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Nicolas pegou um guardanapo da mesa e limpou a boca, tentando se recompor. Em sua mente, ele dizia a si mesmo que agora tinha certeza absoluta: aquela mulher era completamente maluca. Ele nunca a tinha visto antes e, definitivamente, nunca havia matado os avós dela. Aliás, ele nunca tinha matado ninguém. O silêncio entre eles estava pesado e incômodo. Nicolas não era alguém que se importava muito com silêncios desconfortáveis, mas naquele momento, sentia a necessidade de dissipar a tensão que pairava no ar. Em uma tentativa de mudar o clima, apontou para o portão que interligava as casas e perguntou: “Qual é a do portão?” Ellison suspirou e olhou para a estrutura metálica, como se estivesse revivendo lembranças de um tempo melhor. “Eu e a antiga dona éramos muito amigas”, ela respondeu

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