A traiçoeira estrada da paixão

1551 Words
TERRA, 2019 NARRADOR Quando Prometeu foi embora da mesma forma com que foi até eles, com um círculo mágico no chão e runas alquimistas que Demi não entendia, a moça virou-se para Aldahain e apenas estudou por longos segundos. Ela tomou coragem. — Por que disse ao seu irmão que eu sou sua companheira? Sabe que eu já tenho um amor e para quem voltar. Aldahain a encarou. — Um amor? — Debochou ele dando passos até ela. — Que mentirosa. Você fode com todo mundo que te atraí como se quisesse se afundar em luxúria para esquecer suas responsabilidades. — Ele comentou c***l. — Outra vez esse maldito assunto de amor? Você não desiste? Já te falei que depois de um ano você volta para o seu maldito deus da carnificina e os outros que tem em sua cama. Até lá você é minha companheira, esposa e o que seja! Acostume-se logo a ideia... Demi apenas respirou fundo. — i****a. — Rosnou ela. — Do que me chamou? — Ele deu um passo à frente a intimidando com sua altura exorbitante, seus braços fortes, seu tronco poderoso que Demi se lembrava vagamente de tocar enquanto faziam amor. A menina ofegou um pouco. — Nada, desculpe. — Ela resmungou, cabisbaixa. A posse submissa que odiava, mas a qual estava se acostumando por causa dele e até gostando quando era em seus momentos mais íntimos, mas não quando discutiam algo. Sentiu a mão poderosa, grande e pálida dele em sua garganta a sufocando. Apenas com uma mão, ele a segurou a fazendo tombar a cabeça para trás. Aldahain então puxou-a pelo pescoço e beijou a curva da garganta dela lentamente e logo passou a língua e mordeu. — Quero seu sangue como oferta. — Ele sussurrou. — Já o deu ao deus da carnificina, não é? — Já disse que o meu corpo é seu, mestre. — Ela falou isso ao sentir o perigo desumano que emanava dos olhos dele, mas era uma voz vazia e monótona se comparada ao momento anterior. Ele se irritou. — Mas meu sangue não. — Seu corpo é meu mesmo? — Ele provocou roçando os lábios nos dela. — É mesmo meu seu corpo Demetria? — Ela assentiu. — Certo, posso trabalhar com isso. Disse que gosta da minha verdadeira forma. Aqui estou eu e não vi nenhuma apreciação da sua parte ainda. — Seu irmão estava aqui. — Ela comentou, assustada. A mudança de humor dele meio que acabava com ela. — Queria que eu fizesse o quê? Te agarrasse na frente dele? — Não. — Ele comentou rindo de um jeito perigoso com os olhos rubros e as pupilas diminutas que o faziam ter cara de vilão. — Mas agora estamos só nós dois. Mostre o quanto me aprecia. Ele a guiou para dentro do hotel então. Caminharam juntos. Abriu a porta dupla de vidro que mostrava um grand hall, com teto dourado cheio de detalhes sacrossantos imitações de pinturas clássicas. Um carpete vermelho, uma área para fumantes, wifi livre e a a bancada dourada dos quartos. — Uau. — Demi falou girando fascinada como uma criança. — Isso é muito para nós dois administrarmos sozinhos. Aldahain ignorou a inocência dela ali, sentou-se no sofá e esperou por ela. Quando Demi se aproximou, ele a fez se ajoelhar na frente dele com a mão no ombro dela. E com as garras e os dedos na parte detrás da cabeça dela, ele a assistiu ajoelhada a sua frente, a menina estava tremendo. Ele libertou seu grande e grosso m****o da calça e olhou para Demetria. — Aprecie o seu mestre. Mostre-me o quanto me quer, Demi. Se o fizer bem, eu te dou mais um ano de trégua antes de guerrearmos. Ela quis gritar com ele. Lágrimas vieram aos olhos dela. Se sentiu tão barata, como se fosse uma meretriz. Mas ela apenas fez o que ele queria, deixando a língua deslizar pelo começo do falo e a mão pequena segurá-lo. Aldahain gemeu. E por mais que quisesse apressá-la, não o fez, apenas assistiu enquanto ela o fazia. — Olhe para mim enquanto me chupa. — Ele ordenou. E ela se recusou. Aldahain a puxou pelo cabelo a fazendo parar o que fazia desajeitadamente, analisou a boca pequena dela e, a trouxe para seu colo, a beijando adulador. Demi tremeu agora. — Minha criança linda é tão desajeitada nisso... Eu deveria te ensinar? Já fez isso antes com alguém? — Ele exigiu no ouvido dela. — Só tentei com o príncipe Iker. — Ela respondeu desviando o olhar do dele. — Eu fiz com o