Sentimentos descobertos

2054 Words
POV KAI A noite estreitava a janela com seu fundo azul escuro quando levantei quase em um impulso do caixão, minhas mãos juntas e apenas a fome me fazendo quase ser empurrado para fora do terno de madeira. Nimue me trouxe meu preferido e se retirou. Eu abracei Nicolas, rasguei sua camisa de linho, meus braços em sua cintura, seu tronco forte que descia mais fino até a cintura, a barriga lisa e branca cheia de diminutos músculos, minha língua na lateral de seu pescoço sentindo a pulsação da poderosa veia. O abraço da morte. Minhas presas em sua garganta, rasgando a artéria e então o sangue jorrando para dentro de mim, o néctar doce e vitalício como era o leite materno para uma criança. Meus dedos foram ao seu macio cabelo enquanto me alimentava. Ele me abraçou gemendo febril e entregue, seu sexo roçando-se em mim duro evidenciando que ele gostava da mordida. Meu Nicolas me abraçou e eu senti seu falo ereto contra minha coxa. Eu também o desejava. Eu bebi, bebi e bebi. Me embriaguei dele. E quando foi o suficiente para nós dois já que eu não queria dar mesmo fim a sua vida, eu me separei dele e lambi as duas feridas por onde jorrava o sangue. Eu estive furioso com ele, mas agora isso passou como mágica. Então o vislumbre de seus olhos castanhos, de seu cabelo n***o como o dela. E ele me beijou, passando seu braço em meu pescoço. — Meu rei, meu mestre, meu senhor... — Chamou-me e eu tremi. — Ainda está chateado comigo? Ainda pretende me matar? Eu apenas o beijei, depois da sede descomunal provinda de minha natureza, respondendo assim que ele ainda tinha meu afeto apesar de entre nós ainda haver desconfiança. Depois das presas em sua pele o deixando febril e letárgico, senti sua língua encontrar a minha tropegamente. Mas a garota não saia de minha cabeça, a maldita Sarah, a maldita Demetria ou quem ela quisesse ser aqui. Suas formas quase infantis sobre mim quando me deitou na sua cama e me beijou. Sua boca que era um arco lindo e rosado pedindo pelos meus beijos mortos. Sarah, Sarah. De repente eu a quis tornar viúva mesmo ela ainda não sendo esposa. O deitei na madeira lisa estofada e cheia de almofadas de plumas revestidas de fronhas com bordados sombrios de animais noturnos. Eu o deitei, seu cabelo lindo ao nosso redor, e então, por cima dele, de seu corpo, eu me desfiz de minha jaqueta e senti seus toques ardendo em minha pele morta. E eu tremi fechando os olhos e pensando ser Sarah me tocando. — Mestre... — Nicolas. Nicolas. — Eu mesmo estava sedento por cada migalha carnal atiçadora, por cada paixão humana em que pudesse ser eu o ápice e o objeto de cobiça. Ele me via e me achava lindo. Sim, eu era feito para atrair humanos ao meu abraço mortal. Eu sabia que ele via meu cabelo escuro, meus olhos violetas, meu rosto com nariz afilado, sobrancelhas elegantes e o meu corpo como objetos de sua cobiça. Ele queria me perguntar da marca que eu tinha no peito, a queimadura em forma de dragão, só passou a mão por ela, mas mesmo curioso não disse nada a respeito. — Não me deu seu sangue hoje. Ainda está chateado comigo? — Questionou-me amuado no meu ouvido, neguei com a cabeça. Então ele mordeu meu lóbulo atiçando-me. Puxou meu cabelo e chupou meus lábios. Sua boca macia e quente se moveu por meu corpo frio e translúcido, que reluzia na palidez mortífera e sobrenatural daqueles que beiram a fronteira da morte e a vencem. Eu toquei o rosto dele, o parando quando chegou perto da minha calça. Seus beijos cheios de saliva e quando ele me virou de costas me fazendo deitar no colchão, eu não troquei sangue porque não queria que ele visse a imagem da maldita na minha mente, Maybel me entenderia, mas não ele. Ele era ciumento. Ela não saia da minha cabeça, a maldita fêmea