Ela balançou a cabeça, mas abraçou-me com mais força. — Me abrace, por favor. Apenas me abrace. Foi o que eu fiz. E se eu soubesse o que esse simples ato me custou... deixá-los intactos, deixá-los continuar rindo às custas das suas lágrimas, isso me destruiria por dentro. Eu matei sem pestanejar. Enterrei corpos dos quais nem lembrei mais o nome. Mas não sei como segurar uma mulher que chora por algo que não posso matar. — Ele a engravidou... ele engravidou outra mulher. Ela me conta, levantando as mãos para enxugar as lágrimas. — Não era só Katie, era aquela outra também... O soluço corta as suas palavras. — Eu sou tão insignificante? Eu sou tão pequena que ele tem que me enganar desse jeito? Veio a culpa, as repreensões que dançavam no seu peito, produto da sua baixa autoestima e do

