***Enrico***
Coloco meu celular em cima da mesa e sorrio por pensar que em poucas horas, minha morena estará aqui.
- Alison – a chamo fazendo com que me olhe – será que pode me mandar a planta elétrica das suítes da asa sul? Preciso conferir se o dimensionamento dos cabos está correto.
- Claro, Enrico, te mando sim, mas temos uma cópia impressa – ela mexe no notebook.
- Ótimo, a impressa vai servir também.
- Prontinho, já está no seu e-mail, vou pegar a outra pra você – Alison se levanta e caminha até um arquivo ao lado da minha mesa, a calça jeans justa marcando perfeitamente sua b***a, se abaixa deixando o decote da blusa mais aberto, fecho os olhos e respiro fundo tentando me concentrar em qualquer outra coisa que não sejam suas curvas. Ouço o barulho do armário de fechando, abro os olhos e a vejo muito próxima a mim, com a atenção na pasta em suas mãos – asa sul, prontinho – estende a mão me entregando a folha A1 dobrada – tem uma cópia em folha A3 também – pego as duas.
- Obrigado – grudo meus olhos na documentação para não ver mais nada que possa atrapalhar minha concentração – consegue umas cinco cópias dessa A3 pra mim? – pergunto sem a olhar.
- Sim – ela se aproxima.
- Depois preciso que entregue para equipe de conferentes, uma pro Felipe e outra pro José, encarregado – a entrego a folha.
- Vou fazer isso logo, antes que a chuva caia – diz olhando pela janela, só então tiro os olhos dos projetos e sigo seu olhar.
- Caramba, se cair essa chuva toda, é capaz de não conseguirem pousar aqui – encosto na cadeira.
Alison se afasta para fazer o que pedi e eu me concentro em conferir o projeto.
Em menos de meia hora, ela volta com a blusa um pouco molhada, colada ao corpo.
- Já começou a chover? – pergunto.
- Bastante – sorri sem graça – mas consegui entregar pra todos eles antes que fossem embora – olho o relógio.
- É, já estamos mais próximos ao final do expediente – me espreguiço na cadeira – mas acho melhor a gente esperar a chuva melhorar um pouco.
- Tem razão – ela diz prendendo os cachos sentada em sua cadeira – já que não temos escolha, vou adiantar umas coisas – se vira pro computador.
- Vou revisar uns relatórios também.
Mais de uma hora depois e a chuva só tinha aumentado, Thomaz me mandou uma mensagem dizendo que não pousaram no hangar de costume e demorariam um pouco mais pra chegar. As luzes piscaram algumas vezes e depois acabou de vez, fecho a tampa do meu notebook.
- Alison, essa chuva não tá com cara de que vai passar não – respiro fundo – melhor a gente voltar pro hotel antes que piore mais.
Ela olha através da janela.
- Tem razão – desliga o computador também – logo hoje que tô com essa blusa branca, fina e sem um guarda-chuvas – faz uma careta desanimada. Me levanto guardando meu celular e carteira no bolso – vamos logo antes que tenhamos que passar a noite aqui – se levanta pegando sua bolsa.
- Acho que minha namorada me mata – solto um riso fraco.
Fechamos o container e tentamos nos proteger ao máximo da chuva durante o caminho, mas estava ventando muito e em poucos minutos já estávamos muito molhados, Alison andava ao meu lado agarrada a bolsa, o mais encolhida que conseguia e ainda assim, estava batendo o queixo, paramos em uma marquise.
- A chuva não dá uma trégua – digo me aproximando dela tentando me abrigar.
- Não, a nuvem tá bem carregada ainda – sorri fraco – eu tô com muito frio – ela se encolhe mais.
- Vamos, não adianta ficar aqui esperando – a abraço pelos ombros e ela circula minha cintura com os braços, caminhamos o mais rápido possível até o hotel.
Paramos em frente a enorme porta de vidro.
- Chegamos – a solto, ela se vira de frente pra mim.
- Molhados, mas bem – sorri tirando a água do cabelo – obrigada, Enrico – ela me abraça com força, apertando seus s***s contra mim e beija meu rosto de forma provocativa.
- Ah... é... de nada – respondo um pouco confuso, sem tocá-la – melhor a gente entrar – me afasto ainda sem reação.
- Sim – Alison me solta e anda ao meu lado pro lobby, assim que levanto meu olhar, vejo Dominique com os braços cruzados, com o peso apoiado em uma das pernas e cara de poucos amigos.
- Meu amor – me apresso indo em sua direção, a seguro pela cintura e quando vou beijá-la, ela vira o rosto.
- Oi – me responde seca.
- Não sabia que já tinham chegado, Thomaz me disse que pousariam em outro lugar – me olha com uma sobrancelha erguida – tá aqui há muito tempo? Por que não subiu?
- Acabamos de chegar, quando vi você na porta – ela mede Alison dos pés à cabeça a olhando de soslaio – resolvi esperar.
Contenho minha vontade de rir, o bom e velho ciúmes tomou conta da minha morena de novo.
- Amor, essa aqui é a Alison, nossa secretária, Alison, essa é minha namorada, Dominique – me afasto para que elas se cumprimentem.
- Então você é a famosa Dominique – sorri sarcástica – é um prazer – alarga o sorriso e sai em direção ao elevador.
Devo dizer que é palpável a ira da minha morena.
- Relaxa amor – a abraço antes que ela parta pra cima da Alison – é só provocação dela – beijo o topo da sua cabeça.
