Aquele ser sumiu tão rapidamente quanto fez sua aparição desnorteante. As velas queimam nos lustres e em lamparinas fazendo a iluminação da casa e meus olhos se encontram com os castanhos de Darlan e ele corresponde-me tão intensamente que é como se penetrasse minha alma. Realmente aquele cara do quadro era bonito, mas assustador como se uma estátua de gesso tivesse ganhado vida. Mas Darlan continua tão lindo quanto eu me lembrava. Continuo sentada na cadeira de balanço preferida da vovó. O sobrenatural sempre me rodeou, então, deve ser essa a razão de eu não estar surtando agora. Eu apenas tomo um profundo suspiro e me levanto. Capto a conversa de Tio Marlon com meu pai. — Espero que vocês dois não achem que tem algum direito a alguma coisa da minha pobre mãe. Inclusive quando você ma

