POV DEMETRIA
A manhã era nublada. Iker e Vince treinavam no pátio sendo arrodeados por um semicírculo de jovens cavaleiros e Kalahan também estava lá assistindo. Já a parte de alvos estava vazia já que todos direcionavam suas atenções ao príncipe da ventania, chamavam Iker assim porque ele lutando parecia uma dança feita pelo vento, leve e mortífera. Devo admitir que quando o mensageiro voltou intacto da Fortaleza das Sombras e, com a resposta positiva de Kai, eu me desconcentrei toda e isso se evidencia no arco e flecha já que nenhuma flecha chega ao alvo o que dirá ao centro dele.
Todos a minha volta acharam uma péssima ideia convidarmos os deuses da carnificina para nosso território. Já eu aleguei que se não o fizéssemos eles ficariam furiosos com a ofensa de saber que houve um baile real e não foram convidados. Usei parte do conto da Bela Adormecida para convencê-los. A ideia me veio com a lembrança de que a bruxa ficou furiosa por não ser convidada ao batizado da princesa e usei desse argumento, já que, Alexander disse que queria uma festa que Tretagon nunca viu.
Então Alexander concordou que seria de bom tom convidá-los.
Era a última flecha da aljava, quando a loira parou ao meu lado. Seus olhos verdes como os de Kalahan.
Hinata era o nome dela, que tinhas cachos loiros encaracolados e que pareciam ornados como os dos quadros de querubim. Eu soube do triste fim dela e dos gêmeos de meu tio na realidade de onde eu vim. Tomei um suspiro.
Ela apenas me analisou e disse:
— Tive uma visão de você reinando. As runas me disseram que você é uma rainha. E não só a rainha de Fenit. A rainha escolhida pela Fênix para reinar em toda a Tretagon. — Ela puxou um assunto. Quer dizer, puxar assunto é elogio. Ela declarou algo sem duvidar sequer por um segundo. Ouvi dizer que Hinata era uma advinha poderosa. Pena que não viu o próprio destino.
— É uma previsão? — Me fiz de desentendida.
— Não pareceu uma visão somente e as runas confirmaram. As visões são como as águas de uma correnteza que seguem diversos cursos. O destino muda como a água de um rio nunca é a mesma, alteza. Mas mesmo assim o conjunto de águas novas ainda se chama rio. Você reinará. Esse é o seu destino não importa o quanto as águas desse rio mudem e o quanto você tente nadar contra essa correnteza.
Eu ri. Ela estava me irritando. Eu atirei a flecha e dessa vez o círculo vermelho no centro foi atingido.
— Por agora estou feliz como estou. — Avisei, colocando o arco sobre a mesa junto aos outros arcos e tirando a aljava das costas e só notei agora que rangia os dentes como um animal ameaçado.
— Alteza, por favor, escute...
— Você é louca brincando com suas runas e achando que pode... que pode... prever. Me deixe em paz.
Ela arqueou a sobrancelha e cruzou os braços rente ao peito como se dissesse que não seria tirada dali.
— Como disse antes as minhas visões são falhas, podem mudar conforme as escolhas humanas, não são mesmo algo certo. Mas as runas são divinas. E no divino, eu só canalizo. E o divino disse que você é a sacerdotisa purificadora e a rainha escolhida pela Fênix.
— Não importa se a maldita Fênix me escolheu ou não. Estou cansada de abdicar de mim mesma em prol dos outros. Não fale nada a ninguém, senão eu te faço parecer louca perante toda a corte e te tranco em algum maldito lugar onde suas malditas previsões se tornem apenas falas de uma insana.
Eu a peitei, mesmo ela sendo mais alta. Ela me analisou inalterada e com os olhos verdes de Kalahan.
— Há um aviso do Firmamento para você... será que pode escutar? — Ela me confrontou.
— Eu não vou deixar ninguém tirar isso de mim. Esse gosto de felicidade. — Eu rosnei. — Entre no meu caminho com suas malditas visões e eu te faço se arrepender de sequer ter aberto a boca. Estamos entendidas?
