Dom espalhava o óleo em movimentos lentos e circulares, observando como a pele brilhava sob a luz suave do abajur. Ele suspirou, sério, com a voz baixa quase como um cuidado médico: — Você está muito inchada. Quer que eu faça uma massagem nos seus pés? Vai aliviar. Marvila, envergonhada, arregalou os olhos e riu nervosa, balançando a cabeça. — Não, não precisa… eu não estou com a depilação em dia… nem as unhas. Não quero. Ela segurou as mãos dele sutilmente, impedindo-o. Dom franziu as sobrancelhas e, num gesto brincalhão, a cutucou de leve nas costelas. — Você acha mesmo que eu ligo pra essas coisas? Ela se remexeu, rindo sem conseguir se controlar, tentando afastar as mãos dele. — Para, Dom! Faz cócegas… para! — disse, entre risos impacientes. Nesse movimento, acabou derrubando o

