Saio em um beco, tem algumas caixas de bebidas vazias e containers de lixo, o cheiro também não é o melhor, mas vai servir o momento pede urgência meu povo. Me posiciono atrás da lixeira, tiro meu garotão pra fora da calça e o alivio é quase instantâneo, aquele suspiro de alivio que vem da alma, eu soltei um desses, mijar é libertador! Quando estou terminando, escuto algumas vozes se aproximando e por muito pouco não me molho todo de mijo devido ao susto, afinal mijar em local público é atentado ao pudor e eu não quero e não posso ser preso, imaginem só os velhotes do conselho munidos de algo assim eu estaria frito. Me recomponho com pressa pra sair dali e as vozes parecem alteradas, não consigo entender muito bem o que falam. Ah... dane-se, eu não tenho nada com isso e preciso sair dali, já estou bêbado e sem paciência.
Me dirijo pra porta, com intenção de voltar pra festa, quando estou para abri-la escuto o grito apavorado de um homem.
Não ativa, por favor. Eu juro, eu vou pagar seu chefe, só preciso de mais alguns dias, depois disso o dinheiro vai estar nas mãos de vocês.
Uma segunda voz, também masculina vem logo em seguida. - Seu prazo acabou mauricinho, não pagou sua dívida com dinheiro, vai pagar com a vida. Você tinha sido avisado, achou que era brincadeirinha. m*l acostumado com a vida mansa, brincou com as pessoas erradas, i*****l. E manda sua v*******a calar a p***a da boca que eu não to com saco pra essa choradeira. - A voz é sarcástica e ríspida. Ok, a p***a parece bem séria, por isso me escondo atras de algumas caixas e tento ver o que está acontecendo. Alguns metros longe, vejo um casal ajoelhado e com as mãos para cima, em uma posição defensiva. Na frente deles, em pé, há um homem grande, loiro e muito musculoso, ele aponta uma arma para o casal e sorri, ele está se divertindo com o pavor dos outros dois. A mulher de cabelos negros e curtos chora desesperadamente. O cara ajoelhado, me parece familiar, c*****o, eu conheço esse i****a, não somos amigos, nem nada do tipo, mas sei quem ele é, a família dele é dona de alguns hotéis em São Paulo, já tive o desprazer da companhia dele. O cara vive de gastar o dinheiro da família, adora uma aposta, vive em farras e pelo jeito se meteu em uma p**a enrascada.
Alexandre Matos, esse é o nome dele, pelo que vejo ele tenta argumentar com o mau encarado, tentando passar uma segurança que a voz levemente falhada denuncia não existir. - Fala pro Malfoi que eu vou pagar, me dê até amanhã. Vocês conhecem minha família, sabem que eu posso pagar. - Dá pra perceber o desespero na voz dele.
Seu prazo acabou 3 meses atrás, agora você vai morrer pra servir de exemplo. Não se brinca com a Sonser. - Que p***a é essa de Sonser? eu me pergunto – Eu adoro exemplos! - O cara gargalha e dispara o revólver, escuto o tiro e Alexandre cai, a mulher grita desesperadamente, ela levanta e tenta correr. O tal pistoleiro nem na maior calma aponta a arma para as costas da mulher e atira, são 2 disparos dessa vez e ela cai no chão. Ele passa pelo corpo de Alexandre e cospe nele, enquanto o chama de lixo imundo.
E eu? se eu não tivesse mijado agorinha com toda certeza teria feito isso em minhas calças. m***a, m***a, m***a, eu preciso sair daqui. Pensa Yago, pensa cara ... enquanto tento pensar, apavorado, nem percebo que me movi e como nada é tão r**m que não possa piorar eu tropeço em algumas caixas que caem, pra variar, sortudo que só as caixas estavam cheias de garrafas e o barulho delas se quebrando chamou a atenção do assassino. Tomei no **, maldita hora pra sair pra mijar ... só pode ser castigo ... prometo Deus, Odim, Alá e todos os deuses e santos que se eu sair vivo dessa nunca mais mijo em lugares proibidos!
Fodeu, o cara me viu, cara é sério, ele nem pensou, só apontou aquela arma do c*****o na minha direção, pra mim! Eu sou jovem demais pra morrer. Me viro e saio correndo rumo a porta atrás de mim, é minha única possível saída, rumo para dentro da boate e só consigo pensar que eu não quero morrer. Desesperado, viro em um dos corredores e dou de cara em alguém.
Ai... pra que a pressa!?! - escuto a voz feminina, mas não consigo prestar atenção, ela segura meu braço. - É você, nossa o Thiago estava te procurando, o que você está fazendo aqui? Ta tudo bem? Você parece pálido. - m***a é a Sophia, preciso tirar ela daqui antes que o bandido me ache, sem pensar puxo ela pelo braço e saio andando sem rumo, não tenho ideia em que lugar da boate estamos.
Calma Yago, você ta me machucando ... me larga cara. - Percebo que ela está quase gritando enquanto tenta se soltar, mas eu nem ligo a gente precisa sair dali.