— Você não é dócil como uma purificadora deveria ser... Você é uma lutadora nata. — Ela suspirou rindo. — Não sente vergonha em negar o seu chamado? — Ela se julgava a dona da razão, não é? Estava realmente me deixando p**a.
— Eu atendi o meu chamado. — Eu gritei de volta e as malditas lágrimas desceram. Abaixei minha voz para não ter atenção indesejada:
— Eu fiz tudo certo naquela outra vida onde eu estava morta por dentro e sem nada do que amei. E agora, agora eu só quero ser feliz. Isso é tão errado assim? É errado eu lutar pelo que eu quero? Sem Deus ou d***o? Sem Fênix ou Serper? É errado eu só querer ficar neutra e ser quem eu quero ser?
Ela suspirou me analisando com piedade. Tocou meu ombro.
— Não está neutra. Está ajudando a encarnação da maldade a ir para outro mundo. A chuva sempre irá cair. Mas é escolha sua se irá se molhar ou não. Mas quando se fica na chuva se fica doente à mercê do frio. E quando se protege dela você fica saudável e seca. O destino sempre trará provas, alteza. Você passar por elas ou recuar é sua escolha. Mas saiba que quando se recua, o ciclo se repete e repete até que você possa aprender. É essa a lógica do mundo. É essa a grande aprendizagem que nos aproxima do Criador. A lição tem que ser aprendida e aceita, ou será através do sofrimento que se entenderá...
— Ah, o maldito sofrimento... Eu já não sofri o suficiente? — Eu a indaguei num rosnado. — Suas malditas visões não te mostraram a parte em que abdiquei de tudo que tinha apenas para ... para servir um Deus que estava surdo e mudo as minhas preces... ? Foi a própria encarnação do m*l que me deu um gosto de felicidade, o Deus ao qual servi só me trouxe sofrimento e ...
— Eu apenas sou a mensageira. Faça sua escolha. alteza. Mas saiba que toda escolha tem consequências. E enviar o m*l para outro mundo para que outros lidem com ele é só c***l. Deixar que outros arquem com o que é sua responsabilidade é só inaceitável.
— Minha responsabilidade? — Eu repeti insana. — Eu quero que Serper vá para o outro mundo e faça o Inferno dele. Não me importo. Eu estou em paz aqui. Dane-se o resto.
— Outros sofrerão com as consequências de seu egoísmo.
Eu toquei o cacho do cabelo dela, ela não recuou e apenas deixou o rosto perto do meu. Aproximei meu rosto do dela e falei bem calma.
— Quando encontrar Deus nas suas runas malditas, diga que eu cansei de ser sua maldita guerreira. Eu não sou uma heroína. E se isso me torna inimiga Dele, que seja. Mas eu não quero mais ficar entre Ele e seu inimigo, eu só quero ficar neutra e ser uma princesa fútil com o nome de Sarah. Que Ele mesmo lute suas guerras. Para mim já deu. Diga a Ele que eu não sou o maldito Cristo ou a maldita Fênix. Diga a Ele que Demetria Dragomir Alexandra Fenit morreu naquela batalha há muito tempo junto a seus aliados. Diga a Ele que Sarah Fenit vive! Fale que eu bebi do cálice do Inferno e adorei o gosto do caminho da perdição. Diga que eu o odeio por ter me feito sofrer e diga que se Ele me amasse pelo menos um pouco teria entendido que eu queria apenas morrer junto aos que eu amei e esse pedido não era incabível e nem egocêntrico e era só o gosto do desespero que preenchia cada dia do reinado de Demetria. Fale que eu comi o corpo e bebi do sangue do filho Dele e mesmo assim não encontrei vida alguma ou minha sede foi saciada. Fale que eu cansei Dele.
— Mas ele nunca desistirá de você. — Ela disse rindo. — Porque te ama. Não se deixe enganar ... Dois mundos serão condenados se você fizer o que pretende fazer. Uma hora ou outra a luta chegará para Tretagon novamente. E vai ser pior do que antes. Se entregar aquele mundo a Serper, se ele se encontrar com o seu reflexo lá, as coisas que irão acontecer depois disso serão catastróficas.
— Mas terei oito anos de repleta paz. — Murmurei no ouvido dela. — Diga ao seu Deus que eu cansei dele. Diga a Fênix que ela escolheu errado.
