Desejo sombrio

1415 Words
POV KAI Depois do baile, eu caminhava pelo jardim, Morgana estava com Nicolas e Mel preparando as coisas para a partida. Olhei para cima. Notei que a porta de vidro da sacada estava aberta como um convite e, ela me esperava com os cotovelos no parapeito. Dera estava com ela. Sarah acariciava minha filha na cabeça e Dera tentava cuspir fogo, mas só engasgava e saia fumaça inofensiva pelas suas ventas. Dera me sentiu e voou para dentro do aposento quente indo para outra sala do local grandioso que tinha divisória no quarto. E eu analisei Sarah e escalei até ela. Eu era leve agora, como se não existisse nada que mantinha as coisas no chão exercendo sua força sobre mim. Quando surgi ao lado dela, a abracei e ela me abraçou de volta. E então Sarah me encheu de beijos no rosto e eu fiz mesmo com o dela. Ela acolheu minha filha sem nem pestanejar e sei que cuidaria dela com sua vida porque amava crianças e amava dragões e amava proteger o que é indefeso. “ Eu vou cuidar dela. Da sua linda filhinha como se fosse a minha própria criança. Eu vou amá-la, protegê-la...” Garantiu e garantiu. Não precisava dessa confirmação, já sabia. Mas era comovente como era ouvir minha Morgana e seus raros pedidos, pensamentos e dúvidas expostos a mim. A face corada dela me deixava inquieto. Os lábios formando um arco e de delicadeza infantil. E sem resistir mais, selei meus lábios nos macios dela. O beijo dela era diferente de tudo, com nótoria experiência e gritante inocência. Sarah não me correspondeu nos primeiros dez segundos, foi desconfortável vê-la de olhos abertos e arregalados. Mas quando percebeu que não era um sonho ou brincadeira , ela o fez com fome descomunal. “ Kai, meu Kai, eu quero você.” Quer? Então preciso resolver isso. A puxei pela cintura moldando nossos corpos e então eu rasguei a garganta dela. Ela se debateu furiosa. Eu era mais forte. Abafei o grito dela com um beijo de língua. E quando ela se acalmou, voltei a mordida. Quando o plasma vitalício penetrou minhas veias era como fogo, luz liquefeita e pureza. Eu soube que o que estava fazendo era um sacrilégio. Ah, o sangue dela era a própria luz e o próprio sol. Bebi, bebi, bebi e bebi até sentir ela tremer em meus braços e tombar com a cabeça no meu ombro fraca. Lambi a garganta ferida fechando os dois furos de minha presas. O rosto dela inundado de lágrimas: “ Me beijou só para me morder? Se tivesse pedido o sangue eu te dava. Me estuprou basicamente. Como pode?” A onda de ressentimento dela me preenchia. Assim como entendi seus sentimentos por Iker que beiravam o doentio e obsessivo, era a mais pura posse e a paixão avassaladora de mil vidas! E eu quis matá-lo por ter essa parte que ela escondia de todo mundo com sua enganosa superfície pacífica. E tinha seu amor puro e gigantesco por mim e por Cinder. Amor puro? Não sei. Em amores puros ainda havia a urgência da carne? Ela era cegamente apaixonada pelo príncipe Dragão, o queria, o queria e o queria! Mas Cinder e eu, ela queria nos dar a liberdade e que fôssemos felizes e ao mesmo tempo nos desejava na carne apesar de negar-se a admitir isso. E havia outros que tinham o lado fraterno do seu coração. Não. Não quero esta parte do coração dela. Eu quero a parte sombria onde Iker está. “ Eu sou um ladrão da vida. Acha que peço permissão para roubar?” Rebati c***l. Ela me deu um tapa que se estatelou na estátua que sou. Eu senti só a vibração de modo que a mão dela é que deve estar doendo pelo impacto do material duro que forma minha carne. “ Era só ter pedido e eu te dava meu maldito sangue. Maldito! Maldito i****a me tratando como um monte de carne cheio de sangue. Saí daqui agora! ” “ Adeus Sarah!” “ Como assim adeus?” Ela gritou e me esmurrou me agarrando e me impedindo de partir. “ Te odeio! Te odeio tanto, droga!” E então depois da cólera, e de contemplar nossa situação veio o beijo doce dela de amor incorruptível. A odiei. Eu a odiava agora. Quis acabar com essa coisa “ amiguinhos”. Eu não era o i****a de antes. Um selinho dela, então um selinho mais demorado como se testasse o que era sua estima por mim e o terreno. Logo um beijo em que puxou meu cabelo envolvendo-me em seu abraço e a língua finalmente encontrou a minha na corrupção da carne. Ah, assim. Vem. Deliciosa. Tremi todo e meu falo ficou duro só com a troca de salivas. Ela segurou meu queixo aprofundando e gemendo dócil e submissa mordendo minha língua e sorrindo levemente em apreciação. A puxei para dentro do quarto E a encostei contra a parede. Subi sua delicada camisola de algodão, expondo as coxas e vi seu lugar secreto com alguns pelos escuros que brilhavam pela umidade. A peguei no colo. Desfiz os botões de minha calça ou ela desfez, e com a ponta do falo, pincelei seu centro, lubrificando e só aí entrei nela sem pensar. Foi difícil invadi-la. Sarah gemeu ao me sentir possuindo-a. Ela estava quente, toda úmida e inchada. Foi animalesco. As costas dela batiam contra a parede. E eu a toquei frenético sem assimilar se era sonho ou fantasia a puxando pelo cabelo curto e a ajudando a se mover contra mim. A cada estocada eu me sentia no Firmamento. Ela me beijou lentamente, sofregamente e sussurrava — Te amo Kai. Hm... Hm... Te amo, querido. Eu quero você... Eu quero você... Eu quero tanto você. Não respondi, julgando ser só o calor do momento. Eu não fazia com uma mulher há muito tempo e também estava frenético. Quando vim dentro dela, eu só beijei a testa dela e a coloquei deitada na cama pensando em ir embora. Não. Já cometi o erro. Não foi nem perto do suficiente tomá-la assim. Rasguei a camisola dela. Contemplei ela nua debaixo de mim ainda letárgica pelo sangue. E levei os lábios aos seus caroços inchados e os chupei assistindo ela morder o lábio inferior entregue. E quando não havia mais culpa por Iker na mente dela e só eu possuindo seus pensamentos quis recompensá-la. Desci a língua pelo seu umbigo, abri suas pernas e deixei minha língua sentir o néctar de seu líquido e minha semente juntos em seu cerne. As coxas alvas e leitosas dela e o rosado de sua carne inchada e úmida. Ela queria fechar as pernas, mas belisquei a parte interna de sua coxa e continuei o trabalho com a língua. —Kai. Kai. Kai... Hm... Kai. Kai. Pare. Eu vou... Pare. Ela veio num espasmo lindo, senti seu gosto, enquanto ela gritava por mim suando cheia da paixão egoísta e possessa que só tinha pelo príncipe. Me puxou pelo cabelo. “Meu. Meu. Meu Kai. Só meu. Te amo loucamente. “ Me arrepiei. Eu gostei. Sim me deseje como o deseja, esqueça ele e foque-se em mim. Esqueça o amor puro que sente por mim e me deixe comer o seu coração e coma o meu em troca para que ninguém mais o tenha Tapei a boca dela porque se eu ouvisse meu nome mais uma vez na voz dela implorando por mais, eu perderia o foco. Apesar de ouvir meu nome em sua mente como a oração a um deus. Tirei minha casaca, minha camisa de algodão rápido e senti seus dedos na marca do dragão no meu peito e vi as lágrimas nos olhos dela por mim. Estremeci todo com o toque cuidadoso dela e os lábios na minha marca. Eu estava quente como um humano e isso me assustou. Não me obriguei a me excitar, só aconteceu. Como é possível? — Te amo, Kai. Te amo tanto. Senti tanta saudade, meu amado. Meu querido. Meu amor. Meu amor? O impacto dessas meras palavras me deixou sem chão. Outra declaração e não foi pelo calor do momento. Eu a beijei, entrei nela novamente e quando senti seu canal quente me recebendo e ouvi seus sublimes gemidos. Escapou por algo mais forte do que eu: — Te amo, Demetria. Não se case com Iker. Eu falei o que aquele Kai gostaria de ter dito e algo que eu queria.
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