fraca que se tornou aquele poço de força e determinação depois que o sofrimento que deveria endurecer seu coração a tornou ainda mais flexível e bondosa e ao mesmo tempo incrivelmente uma guerreira poderosa e que fazia jus a ser a escolhida da Fênix. Aquela mulher maldita que atravessou o próprio Relian atrás de um Espelho maldito sem se importar em cortejar a morte pelo caminho. — Mestre... — Ele chamou-me docemente com sua voz sedutora. — Nicolas. — Sussurrei. — Me tome. — Eu pedi a ele. Fiz seus lábios voltarem a minha pele com o movimento de minha mão em seu cabelo e uma carícia, com o rosto voltando para o estofado do móvel. E ele deixou os lábios deslizarem por meu ponto sensível lubrificando-me e sua mão vir a meu m****o, aplacando-me e me deixando angustiado. Afaste a morte de mim e a imagem da vida que é aquela garota, querido. Ele o fez sem dificuldade, deslizando-se para dentro e sendo um só. Senti suas mãos pelo meu corpo com devoção ao seu deus, eu era sua única religião, sua boca em meu pescoço e seus dedos em meus m*****s e então eu deixei que ele me tomasse de quatro e aplacasse seu fogo juvenil e me fizesse conhecer de novo a sensação humana do carnal humano mesmo sendo vaga se igualada a sensação de drenar o sangue e fazer o rufar do coração da vítima parar. No fim, Nicolas me virou de frente para ele, apenas beijou-me desesperadamente. E eu o correspondi. Eu não iria até ela hoje. Eu não podia ir depois que ela basicamente me expulsou. — Te amo, mestre. — Ele sussurrou para mim. — Eu te amo tanto, tanto... Eu morreria se me rejeitasse. Eu prometo nunca mais ser imprudente. — Te amo. — Eu disse de volta. A comoção se alastrando pelo meu peito. A raiva de antes por ele saber meu segredo e não ser cuidadoso dando novamente lugar ao amor descomunal que eu tinha por ele desde o primeiro momento que o vi assim como foi com Maybel. E o meu doce rapaz deitou-se com o rosto no meu peito. Beijei o cabelo dele e lambi seu suor. E ele dormiu exausto em meus braços. E eu suspirei. Quando Nicolas acordou já havia se passado metade da noite. Eu ouvia a flauta de Serper, eu analisava a lua de sangue pelo janelão e eu procurava os pensamentos dela. Alcancei-os sem dificuldade, mas eles não eram mais legíveis para mim. Ela pensava em outra língua, uma língua que não era de Tretagon. Ela estava me bloqueando. Eu beijei Nicolas para cessar essa rejeição vergonhosa dela a me deixar penetrá-la e senti-la de forma espiritual. Beijei seu peito musculoso, mordisquei seus b***s vermelhos, seus gemidos dorminhocos atiçaram-me e então quando ele acordou deixei que nossos falos se roçassem juntos o olhando sempre enquanto nossa carne dura se roçava uma na outra e a quentura dos dois enlaçava-se e chegávamos ao ápice comigo e com ele carregando em nossos estômagos a tintura branca de nossa luxúria. — Me tome se é o seu desejo. — Ele falou por eu estar por cima dele. — Eu gostaria que me tomasse também como faço com você. Neguei com a cabeça. — Dói, meu doce menino. — Sussurrei para ele numa confissão. — O tipo de dor que eu estou acostumado, mas feriria seu orgulho como homem, o prazer só vem bem depois de várias tentativas. Eu gosto da posição e não me importo com ela. Você se sentiria enojado. — Não quero que se entedie de mim. — Ele disse isso num rompante desesperado que fazia toda a sua feição bela das pinturas de Morgana, que captava a alma humana e a luz dela, parecer agora repleta de sombras e sua face estava retorcida. Lindo. Eu toquei o rosto dele, ele se acalmou, beijei sua bochecha, então deixei que ele entrasse em mim de novo. Eu o amava tanto que doía. — Nunca vou me entediar de você. — Falei a ele. — Eu te amo. Agora me tome e esqueça todo o resto. ... Nicolas, meu Nicolas. Eu o analisei