Oskar pegou a mão dela e a guiou com firmeza gentil e determinada em direção à escada. A palma da mão dele estava quente, com certeza, como se não houvesse outra opção a não ser segui-lo. Audrey engoliu em seco e subiu as escadas, ainda sem saber se continuaria ou não com aquela loucura. A cabine era espaçosa, forrada de couro bege, com detalhes em madeira e grandes janelas que deixavam entrar a luz dourada do pôr do sol. O luxo era evidente, mas discreto. — O avião tem várias áreas privadas. Disse o mafioso. — O nosso é o último. Eles caminharam de mãos dadas até a sala dos fundos, que era obviamente a mais luxuosa, parecendo o quarto de um rei. — Você quer beber alguma coisa? — Só água, por favor. O mafioso acena com a cabeça e pede para uma das comissárias de bordo trazer água min

