Conversa entre entidades cósmicas

2312 Words
TRETAGON, 343 d.F POV KAI Demetria havia sumido. Os sinais e presságios de Tretagon eram aterradores antes do sumiço dela. Mas agora cessaram. Será que ela pensa que ao voltar antes do tempo previsto mexeu com alguma espécie de equilíbrio? Será que a coisa que enfrentaríamos a pegou? Ela nos deixou ou está fazendo um pacto com mais alguém para poder ser deixada em paz conosco? Seu pacto com Serper me era conhecido, assim como a devolução de minha alma coisa a qual não tenho palavras para expressar minha gratidão a ela. Dera está inquieta. Demetria se vinculou a ela antes de partir. Dera me pede para irmos juntos ao mundo além do Portal. Disse que agora sentiu que Demetria está lá. Mas e Tretagon? Tretagon é o meu lar. Não falo a língua daqueles humanos. O príncipe draconiano também está alucinado atrás da noiva dele. E Cinder, angustiada, mesmo que a joia real em seu pescoço a faça uma dama da sociedade e não mais usa serva de prazer. Eu ia até o vale dos nômades com Dera e passaria pelo portal. Eu ia atrás de Demetria não importasse o quê ou quem ficasse no meu caminho. Ela voltou por mim. Ela me queria ao lado dela. E eu estaria com ela não importa em que mundo. TERRA, 2019. d.C POV DEMETRIA Ele começou uma quase oração bem baixinho, se eu não estivesse próxima, não teria escutado: — Prometeu, irmão. Se não me odiar como Acaso e Tempo, venha me ver. Ele m*l terminou de falar isso, apertava minha mão, inseguro. Respiramos juntos e tentei acalmá-lo enlaçando nossos dedos. Aldahain me olhou, ele parecia ameaçador antes em sua forma original, mas agora só consigo o achar bonito. Uma beleza que se assemelha a de um falcão e não a de um cisne como Kai, Iker e Kalahan. Eu senti o zumbido no ouvido, era como um leve rufar de algo poderoso. Então como com Aldahain nos presságios em Tretagon, eu senti o puxão quase espiritual, a pancada em minha mente que era aquele poder. E o homem surgiu no terreno do nosso hotel. O homem de cabelo preto do lado direito e branco do lado esquerdo com o círculo azul no chão como se conjurado e o elegante terno cinza com sobretudo preto. Olho vermelho e olho azul. Alto. Mas nisso Aldahain o superava com suas mão grandes, seu corpo forte cheio de músculos, mesmo esguio e seu 1, 95. Eu tinha 1, 55. Esses dois eram mais altos que Iker e Kai. E ele não esperou Aldahain dizer qualquer outro algo e o abraçou fortemente, afagou o cabelo azul tão docemente. E soltando-o estava sorrindo calorosamente. Tocando-lhe no rosto e beijando as bochechas dele. Intrigante. O afeto entre eles é quase incestuoso. Cale a boca, Demetria. Fique quieta. Isso é da conta deles e não sua. — Irmão está livre. Eu fico contente em te ver. Tão feliz. — A voz era aveludada, mas forte. Em momentos mais sérios dava para ver que soaria profunda e séria. Apesar de agora ser um tom muito bom de se ouvir. Aldahain sorriu de canto, o sorriso indecifrável e charmoso e assentiu. Ele estava ruborizado. Morte e Prometeu pareciam ser os únicos irmãos dele que o amavam como era. — Ver você também me faz muito feliz. Ouvi dizer que prefere Prometeu a Malakai, irmão? — Aldahain começou respeitoso e sondando-o. —Sim, é verdade que prefiro Prometeu, irmão. Especialmente agora. O que faz nesse mundo? E por que a assinatura mágica de sua companheira é de Tretagon? Eu me senti constrangida em estar aqui agora. O jeito que ele falou parecia que eu era uma intrusa. Companheira de Aldahain? Mais essa. Companheira parecia algo muito pessoal, mais do que marido e mulher. — Eu sou de Tretagon, senhor. Nasci lá. Eu estava intimidada por tanto poder. Ele superava o de Aldahain porque não havia só trevas nele, mas muita luz também. — Ah... Claro, compreendo. Foi você que o libertou? — Prometeu me analisou desconfiado. Assenti com a cabeça, sei que minhas próprias bochechas estão vermelhas agora. — Como fala uma das línguas dessa Terra tão bem se é de Tretagon? — Acidentalmente quando fiz um pacto com Serper libertei seu irmão. — Comentei evitando olhá-los e mirando o chão como se houvesse algo mais bonito e interessante do que esses dois. — Quanto a falar inglês, e que eu nasci em Tretagon, mas fui banida para cá bebê, vivi nessa Terra até meus dezoito anos antes de voltar para Tretagon para reivindicar