Nicolas estava perdendo a paciência, e era evidente. Seus movimentos eram bruscos, os dedos batucavam na mesa em um ritmo frenético, e ele olhava para Marisa como se esperasse que ela explodisse com alguma revelação a qualquer momento. Cada segundo de silêncio parecia alimentar o fogo de sua irritação. Marisa, sentada à sua frente, sentia o peso de sua presença como se uma tempestade se formasse no ar. Ela sabia que precisava fazer algo, mas o quê? As palavras estavam presas em sua garganta, engolidas pelo medo e pela fragilidade de sua condição. Mas então, uma ideia arriscada surgiu em sua mente. Não era a solução perfeita, e ela sabia que poderia trazer consequências para ela e sua bebê, mas talvez fosse o único caminho para ganhar algum respeito de Nicolas e, com sorte, sua confiança.

