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HANNIBAL NARRANDO Aquela conversa com Mariana onde ela citou o filho me despertou memórias. Memórias das quais eu não gostaria de lembrar. Quando pedi Pâmela em casamento, ela estava grávida do nosso primeiro filho. Isso já faz dezesseis anos. Dezesseis longos anos que engoli minha dor e fiquei ao lado dela, a apoiando mesmo quando ela parecia não precisar de apoio. Quando Pâmela estava de quase nove meses, eu estava realizando um transporte de armas no interior do estado, quase três horas do morro. Pâmela estava de trinta e cinco semanas, o médico disse na última consulta que o bebê ainda demoraria um bom tempo para nascer. Pelo menos três semanas. Ela não tinha dilatação, não tinha indício de que o bebê viria e o líquido estava ótimo. Me senti seguro para ir, e a grana era boa. Nenh

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