sobre a armação de madeira. Sarah ainda não saia de minha maldita cabeça. Ele era entregue como ela, solícito como ela, então por que... por que ficar com ele não apagou a memória dela me empurrando para a cama dela e me beijando? Ela vai se casar. Se casar com o maldito assassino arrogante que pensa que só porque tem um dragão que cospe fogo é um deus. Iker Digory Dragomir, bonito por fora, mas com a essência tão sombria que mesmo as sombras e a escuridão sendo meu caminho, ainda havia alguma decência em mim. Eu matava porque era minha natureza, porque virei essa coisa que precisava do sangue alheio para viver. Mas e ele? Qual a desculpa dele para fazer seu dragão cuspir fogo, transformar cidades em ruinas e fazer cinzas caírem do céu como neve? Nicolas levantou-se de novo e estava perto de eu repousar com os mortos novamente. Fui até ele, com a bandeja de prata, ele sentou-se na cama e sorriu para mim enquanto eu colocava a bandeja numa mesa de madeira e o servia. O servi de vinho, de pão, de um ensopado de carne e o observei comendo. Beijei o cabelo da minha criança. Do meu amado. Mas Demetria não saia da minha cabeça como uma assombração e uma canção de ninar impertinente que Magda cantava para mim. (Lindo bebê dragão, O mundo foi c***l, Mas fez de nós irmãos. Lindo bebê dragão, Mesmo sem a transformação, Você sempre estará no meu coração.) Magda. Eu a amava tanto, profundamente. Ela cantarolava essa música inventada para mim me fazendo deitar com a cabeça sobre seu b***o macio. E eu me cedi a ela como Nicolas se cedeu para mim. Mas ela queria apenas meu sangue para vencer o Tempo. Queria apenas... eu me pergunto se foi assim quando eu era só uma criança e ela me trazia assados e pernis gigantes para alimentar o dragão em mim ansiosa para que eu comesse. Quando ela me abraçava e dizia que me amava e que jamais deixaria ninguém me fazer qualquer m*l. E que chorou quando fui chicoteado por seu mestre por nós dois partilharmos a mesma cama. Magda se tornou uma bela mulher. Seus cabelos louros, seus fortes olhos cinzentos, seu corpo cheio de curvas. E eu a espiava se banhar nos lagos de Gardênia. E eu ansiava em ceder meu sangue a ela para sentir sua boca macia contra minha pele. E então quando eu cresci e meu corpo começou a entender certas coisas, ela deitou-se comigo e nós dois nós amamos a noite inteira. E aquela conexão e aquelas declarações de amor para mim, eram tão reais em sua mente e isso até ela conhecer Serper e corromper-se pelo poder. Mas ela não era mais aquela criança inocente que quis me ajudar enquanto todos me ignoravam. Ela se tornou algo sombrio e c***l. E agora que paro para pensar, acho que aquele Kai daquele mundo ajudou Demetria porque Demetria o lembrava de Magda quando ela ainda era uma boa pessoa. E ele quis proteger aquela inocência de Demetria. E quando Demetria não se uniu a Serper, não se deixou levar, mas o derrotou, eu sei que aquele Kai pensou que ainda havia uma esperança. Doce merda! Aquele Kai se apaixonou por Demetria. E não só se apaixonou, como era um amor puro o suficiente para ele tornar-se o que ela precisava que ele se tornasse para ela “ um protetor e um amigo”. Ele suprimiu seu desejo por ela, ele salvou o marido dela, salvou Fedrer para fazê-la forte e porque não suportaria ver ela se perder em trevas. E então quando aquele Kai percebeu o quão Fedrer estava vulnerável na forma humana, a semelhança de ambos, o fez querer ajudá-lo e ele acabou se apaixonando por Fedrer. Mas apesar de sentir algo forte pelo dragão dourado em forma humana, o coração daquele Kai ainda era inteiro de Demetria. Ah, por todos os demônios de Relian, era só o que faltava. Um condenado como eu amava a Escolhida da Fênix.
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