HANNIBAL NARRANDO Três dias de viagem para dar uma surra na Pâmela. Eu espero que ela tenha entendido o recado e do que eu sou capaz. Mas eu confesso que fazer isso não me fez bem, não como achei que faria. Tubarão estava dirigindo. Eu estava em silêncio por uma boa parte do caminho. – Fala, o que tá passando na sua cabeça aí? – Nada muito útil. Pâmela disse sobre a promessa que fiz à minha mãe. De não agredir mulheres e tal. – Respirei fundo. – E eu quebrei. – Ah, olha... Eu não gosto muito de agredir mulher. Já precisei, obviamente. Ser dono de morro não é fácil, você bem sabe. E eu gosto de fazer tudo pessoalmente. – Tubarão comentou. – Mas não se preocupe, você teve bons motivos. Eu sinceramente não sei como você conseguiu ser tão frio por tanto tempo. Se alguém tivesse escondido