meu trono. — Ah, a culpada finalmente apareceu. — Comentou Prometeu sombriamente. —Então foi você que despachou Serper para cá? Aqui ele usa o nome Ariel. Poderosa e imprudente devo acrescentar. O portal que criei no Vale dos Nômades deveria impedir que dois reflexos de maldade se encontrassem e causasse catástrofes e desgraças. Mas esqueça. Agora meu irmão está livre e não vou repreender você. Me lembra alguém que conheci há muito tempo. Você se parece com minha amada irmã mais velha. Assenti, constrangida. Foi um belo de um puxão de orelha. Eu quis morrer. Quem é esse cara afinal? Aldahain pareceu ler minha mente e me apresentou: — Demi, esse é Prometeu. Ele é o criador da adaga do Firmamento de Tretagon. Ele é o símbolo de Adam e da sua pátria, a Fênix. Ele foi a primeira Fênix para os mundos, morrendo depois de quinhentos anos e renascendo das cinzas sempre passando pelo mesmo ciclo de vida e Morte, para que o equilibrio dos mundos depois do pecado se mantivesse. E ele é o seu patrono. Adam que era um mensageiro da Divindade te escolheu porque você é uma mediadora como Prometeu. Mediadores são muito raros. Aqui são conhecidos como bruxos, mas se vinculam a caídos para terem poderes, pois não conhecem o Pai totalmente. Mas em Tretagon cujo magia divina é conhecida, são os magicistas de Gardênia, e pessoas como você... Sacerdotes e sacerdotisas podendo controlar os quatro elementos e o poder mais raro que é o seu de purificação. E Serper te escolheu pelo mesmo motivo. A luz em você é do tamanho de suas trevas, criança amada. Então escutei Prometeu falar, seu tom calmo e doce se elevando: —Uma mediadora? Ela é uma rainha escolhida pelo pai para usar meu Patrono então? Que interessante. Aldahain assentiu. Prometeu continuou acariciando o belo cabelo azul que era macio como seda. E deveria ser só eu a tocá-lo. Eu que pedi a Aldahain sua forma original. — Que companheira formidável irmão. Ela deve compreender você completamente, se complementam as energias, equilíbrio total. Ela alimenta suas trevas com a luz que tem e ao mesmo tempo está nas trevas com você. Isso me deixa feliz. A vibração dela complementa a sua quase como um encontro do Destino. Aldahain pirragueou. Ele soltou um suspiro. Depois beijou minha testa longamente. —Ela também tem a estima de Hel. — Aldahain acrescentou Prometeu me encarou por cinco longo segundos. As pupilas pequenas ficando enormes. —Você viu Hel e não o temeu? —Ele me perguntou impressionado. Eu me irritei. — Hela era formidável. Por que a temeria? — Eu o desafiei quase a me dizer. — Hela? — Prometeu disse quase sorrindo me olhando. — Morte pareceu como Hela para você, humana? Assenti. Não era nada demais. Por que ele parecia tão em choque assim? Aldahain deu de ombros. Prometeu sorria abertamente me analisando de cima abaixo realmente surpreso. — Eu mesmo vi. — Resmungou Aldahain com amargura. — Ela não usou o esqueleto e a foice com ela. — Ah, não fique com tanto ciúme. — Prometeu acalentou-o calmo. — Aldahain, estimado irmão, acho que você não sabe então da maldição de Morte. Não é Hel que escolhe como vai aparecer. É o humano que busca que decide como vai ver a Morte. E se esse humano se sente conformado com ela e a compreende como algo além do Fim, Hela o acolhe maternalmente ou em sua forma infantil para guiá-lo para outro plano de existência. Agora os que a temem, eles a vêem de forma assustadora como o retratam porque mesmo mortos e fora do plano físico fogem dela inconformados e assim temos Ghostzone, o mundo dos fantasmas, porque muitos não fazem a travessia. Estes geralmente a enxergam como um demônio ou o esqueleto com foice. — Explicou a Aldahain calmamente e beijou-o novamente nos lábios. Eu virei o rosto. —E agora temos vocês dois aqui. E esse hotel que tem sua assinatura mágica. O que pretendem fazer nessa Terra? Não que eu esteja o expulsando... Só estou realmente curioso, irmão. Prometeu cheirou o cabelo azul. O meu cabelo azul. Eu fechei a mão em punho. Isso me irritava. Aldahain o respondeu gentilmente. Esse tom. Esse maldito tom que ele não usava nem comigo. — A prostituta do milênio quer o corpo de uma sacerdotisa dessa Terra e irá conceber a b***a. Estamos aqui para frustrar os planos de Lúcifer com sua meretriz. —Ram... Entendi. — Prometeu acalentou quase. — Então