Ela tocou meu ombro. As unhas se cravaram no tecido do meu vestido e alcançaram minha pele.
— Dois mundos que nunca deveriam ter se encontrado irão colidir pelo seu egoísmo.
— Eu tenho o que eu quero. — Murmurei. — Dane-se o resto.
— O aviso foi dado, alteza. — Ela disse e tirou a mão de mim. — A serva que solicitou de Dragomir chegou. Sua dama de companhia. Eu a acomodei num quarto confortável da criadagem.
— Cinder? — Questionei sem conseguir conter meu desespero.
Hinata assentiu sorrindo de lado. Ela pareceu ler algo na minha expressão.
— Levarei sua protegida até você no seu quarto, alteza.
...
Quando Cinder se aproximou acompanhada de Hinata, fui até ela sem deixar que ela andasse mais até mim pelo aposento gigantesco. A abracei, a abracei e a abracei de novo entendendo agora como meu coração antes vazio voltou a bater rápido. Beijei seu rosto ligeiramente bronzeado. E tirei minha capa e a cobri já que o dia hoje estava frio e sua vestimenta draconiana era muito fina.
— Alteza... — Cinder disse respeitosa e cabisbaixa.
Toquei seu queixo e a fiz erguer a cabeça como a dama que eu a tornaria. Hinata depois de curvar-se a mim e eu a dispensar mirando-a com a mais pura gratidão e um pedido de desculpas mudo que ela pareceu captar e apenas mover a cabeça como se dissesse que entedia se retirou nos deixando a sós . Eu entendia Hinata e sua agonia de fazer o certo, eu também servia a Fênix como ela antes.
A analisei partir.
Então meu foco veio para a menina linda em meus braços.
— Eu disse que quando retomasse o que era meu, iria te arranjar um bom casamento, querida. — Sussurrei novamente minha promessa para minha doce Cinder.
— Vossa alteza disse. — Cinder constatou e novamente não levantou a cabeça numa pose submissa. Deliciosa assim. Ergui seu queixo delicado e nossos olhos se encontraram, ansiei por sua boca infantil, fica ainda mais linda quando assume seu poder feminino. Beijei suas bochechas ligeiramente bronzeadas pela viagem, beijei seus cílios loiros, seus olhos e evitei sua boca apesar de ansiar por ela, beijei sua testa, o canto de seus lábios e latejei.
— No baile em minha homenagem, te apresentarei a todos os cavaleiros e nobres que tem caráter e te tratarão como merece. — Sussurrei num só fôlego ainda cativada pela alma e pela beleza física dela.
Era tão raro pessoas lindas como ela terem a alma também bonita, mas a alma de Cinder não era só bonita, brilhava como a de Kai, mesmo que eles fossem repletos de tristeza. Acrescentei:
— Todos os cavaleiros irão ficar fascinados por sua beleza, garanto. E não importará seu passado.
Ela me abraçou forte como se não fosse me soltar nunca e eu fosse um porto seguro em meio ao mar devastador de sua conturbada vida. Era mais baixa que eu dois centímetros. Gostava disso para variar já que todo mundo em Tregagon parecia mais alto do que eu.
Beijei sua testa, esfreguei minhas mãos em seus braços aquecendo-a já que minha pequena estava tremendo e batendo os dentes pelo frio. Vou solicitar novas vestimentas para ela, mas por enquanto a darei meus melhores vestidos. Usamos o mesmo tamanho mesmo.
— Minha irmã ficou com ciúme que eu vim para cá. Foi bom para variar ser ela a ter ciúme de mim. Obrigada por me trazer, alteza. — Confessou seu segredo no meu ouvido.
Não era algo convencido essa declaração era só essa confissão de viver sempre a sombra da irmã e ser esquecida e tratada como um objeto e uma peça de xadrez. Mesmo tendo motivos para se sentir superior agora por conseguir minha estima, não era assim que ela se sentia, ela só sentia vista agora. Cinder é tão linda. Seus olhos verdes oliva se encontraram com os meus demonstrando o quanto ela estava feliz. Os de Hinata eram esmeraldas como o de Kalahan e eram esperançosos. Os de Cinder eram três tons mais escuros que os deles e cheios de dor, abandono e melancolia. A tristeza dela era algo que eu queria tanto curar e trasmutar em sorrisos.