A gente precisa sair daqui agora. Eu não quero morrer.
Tá maluco? O que você bebeu?
Sophia eles estão mortos e ele vai me m***r, você está comigo, ele vai te m***r também. A gente precisa sair daqui, AGORA, p***a! - Eu devo parecer um lunático, mas to pouco me lixando, depois ela me xinga o quanto quiser, agora eu só consigo pensar em sair daqui.
Cadê a saída desse maldito lugar? Vi duas pessoas serem mortas, pouco me importo se pareço maluco. Sophia trava as pernas nos obrigando a parar. Mulher teimosa dos infernos! Me viro pra ela completamente fora de mim, se ela morrer o Thiago me mata. Que bagunça, eu só queria mijar. Desesperado tento puxar Sophia novamente, ela me olha confusa e suspira derrotada.
Yago, do que você está falando? Quem está morto?
Eu respiro fundo e decido resumir, quem sabe assim ela colabora e a gente sai logo daqui. - Eu fui mijar lá fora e vi um cara m***r duas pessoas. O cara me viu e eu corri pra cá, fugindo dele. Agora eu preciso sair daqui e você vem comigo, porque ele pode ter te visto. - Tento puxar ela novamente.
Merda! - ela xinga e sai me puxando na direção contraria a que eu pretendia ir. - Vem logo, meu escritório é seguro e estamos perto. - Ela me empurra por uma porta meio escondida e a fecha. O lugar é um escritório confortável, pequeno e aff... as paredes são cor de rosa, fala sério!
Agora me conta direito essa história maluca Yago. -Ela fala em tom de exigência, com as mãos na cintura e extremamente séria, enquanto eu desesperado, ando de um lado pro outro no escritório da Penelope Charmosa. - Conto tudo, vejo a cara de choque mediante todos os detalhes, no final ela me manda calar a boca e sentar e pega o celular, pasmem o celular dela também é rosa!
O que você vai fazer? - questiono alarmado.
Xiu! - com o indicador na boca me manda ficar quieto, que petulante. - Onde você tá? - Ela faz uma pausa, acho que esperando a resposta da pessoa na linha. - Estou no meu escritório, vem pra cá agora. Preciso de você é uma emergência. - Ela respira fundo e desliga. Ela diz que precisamos esperar e eu estou tão esgotado que não consigo nem mesmo me manifestar ou questionar pra quem ela ligou, deve ser pro pessoal da segurança.
Passados mais ou menos uns 15 minutos alguém bate na porta do escritório. Sophia que estava em silencio sentada em uma das poltronas na sala se levanta em um sobressalto, extremamente ágil para abrir a porta. Devo dizer que o que entra pela porta definitivamente não é um dos seguranças da casa, e meus amigos, que visão, a mulher que entra parecendo um furacão deveria se chamar Vênus porque ela é simplesmente MARAVILHOSA, de longe a melhor visão que já tive na minha vida. Será que o cara me achou e eu morri e tô no céu!?! Fala sério Deus, sou muito jovem não posso ter morrido, mas o que mais explicaria esse anjo na minha frente? Estou estático, não consigo me mexer, uau .... ruiva, cabelos longos, curvas de tirar o folego de qualquer santo, e os olhos? Porra... que olhos lindos, não podem ser reais, parece uma fogueira! É isso, eu morri, eu preciso aceitar minha condição pra poder ir para o paraíso.
Quando a deusa ruiva começa a falar com Sophia, entendo que não eu não morri e que a criatura é real. Obrigada senhor, estou vivo! E valeu por depois da m***a toda de hoje me mandar esse presentão de vestido preto, valeu Deus!
Sophia, você está bem? O que houve? - Ela pergunta enquanto olha Sophia de cima abaixo, como se procurasse algum dano físico na loira. E devo dizer que a mulher fica cada vez melhor, voz rouca, sensual, c*****o, nem lembro porque estou aqui, mas se ela continuar falando vou ter um o*****o só com essa voz.
Eu estou bem Ailim. - Opa a beldade tem nome, Ailim! - Mas, ao que parece tenho péssimas notícias. - Sophia suspira, encolhe os ombros e olha pros pés antes de continuar o diálogo. - Nem inaugurei direito e essa m***a espirra na minha porta. c****e é muito azar. - Ela meio que choraminga nos braços da ruiva.
O que houve? ... Sophia, desembucha logo, tô ficando mais preocupada ...
Sophia se vira pra mim me fazendo ser notado por Ailim que até então não tinha se dado ao trabalho de me notar ali parado, com cara de i****a, disso não tenho dúvida, babando nela. Ela não só me olha, ela me analisa, me sinto sendo escaneado, eita que parece que ela está vendo a minha alma. Quando os olhos dela se prendem aos meus, juro que sinto falta de ar, meu coração acelera, acho que tô passando mal... não morri de tiro vou morrer de ataque cardíaco .... socorro!