- Ela que vá provocar a p**a que pariu, ou então eu arranco cada fio de cabelo dela – me contenho pra não rir.
- Vamos princesa, eu preciso tomar um banho e tirar essa roupa molhada – pego sua mala e entrelaço nossos dedos.
- Abusada essa tal de Alison – Dominique solta o ar com força – acho bom que esteja se comportando, Enrico Ferraro – solta minha mão e sai do elevador assim que a porta é aberta.
Minha vontade era gargalhar, mas sei que a morena ficará ainda mais irritada, pra ser sincero, eu gosto dessas ceninhas de ciúmes dela, desde que não passe a ser desconfiança, está tudo certo, a abraço por trás a deixando molhada.
- Deixa de ser brava, princesa, eu só tenho olhos pra você – beijo seu ombro assim que abro a porta do quarto.
- Aí – se encolhe – eu confio em você, amor, mas não me peça pra gostar dessazinha – coloca sua bolsa na cama.
- Não vou pedir – a giro pela cintura fazendo-a ficar de frente pra mim – mas um beijo, eu posso pedir?
- Não sei se está merecendo – faz uma careta e entrelaça os braços no meu pescoço.
- Poxa amor – beijo seu pescoço – tenho sido um bom menino, tenho me comportado e estou com saudades – mordisco o lóbulo de sua orelha a fazendo abafar um gemido, nossos lábios se encontram em um beijo apressado.
Suas mãos subiram pelo meu peito desabotoando minha camisa que logo foi arremessada no chão, nos afastei para tirar sua blusa, senti suas unhas arranharem minhas costas quando desci os beijos por seu pescoço, abocanhei seu seio direito enquanto acariciava o outro.
- Eu também estou com saudades, seu nerd safado – Dom fala entre gemidos enquanto desabotoa minha calça e a tira com pressa.
A deito na cama, tiro as peças de roupa que ainda lhe restam e sinto meu p*u pulsar quando passo a mão por sua entrada e a sinto molhada, ajoelho entre suas pernas e a invado de uma vez, sentindo sua b****a me apertar, Dominique fecha os olhos mordendo o lábio, devo dizer que a forma como seu corpo reage a mim, me deixam louco de t***o, com algumas estocadas e o toque dos meus dedos em seu c******s, minha morena goza intensamente, me fazendo acompanha-la.
Ela me abraça com uma das mãos na minha nuca e beija meu pescoço ainda normalizando a respiração.
- Estava com saudades de gemer pra você também – me morde de leve.
- Vou te fazer gemer por todos os próximos dias então – aperto sua coxa a fazendo rir.
Se a Dominique não é a figurinha ouro, é a que chegou mais perto de ser e eu jamais imaginaria que a amiguinha gostosa da minha cunhada se tornaria a garota que me fez diminuir as noitadas e que apesar de ainda apreciar mulheres bonitas, me manter longe de todas elas.
Tomamos um longo banho, com direito a caricias e beijos mais quentes, a minha morena sabe exatamente onde me tocar.
Depois do banho pedimos nachos e chilli pra jantar e nos sentamos a mesa no centro da suíte para comer. Nesses meses que estivemos longe, Dominique foi a Austrália e voltou para a Europa algumas vezes, ela recebeu uma promoção que a deu uma maior flexibilidade de horário, em contrapartida, tem viajado bem mais, porém, passa menos tempo na terra dos cangurus.
- Quais são seus planos, princesa? – pergunto massageando seus pés enquanto Dom toma um gole de cerveja.
- Gostaria de ver meus pais antes do casamento, mas não tenho nada definido ainda – se ajeita no sofá.
- Semana que vem, vamos fazer a despedida de solteiro do Thomaz.
- Despedida de solteiro? Mas ele já foi casado – faz uma careta.
- Sim, mas a cada casamento, tem que ter uma despedida, se ele casar quinze vezes, teremos quinze despedidas, é a tradição – dou ombros.
- Que tradição mais sem fundamento – ela ri – vocês que inventaram essa história.
- Pode até ser, mas de qualquer forma, essa parece ser a última, então é em grande estilo – sorrio de lado.
- Tenho medo de perguntar o que planejaram – Dom respira fundo.
- Se quiser, posso te contar, mas – dou ombros – não sei se vai curtir – digo ainda massageando seus pés olhando pra baixo.
- Enrico Ferraro, pode parar de graça e me contar exatamente o que estão planejando – inquiri.
- Devo dizer que a ideia não foi só minha – continuo sem a olhar e falo baixo – vamos a Vegas.
- O que? – Dominique altera a voz e tira os pés do meu colo – aonde vocês vão? – pergunta.
- Só uma noite em Vegas, amor – digo ainda baixo.
- A Analiz concordou com isso? – questiona.
- Eu não sei se o Thomaz falou com ela – dou ombros e Dom gargalha.
- Duvido que ela esteja sabendo disso, e quem mais vai com vocês?
- Eu, meu irmão, Felipe e Lucas só – ri ainda mais alto.
- Não senhor, pode mudar esses planos – Dominique se levanta indo em direção a cama.
- Ah princesa, tá em cima da hora já, vamos no final de semana – me levanto indo atrás dela.
- Qual a chance, Enrico – senta na cama – isso aí não vai prestar – balança a cabeça negativamente, solto o ar com força.
- Tá, a gente conversa mais sobre isso – deito ao lado dela e a puxo pro meu lado – agora deita aqui comigo, tô com saudade de dormir com você – ela faz uma careta e cola seu corpo no meu.
- Também estou com saudade, mas Las Vegas, não – faz bico.