— Não agradeça por isso, meu doce amor. — Sussurrei beijando seu cabelo louro acobreado fascinante, eu a puxei mais contra mim, sentindo seu corpo macio e macio contra o meu. — Te ver traz paz ao meu coração. Senti tanta saudade de você, meu bem. Parti para cá sem me despedir direito de você, mas saiba que me causou uma baita impressão.
Ela sorriu e timidamente deixou os lábios virem a minha bochecha.
— Minha princesa. — Ela disse para mim.
— Minha lady agora. — Eu garanti a ela a afastando e tocando em seu rosto garantindo que ela era uma lady. — Vou te dar tudo o que eu puder. Não deixe que a tratem como serva ou toquem em você ao menos que queira. Agora tem a proteção da princesa regida pela Fênix. E futuramente terá a proteção da princesa regida pela Fênix e pelo Dragão do seu reino.
Eu tirei a joia que tinha o emblema de meu reino e a cedi o colar que era inegável que pertencia a nobreza do meu reino. Ela sorriu me analisando passar a joia por seu pescoço delicado entendendo minha fala muda. Seus olhos se encheram de lágrimas analisando o pingente dizendo basicamente que era a protegida de algum nobre. As enxuguei com os polegares incapaz de deixá-las rolarem por sua face oval e angelical. Senti o corpo macio dela colado com o meu. Nossas alturas quase iguais encaixavam nossos corpos sem problemas. Seu b***o macio no meu b***o.
Eu senti o que a vestimenta fina dela denunciava contra meu corpo e tremi, cheirando seu pescoço alvo e delicado. Eu estava latejando e o desconforto só aumentava no meio de minhas pernas.
— Cinder... — Eu disse o nome dela. — Cinder. Cinder.
Senti sua mão delicada em meu pescoço e gemi contra ela.
— Minha princesa. — Ela disse sedutora.
Seus braços em meu pescoço. Sua mão acariciando minha nuca lentamente, as unhas passando por minha pele.
Selei os lábios nos dela sem resistir mais ao clamor de minha carne. E ela me correspondeu gemendo como se eu a afetasse como ela fazia comigo. Cinder. Ela estava gostando também. Eu não poderia continuar se fosse só eu. Mas não era fingimento. Eu sabia disso com o maldito super poder que tenho para identificar mentiras e verdades.
A joguei na minha cama ficando por cima. Os indícios da paixão por baixo de seu vestido fino e que mostravam os dois caroços duros. Seu b***o esfregando-se no meu com o corpo dela queimando junto ao meu. Lambi seu lábio sentindo minha própria boca formigar por mais dela, querendo o gosto do lugar secreto dela na minha língua e vê-la se contorcer de prazer chamando por mim. Eu subi seu vestido e senti suas coxas macias. Eu queria tanto me ajoelhar e chupá-la. Queria minha língua explorando-a. Deixei meus dedos subirem para o meio de suas pernas e a vi se contorcendo debaixo de mim. Ela puxou meu cabelo. Ela ia me tocar, mas neguei. Apenas saciei a ela com os dedos. Sentindo seu líquido em minhas mãos.
No fim, quando ela gozou, eu me afastei, me jogando ao lado dela na cama, ofegante.
Sua feição triste me alertou de que fui um tanto brusca na rejeição.
— Desculpa, meu amor... Não posso fazer amor com você. — Eu neguei, meu corpo estava pegando fogo em só assistir ela vindo. — Eu quero você loucamente, mas você não é um mero pedaço de carne para mim. Eu te estimo profundamente, sua alma linda me comove, não só sua aparência. — Falei sem pensar.
Cinder levantou-se, tocou meu rosto me estudando. Os olhos dela estavam derramando as lágrimas livremente.
— A minha beleza me salvou por toda a minha vida de ser completamente rejeitada. E agora diz que é minha alma que te cativa. Não minta para mim. Eu sou suja e usada. Como pode dizer essa coisa sentimental. Admita que me evita por que sente nojo... — Ela gritou quase.
