Yago Castilho

1327 Words
p***a, esse dia só piora! Sabe aqueles dias que começam uma bosta e com o passar dele as coisas só vão ladeira abaixo? Bom ... bem-vindos ao meu dia hoje! Ok, ok... acordar ao lado de uma mulher gostosa e nua não foi r**m, mas não lembrar de nada da noite anterior deveria ter sido um alerta, de que meu cérebro gostaria de apagar alguma informação, ou seja, eu deveria ter fugido para as montanhas, mas não fiz. EU ODEIO GRITOS! Ainda mais aquele típico escândalo fingido, como se a pessoa precisasse afirmar seu desempenho durante o s**o, isso não é sexy, muito menos satisfatório. E d***a, a mulher berrou, mas berrou tanto, que meus ouvidos ficaram zumbindo por horas. Até agora não sei como meus vizinhos não chamaram a polícia, eu teria agradecido a interrupção, não tenham dúvidas. Depois disso, foi a coisa declinou de vez. Tentar ser sutil e dispensar a mulher, que pra início de conversa eu nem sabia o nome, dizendo que eu estava atrasado para uma reunião, não adiantou. Falar pra ela que eu iria tomar banho, mas que era só encostar a porta quando saísse, muito menos. A maldita escandalosa, me olhou, sorriu docemente como se fossemos íntimos, enquanto se aproximava de mim. - Fique tranquilo benzinho. Eu não estou com pressa, pode tomar seu banho que eu vou me apossar da cozinha, te faço um café. – falou a última parte sussurrando, como se me contasse um segredo, enquanto passava as unhas vermelhas cumpridas pela minha barba, e piscava os olhos lentamente. Em qualquer outro momento eu acharia isso sexy, mas o clima não era mais esse, nem de perto. Alguém conta para ela que s**o casual não é i********e, É SÓ s**o! Eu precisava me livrar dela! Querendo pensar com mais calma, fui para meu banheiro, tomei banho e decido que era só um obstáculo e que tudo iria melhorar e me preparei pra isso. Pensamentos positivos atraem coisas boas. Coloquei meu terno favorito, cinza, feito sob medida, meu Rolex, calcei meus sapatos mais elegantes e confortáveis e parti para a guerra, afinal eu não sou homem de aceitar derrotas com facilidade. Sai da minha suíte com destino a cozinha e para minha surpresa, a sem nome estava usando uma camisa MINHA, calçada com MINHAS meias, sentada na MINHA bancada rodeada por algumas comidas e bebidas, se sentindo a p***a da dona da MINHA casa! Eu não sou nenhum escroto, não negaria café da manhã a ninguém, muito menos a mulher que estava com meu p*u na boca algumas horas antes, mas essa maluca estava me tirando do sério, eu precisava dela fora da minha vida, urgentemente. - Você demorou amorzinho, quase fui te buscar... – Ela fez beicinho e mordeu os lábios ... fala sério, me chamando de amorzinho e me oferecendo da MINHA comida na MINHA casa!?! Limite cadê você??? Respirei fundo, me concentrei em manter minha expressão neutra, fazendo uso da minha melhor cara de pôquer, com a voz controlada e livre de qualquer sentimento, encarei a mulher. – Desculpe, como disse, tenho uma reunião importante e estou atrasado. Vou chamar um taxi pra você. Pode ir se trocar enquanto isso. – Já estava me virando com o celular na mão quando ela desceu da bancada e veio até mim, com um sorrisinho no rosto. - Tolinho! – Fez sinal de me dispensar com a mão. – Pode ir pra sua reunião “Superimportante” – Ela fez aspas com os dedos, e deu ênfase no “superimportante” enquanto esbulhava os olhos. É sério isso? – Eu fico por aqui, tomo um banho, dou uma organizada nas coisas e te espero voltar, cheirosinha e ... nua. – No final da fala, ela lambe os lábios, segura o meu p*u por cima da calça, convencida de que era uma proposta irrecusável, disso tenho certeza. O que a doida estava pensando? Foi só uma noite, s**o sem compromisso, eu tenho certeza de que não pedi ninguém em casamento