é mais que bem-vindo, querido. — Roçou o nariz no dele. — Te apresentarei a pessoas com o mesmo objetivo e a minha libertadora. — Obrigado irmão, ouvir que sou bem-vindo ... É bom ouvir isso para variar. — Aldahain disse tristonho. Prometeu roçou o nariz no dele e selou seus lábios outra vez. Foi muito intenso e constrangedor para mim. Era difícil engolir isso quero dizer. Mas não vou julgar. Quem sou eu afinal? — Te amo muito como amo Hel, Acaso e até Tempo. Conte comigo, sei que não sou seu amado Hel, mas saiba que você é querido por mim. Sou o segundo após Hela, não tenho nenhum trato com a divindade como Hela e o Tempo, você é nosso irmão mais novo, está um pouco perdido em ódio e ressentimento pela sua natureza, mas se me permitir vou te mostrar junto a sua amada a luz da humanidade e te fazer amar esse mundo como eu. A destruição e a desgraça é necessária para que o novo possa vir e se valorize o Tempo e o Acaso, você pode até não ser querido como Acaso e Tempo, mas é necessário ao ciclo humano como Hela e eu. Essa carga em você te machuca e você machucado tende a ser tempestuoso e desumano. Mas tudo nos mundos é feito por nosso Pai e tem propósito. Você não é escória irmão. Nunca foi. Você como Hela é a transmutação de um estágio de sofrimento a um estágio de graça. Eu te amo por ter nascido e ser a evolução humana porque o sofrimento sempre torna alguém mais forte. Machuca, revolta e você se fortalece dessa dor, mas sempre enobrece os humanos e os aproximam mais do Papai ainda em vida. Aldahain apenas abraçou Prometeu mais forte. Ele desviou os olhos lacrimejantes dos meus. E suspirou apoiado no irmão. — Fico feliz em finalmente ter te conhecido tão profundamente assim, só te vi ao nascermos, antes eu só te sentia. — Comentou calmo. — Mas ao que parece, irmão... Você é um maldito que sempre sabe o que dizer. Não importa em que era. Não te deixa furioso que Papai nos temia tanto que nos aprisionou? Hela aos nove Infernos apesar de ser escolha dela ou não, mas todos a vêem tão horrenda que ela prefere se autoflagelar, eu a Tretagon e você dentro do totem numa dimensão distante de tudo conhecido em todos os nove mundos.. — Papai não nos prendeu. Ele só permitiu que Lúcifer o fizesse. — Prometeu comentou analisando a reação de Aldahain. — Como assim? — Aldahain exigiu fechando as mãos em punho. As garras dele ferindo sua palma. — Foi Lúcifer que o fez, antes de ir para o abismo. Disse que se ele seria preso, nós também sendo tão sombrios como ele deveríamos ser. Papai jogou a maldição em Hela apesar de deixar ela agir mais livremente que nós e deixou que Lúcifer nos aprisionasse. Papai ama a gente, mesmo sendo o que somos. Eu sei disso. Eu sinto isso. Sinto que ele ficou feliz quando fui liberto. — Do que está falando irmão? Não me venha com isso... Papai odeia todos nós. Ele só ama seus bichinhos de estimação que são os humanos. Até os anjos não têm tanto amor dele quanto os humanos. Prometeu suspirou. Acariciou o rosto de Aldahain. De novo, muito estranho. — Papai ama a nós também. Só isso o que sei por enquanto porque tudo ele conhece e tudo ele sabe. Não somos peças do seu xadrez. Somos os jogadores, mas até de nossos movimentos ele está ciente. Ele permite certas jogadas, mas ao mesmo tempo cria uma resolução para elas. A moça que me soltou das correntes é alguém que me ensinou a amar os humanos. A moça que acidentalmente te libertou carrega trevas e luz dentro de si. Papai pareceu sádico a mim no ínicio, mas ao mesmo tempo ele formulou minha liberdade para o tempo certo assim como a sua. E agora estamos aqui, irmão. Com o mesmo objetivo. E Lúcifer está se rebelando e criando sua própria forma de calamidade... Nós somos a resposta do Pai. Nós somos os jogadores originais. E Lúcifer só uma criança que quer tomar os mundos que o pai criou por pirraça — Hm... Só estou aqui porque foi Hela que pediu. — Aldahain teimou quase amuado. Quem diria, Aldahain, com seu porte de guerreiro assustador também sabia ser fofo. Prometeu sorriu de lado e apenas falou. — Que seja então por Hela. Mas está aqui e preciso de você. Vamos mostrar ao Luci quem nós somos, irmão. E que ele pode até brincar de igualar ao Pai, mas no fim é só mais um que o próprio Pai criou.
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