— Não estou mentindo, meu amor. — Garanti selando os lábios nos dela diversas vezes e lutando contra meu instinto de invadir sua f***a com minha língua e chupá-la loucamente, eu estava latejando só por imaginar como seria. — Eu quero cuidar de você. Eu vejo suas dores. Eu quero sarar suas feridas e cuidar de você como eu puder. Você não é suja, nunca pense isso...
—Pare de fazer isso. — Ela pediu calma se levantando da cama abaixando o vestido. — É comovente. Mas eu não sou um filhote. Eu não quero que me trate como uma criança. Eu quero você desde que te vi pela primeira vez. Quando deixou eu te banhar, pentear seu cabelo e te vestir. Eu te vi evitando sequer tocar em mim na fonte termal de Dragomir... Mesmo os servos se amando na sua frente. Estava enojada, não é?
— Não. Nunca. Eu só... eu só não queria que pensasse que eu queria te usar como todos os outros.
— Pare. — Ela pediu. Ela virou-se de costas para mim. — Pare de ser tão doce. Como se não quisesse me assustar como se conhecesse cada trauma meu. Você rasgou o meu coração quando trocamos o primeiro olhar e vi o quanto tínhamos almas semelhantes que homens nunca entenderiam. Eu também vejo você. E sua alma é linda. Sua alma reflete bondade e misericórdia, mas eu estou suja e usada... por que sente misericórdia e amor por mim?
Eu a virei bruscamente, a deitei na cama e a abracei. Beijando-a, beijando-a, beijando-a, ninando-a em meus braços. Sua cabeça no meio das macias almofadas do meu corpo.
— Você é linda por dentro e por fora. — Acalentei. — E eu vou te mostrar isso, querida. Se eu pudesse te emprestar meus olhos para você poder se ver como eu te vejo... Mas como não posso fazer isso, minha doce Cinder... eu vou te provar de todas as formas possíveis. Eu só não vou te usar agora e aplacar meu corpo para você saber o quanto é importante para mim. Eu vou apenas saciar seu desejo por mim.
— Acha que não quero te tocar também? —Ela questionou trêmula, passou a mão pelo meu pescoço e eu beijei sua palma delicada. — Saber como será você gemendo meu nome como se eu fosse a sua perdição?
Tremi.
Cinder me deitou na cama me seduzindo com seus olhos inocentes. Sua boca ágil vindo ao decote dos meus s***s e ao espartilho, desfazendo os nós com os dedos das mãos com habilidade notória. E quando o espartilho saiu e só ficou a blusa fina de manga, ela chupou os m*****s por cima da seda do tecido.
— Cinder...
Ela tirou agilmente a saia que compunha o vestido, desfez-se da calçola e das anáguas. E então, me tendo livre, senti sua língua dentro de mim. A puxei pelo cabelo louro e seus lábios se encontram com os meus e seus dedos continuaram o trabalho.
— Hm... hm... hm... Cinder.
Ela puxou meu cabelo quando a chamei.
— Geme de novo para mim, minha princesa. Diga meu nome como se eu fosse a única na sua vida.
— Cinder.
Quando eu vim violentamente, ela deitou com a cabeça nos meus s***s.
— O príncipe vai me matar se souber que eu toquei na futura esposa dele. — Ela me provocou c***l.
— Eu te protejo dele. — Falei sem pensar.
— Protege? — Ela quis saber, mordeu o lábio inferior sedutora.
A puxei pelo longo cabelo e a beijei.
— Obrigada por isso. — Murmurei. Rocei meu nariz no dela. — Estava tão tensa esses dias.
Cinder sorriu docilmente.
— Já fez com outra mulher antes? — Me questionou casual. Seu tom parecia distante e frio. — Parece ter experiência com mulheres. Sabe o que fazer...
— Não. — Eu revelei. Ela me analisou com os olhos verdes descrentes e cheios de frio deboche. — É verdade, querida. Eu nunca fiz amor com outra mulher antes. Você foi a primeira. Já fiz com meu marido, mas nunca com uma mulher.
