boca. Bucky aproximou-se de mim e colocou a mão em meu maxilar me forçando a olhar para ele. _Desculpe... -Ele sussurrou me dando um forte soco em seguida fazendo com que eu perdesse totalmente os sentidos...
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