CHANTAGEM

1017 Words
Mais um dia de trabalho havia chegado e Carlota entrou no quarto do seu patrão para suportar mais uma situação que ela não gostaria que se repetisse, no entanto o senhor Ezildo estava empenhado em continuar com aquele comportamento que era desconhecido pelos moradores da luxuosa casa. Lentamente ela caminhou derrotada, mas a coisa que lhe fazia continuar na casa era a Vânia que parecia precisar muito da sua ajuda. Pensou que estivesse sozinha, todavia o senhor Ezildo já estava no quarto como quem estava a sua espera. Carlota  pausou os seus passos e olhou para cima como se esperasse um milagre descendo com membros inferiores.   – Oi, Carlota. Seja bem vinda ao meu quarto. Já estou preparado para a nossa... qual e o numero desta sessão. – o homem disse logo que viu a Carlota na entrada do quarto e sorriu em seguida. A emprega não gostou de jeito nenhum, mas era obrigada a se esforçar para continuar com o seu emprego e outra razão era a Vânia que sempre precisava da sua ajuda. Ela não tinha coragem de meter uma queixa contra o seu próprio patrão, por temer a morte, pois ele sempre lhe advertia. Era duro ter que lidar com uma situação assim e sempre que se lembrava que ele lhe chamava sempre que tivesse vontade de lhe ver a gemer, ela sentia-se violada, insultada e estuprada, coisa que era verdade. Foi um considerável tempo que a mulher só queria trabalhar como uma outra pessoa qualquer para poder ganhar dinheiro de uma forma digna e não imaginava que viraria uma moderna garota de programa. Diante daquilo que estava havendo ela escondeu o segredo pelo tempo que continuava com o homem sujo que não sentia satisfação somente em ter a sua esposa, alegando que a mesma não parava em casa por conta da sua carreira que já lhe irritava. Belfácia sempre que voltava das suas longas viagens cansada, se dizia que estava de volta inteira para o seu esposo, mas este já se envolvera de uma forma intensa com a sua própria empregada. Era como se fosse um tipo de contrato onde o que lhes importava era sexo e mais nada, isso matava a Carlota aos poucos e sendo refém disso não via nenhuma saída alem dali continuar satisfazendo os desejos do seu patrão. O quarto estava bem organizado e isso para ela não era um bom sinal, pois em todas as vezes que ela vira o espaço daquele jeito o que vinha posteriormente era algo que não gostava de jeito nenhum. Olhou para ele sem esconder os seus reias sentimentos e mesmo assim o outro não se importava, apenas queria que ela se deitasse com ele a cama e mantivessem relações. Ela estava cansada de chorar quando o ciclo estava prestes a recomeçar, no entanto mesmo assim uma lagrima grande e morna percorreu os caminhos da sua bochecha ate que alcançou o queixo e em seguida tombou no chão provocando uma algazarra que ela sempre escutava lhe matando no interior da sua consciência. – Vai ficar ai parada? – perguntou o ex militar na maior cara de p*u. Carlota levou muito tempo para poder levantar o seu pe para poder se locomover ate a cama onde o Ezildo estava preparado para com ela se divertir. Ela sabia que o silencio não era a solução, mas as condições pelo homem aplicadas faziam com que ela fosse um objeto pessoal. – Claro que não senhor... – ela disse com uma voz que deixava um ar triste. Os seus pés lhe custava sair do chão para chegar ate a cama e satisfazer o homem egoísta. Uma raiva percorria a sua consciência e cada vez mais que escutava a voz do homem a vontade que tinha era levar uma faca e cravar diretamente na sua cabeça num golpe mortal sem nenhum suspiro.  Ela sabia que era tarde para algo diferente fazer alem de se entregar contra a sua vontade. Novamente uma lagrima escapuliu das suas orbitas fazendo o mesmo trajeto pela sua face fina e pequena ate alcançar o queixo e em seguida cair na superfície e lhe ferir o coração já em um estado débil. Respirou fundo e deu o seu primeiro passo antes que visse a impaciência do seu patrão deslizar pela sua voz. – Rápido, mulher. – Ezildo disse num tom de ordem. Carlota limpou a lagrima que pudesse tornar pior o seu sofrimento de ter que entregar a sua alma a um homem sujo que só pensava no seu prazer, sem se importar com os sentimentos dela. Ela não estava prepara, seria um ato dolorido, no entanto não tinha uma outra alternativa alem de se entregar novamente para um ciclo que parecia não ter fim. Ela perdera um numero considerável de relacionamentos amorosos por estar nas mãos do seu patrão. A empregada era discreta e ninguém, mas ni ninguém mesmo sabia sobre aquele segredo obscuro. Ela deu mais passos ate que chegou onde o homem estava. – Senta. – o ex militar ordenou e a empregada obedeceu. A sua face estava sempre para baixo, mas o seu patrão sempre quando falasse come ela perto dele usava a lateral do seu dedo indicador da mão direita para colocar a face dela virada para ele. Ele praticamente havia comprado um objeto s****l para satisfazer a sua apetite s****l da mesma forma que fizera anos atras ainda no insino medio e também bem no começo da sua carreira de militar. A empregada vestia o seu uniforme que recebeu logo que começou a trabalhar quando a Vânia acabava de nascer, a ultima filha do casal. A cor era azul escuro com detalhes da cor branca.  Nos primeiros dias do trabalho da Carlota o senhor Ezildo parecia um homem simples e humilde, mas desde que houve uma situação constrangedora na banheira o homem ficou obcecado por ela que ate chegou ao ponto de chantagear a mesma por conta de não aceitar colaborar. Sentada na cama e sendo obrigada a olhar para o rosto do outro, Carlota se esforça para não deixar mais uma lagrima cair vindo das suas orbitas.    
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