Ela apenas tocou meu rosto, estudou meus olhos por um bom tempo calada e sombria e se deu por satisfeita.
— Que eu seja a única mulher da sua vida então. — Murmurou dócil. Beijei o cabelo dela rindo.
— Eu vou me casar e você vai se casar. — Lembrei-a.
— Não quero me casar. — Cinder sussurrou sedutora me fazendo tremer novamente e de novo seus dedos em mim me fazendo arquejar na cama por ainda estar sensível por antes, meu ponto de prazer foi dedilhado por ela rapidamente. — Nunca esteve nos meus planos isso. Eu gostaria de ficar com você até o fim.
Ela enfiou a língua na minha, acariciando-me e entrando em mim, no meio de minhas pernas, com dois dedos lentamente aquecidos e já lubrificados pelo meu próprio líquido. Meu interior já estava todo inchado. E quando gozei, ela lambeu os dedos usados com a língua sedutoramente. Ela era tão quente com sua feição infantil e atitude de mulher fatal.
— Mas querida... eu... eu... — Eu tentei falar.
Ela deu um longo suspiro. E guiou minha mão as belas maças diminutas e suculentas que compunham seu b***o. Apertei sentindo o caroço enrije-se em minha mão e ela suspirou movendo os quadris sobre mim e esfregando-se como se quisesse se aliviar.
— Estou feliz agora como nunca estive em toda a minha vida. Você é alguém cheia de honra que cumpriu sua promessa para mim e queria me arranjar um casamento porque achou que era isso que eu queria. Eu desejava apenas não ser mais uma serva de prazer. Garanto que nunca esteve nos meus planos ser dama de companhia ou sequer futuramente uma lady como agora você me deu o posto. Estou muito feliz. Quero ficar do seu lado enquanto eu viver por me libertar. Eu não quero um marido ou filhos. Esses nunca foram meus planos, mas entendo que suas intenções eram as melhores, minha princesa.
Eu assenti. Toquei o cabelo dela o puxando e enfiei meus dedos dentro dela de novo assistindo sua expressão linda.
— Vem, mais forte... — Pediu. — Entre com os dois dedos em mim.
Eu o fiz. Ela soltou um grito e abafei com minha boca na dela. Então ouvi ela chorando mais e mais alto. E quando ela veio pela segunda vez, meus dedos se inundaram e eu também os lambi sentindo o gosto dela.
Ela sorriu surpresa que eu o tivesse feito.
— Gostou disso? — Me provocou. — No fim, você também me desejava...
— Desculpa, eu pensei que... eu só— Eu tentei falar. Eu não sei por que no inferno eu agi assim. Minhas bochechas estavam em brasa.
— Eu gosto de ser desejada por você. — Ela me acalmou. — É a primeira vez que eu fico feliz em alguém me querer tanto. Mas agora preciso de um favor, minha princesa...
— o que você quiser.
— Seu coração. Eu quero seu coração. — Ela pediu beijando o meio do meu peito quando alcançou o ápice da paixão carnal de novo e sua umidade deliciosa e quente encharcou meus dedos. — Tenha seu maldito marido, seus filhos... Ame o homem que quiser na sua dualidade que eu não partilho, eu fui basicamente estuprada por homens toda a minha vida, mas se você gosta deles, faça o que quiser, não irei intervir, mas nunca me tire do seu coração ou procure outra mulher que não seja eu. Eu até criarei seus filhos porque amo a mãe deles.
— Nunca irei te tirar do meu coração, querida. — Murmurei perdida em prazer e sensibilidade. — Eu gosto mesmo de você. Profundamente. Eu vou me casar com Iker e eu o amo... mas, você está também marcada em mim.
A voz dócil dela ganhou seriedade:
— Essa é a única amarra que eu aceito agora, minha quebradora de correntes. A de estar vinculada ao seu coração como você está no meu.
Lágrimas desceram dos meus olhos. Ela sorriu as beijando.
— Linda. — Sussurrou para mim. — Estarei sempre ao seu lado agora que me conquistou e seduziu com sua bondade e alma linda. — Declarou. — Disse que eu te seduzi, mas foi você que o fez com seus olhos amorosos e cheios de compaixão.