POV DEMETRIA SÁLEM, 2019 Eu estava deitada nua na cama de lençóis vermelhos e macios contra minha pele. Havia pétalas de rosa vermelhas. Os braços acima da cabeça, os pulsos com algemas e o sangue escorria pelo peito dele e eu lambi o arranhão profundo que ele fez em si mesmo. O gosto de sangue invadiu minha boca, logo, o poder e, também o vínculo que transcendia tudo. Novamente a sensação de abandono que ele sentia. A mesma sensação que eu também tinha. Deus nos odiava e éramos o motivo de sua ira. Mas estávamos nessa profanidade juntos. Alda era o sangue e o corpo para mim. Dessa vez, o corte era em seu peito alvo, repleto de cicatrizes e musculoso. Usava uma camisa vermelha cujos botões eu desfiz. Lambi o sangue dele sentindo Alda morder meu pescoço. E quando eu senti o sangue dele