ou propus alguma espécie de relacionamento. Bem capaz, se eu fosse muito corajoso e completamente inconsequente, e acabasse deixando a criatura sozinha na minha casa que quando eu voltasse encontraria as malas da bonita e um decreto de que ela moraria comigo. Ou seja, isso não tem a menor possibilidade de acontecer, ela precisa sair daqui, agora! Limites existem para serem respeitados! Esses pelo menos. Sem mais paciência, e sem tentar ser sutil ou educado, segurei firme no braço da maluca e sai puxando a sem nome até a suíte, não respondi aos protestos pouco enfáticos ou as falas de como eu era impaciente, ou que a minha pegada bruta a estava excitando, ou até mesmo que a maldita estava molhada e pronta para nosso próximo round. Completamente insana ... nem fodendo teríamos próximo round, meus tímpanos e minha sanidade mental não aguentariam. Joguei ela dentro do quarto, recolhi as roupas dela que estavam espalhadas e joguei sem nenhum zelo em cima dela. - Vista-se AGORA! – Falei sério e sem disfarçar minha fúria. - Mas, querido... - me olhou meio confusa. - AGORA! – Gritei – Você tem 1 minuto antes que eu te jogue pra fora vestida como está. A feição da mulher mudou drasticamente ganhando um ar de irritação e incredulidade. Finalmente, acho que ela entendeu, me dei palminhas nas costas mentalmente, pelo meu êxito. Com os olhos marejados, ela virou de costas, tirou minha camisa sem desabotoa-la, se enfiou dentro do vestido vermelho minúsculo, antes de ir olhou para mim novamente, apontou o dedo pra minha cara e esbravejou. Achei que a maluca ia começar a espumar pela boca, é sério! - Seu grosso, estupido... fique sabendo que eu FINGI o o*****o. Você não me merece. Nem pense em pedir meu telefone porque eu não quero te ver nunca mais, mesmo que você implore! – Revirei os olhos mentalmente, vai esperando, até parece que eu ia ligar. Ela pegou a bolsa que estava na cômoda perto da porta do banheiro, os sapatos de salto que estavam no chão ao lado da cama, empinou o nariz e saiu pisando duro pelo meu apartamento. Graças a Deus, meu refúgio estava seguro novamente, o barulho estrondoso da porta da sala batendo evidenciava isso e eu suspirei aliviado. Depois da épica batalha, desci até a garagem, peguei meu BMW i8 prata, meu PRECISO, e sai em disparada para a empresa, afinal, a tal reunião “superimportante” era verdadeira e além de ter que encarar meu pai, ainda teriam os velhotes do conselho para atazanar minha existência. Para esses velhos ranzinzas nada basta e eu sou apenas um playboyzinho com a linhagem sanguínea certa. Eu tenho 36 anos e assumi como CEO da “Bebidas Castilho” a exatos cinco meses, logo depois que meu pai teve um ataque cardíaco e quase morreu, o velho foi praticamente obrigado pelos médicos e pela minha mãe a desacelerar, e me passou o bastão. Acontece que para esses “idosos fofinhos” do conselho eu não passo de um “garoto” inconsequente que não merece a cadeira de CEO. Não, isso não é uma piada, alguns até me chamam de moleque quando querem me rebaixar. Tá bom, eu amo uma festa, gosto de beber e acima de tudo, amo uma boa e apertada b****a, se for mais de uma, melhor ainda, e antes de assumir a empresa a minha vida era essa, principalmente enquanto fazia minha faculdade de administração. Mas, conheço a história dessa empresa, sei da importância dela para a minha família e para as famílias que dependem dela, e quando assumi o cargo de CEO me comprometi a fazer de tudo para que a ela cresça e prospere, quero que meu pai sinta orgulho do meu trabalho. Mas primeiro, preciso convencer meu velho e as múmias caquéticas do conselho que sou capaz, mereço meu posto de CEO e chegar atrasado a uma reunião não é bem o melhor caminho.
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