²⁸

724 Words
LUKE O TELEFONE FIXO está tocando. Que p***a, a esta hora da noite? Atendo. ”Sim?” “Luke”, uma voz cadenciada diz. Eleri! Meu coração bate no meu peito. ”Algo está errado?” “Eu não estou me sentindo muito bem,” ela diz. ”Você ou Gabe se importariam de vir e me pegar? Eu não acho que posso andar direito.” Merda! “Onde você está?” Ela explica, me diz que o i****a que ela conheceu a deixou depois que ela vomitou, e que suas pernas ficaram bambas. “Fique aí,” digo com os dentes cerrados. Estou tão zangado com aquele bastardo que eu poderia dar um soco nele. ”Eu estarei com você assim que puder, Eleri. Fique aí!” Gabe já subiu e eu corro até lá, dando dois passos de cada vez. Explico sobre o que aconteceu com Eleri e peço as chaves do carro. Um de nós terá que ficar com os meninos, e Gabe bebeu mais do que eu comi no jantar, então é melhor que eu vá buscá-la. Jesus, eu gostaria de colocar minhas mãos na p***a do babaca que a deixou sozinha assim... “Vá buscar Eleri, estou preocupado com ela, mas não corra riscos com o trânsito,” diz Gabe, estreitando os olhos. ”Quero vocês dois em casa sãos e salvos.” O Audi preto de Gabe está estacionado na frente e logo estou navegando pelo tráfego de Knightsbridge, passando entre os táxis em Piccadilly, parando atrás dos freqüentadores de teatros na Shaftesbury Avenue e, finalmente, subindo a Great Windmill Street, o coração do Soho. Paro do lado de fora do hotel que Eleri mencionou, arriscando uma multa de estacionamento e corro para o saguão. Ela está sentada lá, com o rosto pálido, e alguém lhe deu um copo de água do qual está bebendo lentamente. Eu subo e coloco meu braço em volta dela. ”Estou aqui agora, querida. Deixe-me ajudá-la até o carro.” Depois de afundá-la no banco, parto para casa em um ritmo mais lento do que a minha jornada de ida. Pego a mão dela e aperto. ”Como você está se sentindo?” “Um pouco melhor, obrigada,” ela estremece. ”Foi tão estranho. Eu tomei alguns goles do meu mojito e era como se eu estivesse flutuando fora do meu corpo. Marcus começou a me beijar e eu não gostei, mas não consegui impedi-lo.” Porra, se aquele desgraçado derramou algo em sua bebida, ele pagará por isso. Gabe não vai parar em nada para mandá-lo para baixo. Eu roubo um olhar para Eleri e minha mandíbula se contorce. Ela está chorando, lágrimas silenciosas escorrendo pelo seu rosto adorável. ”Aí, aí,” eu digo, desejando que não fosse inadequado abraçá-la. ”Você está segura agora.” “Me sinto tão estúpida,” ela diz, enxugando os olhos e sugando uma respiração instável. ”Obrigada por vir me pegar.” “Não precisa me agradecer. Você é nossa responsabilidade enquanto está sob o nosso teto. Nunca deveríamos ter deixado você sair vestida assim para encontrar alguém que você não conhecia.” Ela dá uma meia risada. ”Foi um pouco ingênuo de mim, eu suponho.” Ela alisa a saia, que subiu por suas coxas perfeitas. ”Mas o clima é tão quente, e eu não tinha mais nada para vestir.” “Não é sua culpa, querida. Foi o Marcus. Ele se aproveitou de você. Foi fodidamente errado.” “Eu gostaria de poder voltar o relógio.” Ela balança a cabeça. ”Eu não teria ido com ele para o hotel.” Chegamos de volta à nossa rua e estou salvo de ter que concordar com a afirmação dela ao tentar encontrar uma maldita vaga. Estas casas foram construídas em um tempo em que as pessoas não tinham carros, o que significa que não têm garagens. Graças à p***a da sorte, vejo um espaço à frente e manobro. Eu apoio seu peso com meu braço em volta dela enquanto subimos os degraus da frente. Ela me disse que estava se sentindo tonta novamente e não quero que ela perca o equilíbrio. Gabe deve ter nos ouvido; ele abre a porta antes que eu possa inserir minha chave. “Venha até a sala de estar,” ele diz.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD