Keila: — Vamos, bebê lindo... só mais um pouco. — Colo, mamãe! Colinho! Não sei o que aconteceu, mas hoje o Doruk parecia pesar o dobro. Ou talvez fosse apenas o meu corpo cobrando a conta; eu ainda estava fraca da infecção no rim, do estresse, de carregar o mundo nas costas. Cada degrau daquela escadaria parecia uma montanha. Cheguei na casa da Ísis batendo forte na porta e implorando por água. A Vó Luiza saiu para me atender e o Doruk logo correu para os braços dela. — Essas escadarias ainda vão me matar — falei, antes mesmo de ela perguntar qualquer coisa. Ela só negou com a cabeça, sorrindo, e beijou minha testa. — Entra, minha filha. A Ísis está lá dentro com um rapaz. Ergui as sobrancelhas e sorri. "Quem será o sortudo?", pensei. Entrei em silêncio, mas o sorriso morreu