príncipe Iker, mas ele me parou também dizendo que eu era desajeitada. Aldahain arqueou a sobrancelha azul. Segurou o queixo dela. E a beijou de língua, a língua de ambos se encontrou com sincronia e ele pegou a mão pequena dela a guiando a sua ereção e ajudando no movimento de subir e descer para indicar como queria. E então, deixou a mão dela sozinha. Demi o assistiu na entrega a ela, ele tremia a assistindo, a respiração descompassada e arranhava o sofá de couro com uma mão enquanto a outra mantinha na nuca dela deixando as garras de suas unhas passarem de vez em quando na pele dela a rasgando e deixando o cheiro de sangue inebriar o local apesar dela se curar rápido. E ela gostou de ter o poder sobre ele. O assistiu enquanto o masturbava, descobrindo que a imagem dele à sua mercê realmente a excitava. Então quando ele veio em suas mãos, ela lambeu o líquido que saiu dele de sua mão, como se comesse chocolate e ele sorriu. — Bom. Não conseguiu me chupar, mas ainda engoliu minha semente. Estou bem satisfeito agora. — Garantiu ele no ouvido dela. — Você tem o dom de acalmar minha raiva. Demetria estremeceu um pouco. Os s***s inchados por baixo do sutiã. — Desculpa. Está mesmo satisfeito? Foi bom? Eu conheço apenas a parte de enfiar-se dentro um do outro e esquecermos nossa preocupação. — Ela explicou rápido e embaralhada porque a conversa a constrangia. — Eu nunca realmente soube como atiçar alguém além disso. — Admitiu. Ele tocou o rosto dela e sorriu assentindo com a cabeça e a acalmando. Demi não soube interpretar aquele sorriso e nem o carinho que viu nos olhos dele depois disso. Ele a abraçou forte. — Ótimo. — Ele beijou o rosto dela. — Vamos dormir agora, bebê lindo. Ela negou. — Também quero você. Quero você dentro de mim. — Demi exigiu quase. — Eu sou seu mestre. — Ele sussurrou. — Eu tenho o controle. Hoje você vai só dormir ao meu lado. Não vou saciar você. Você foi uma má garota me negando seu sangue e me deixou bastante irritado e agora está sendo punida. Sei que negou seu sangue porque quer manter algo intacto para Kai. Já foi punida antes grande rainha? — Sim. Muitas vezes. — Ela contou a ele num desabafo. — As freiras diziam que eu era a filha de Satã... Havia algo estranho, sempre que eu desejava algo de r**m para alguém, acontecia. Então eu era punida... Você não é o primeiro a me punir. — Demi garantiu a ele. — Eu não fui sempre uma maldita rainha. — Devo ir ao convento em que ficou e matar todas elas para você? Gostaria disso? — Perguntou ele a sondando. Demi só riu e negou. — Não, já as perdoei. Foi há muito tempo. E eu sou grata que me acolheram quando eu não tinha mais nada. — Ela garantiu dócil. — Eu quero só você dentro de mim, mestre. Aldahain acariciou o cabelo dela e negou com a cabeça. — Me deixe ter seu sangue primeiro. — Não. — Ela negou. — Você só está fazendo isso por capricho. Não precisa realmente de sangue para viver. Se precisasse, eu te daria. Mas não é esse o caso. Aldahain apenas sorriu. — Se eu precisasse me daria? — Perguntou ele, intrigado. — Sim, mas como eu disse não é esse o caso, você não precisa e come comida humana... — Ela resmungou. Ele a estudou calmamente agora. — Você é linda, sabia? — Comentou gentil roçando o nariz no dela. Demetria corou violentamente. — E corajosa. Me enfrentou sem nem pensar duas vezes. Linda e corajosa e ao mesmo tempo pequenina como uma fada... você me deixa louco. Eu penso tantas coisas erradas por sua causa. Não consigo me concentrar bem no que eu quero pensando em você, em te ter de todas as formas possíveis. Eu quero possuir você inteira. Troque sangue comigo, minha linda criança? Deixe eu beber do seu coração, deixa eu sentir o tambor de sua vida nos meus lábios... deixa eu me vincular a você? — Pediu dócil, amável e com o tom gentil que só usou com Hela e Prometeu. — E em troca você se vincula a mim e conhece meu poder e força. — Sim. — Demi disse sem mais defesas. — Me tome no sangue. Eu quero agora. “Fácil persuadir você. Devo te manter sempre ao meu lado ou do jeito que é influenciável nas palavras cairá nas mãos de alguém bom de lábia fácil. E eu odiaria que isso acontecesse, Demi”
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