UMA CONVERSA COM CARLOTA

1001 Words
A Carlota havia escutado a conversa da família e também o Grizy que em seguida sem se despedir sai para mais uma diversão com as suas drogas que acabavam com ele, infelizmente. Ezildo nada mais falava acerca do filho porque para ele era irrecuperável então não existia uma forma de mudar as coisas que estavam por ele sendo praticadas. Vânia estava chateada e precisava de alguém para com ela falar e desabafa, tirando tudo o que sentia no fundo do seu coração acerca da sua condição que lhe fazia sempre se preocupar e se sentir bem estranha e diferente de todo o mundo ao seu redor. Antes que a adolescente chegasse longe, Carlota saiu para saber como ela esta e se ofereceu para com ela conversar e lhe fazer se sentir leve diante da situação causada pelo seu próprio pai e o que mais lhe doía era saber que não podia contar com a sua mãe, pois estava sob as garras do seu pai e assim era complicado confiar nela para poder ter a ajuda que tanto precisava para pelo menos aliviar a sua mente que sofria uma sobrecarga. – Vânia, me espera. – disse Carlota quando saiu atrás da garota para com ela conversar. Ela ouviu, nas mesmo assim não quis parar para ouvir o que a empregada tinha para ela dizer, então foi ai que a Carlota gritando correu ate a garota. Tendo lhe alcançado e antes de prosseguir com a conversa que m*l começara, ela disse em primeiro lugar com uma voz bem meiga: – Calma, tudo vai se resolver, não fique assim que as coisas só vão piorar. Eu sei que precisa de alguém com quem conversar para poder aliviar o estresse que esta te sobrecarregando. Eu estou aqui para te ouvir, querida. Não vou mentir, eu ouvi a conversa com os seus pais, não foi nada saudável. Finalmente Vânia parou e as duas puderam começar a sua conversa. Por sorte Carlota já havia feito boa parte das tarefas de casa e agora estava numa espécie de intervalo para repousar um pouco enquanto os patrões tomava sua refeição sendo que ela era a ultima a se alimentar e sempre era assim, mesmo Vânia tentando que a coisa fosse diferente, assim quando chegasse a sua vez de ter o seu pequeno almoço ou mesmo o jantar chamava a Carlota para lhe fazer companhia na mesa e o seu pai não gostava nem tao pouco da atitude da filha e nunca escondia o fato, dizendo em toda a vez que ela chamava a empregada para junto dela sentar. Aproveitando aquele momento, as duas estavam no parque sentadas e em silencio como se estivesse a fazer um ritual para depois iniciarem a conversa que era extremamente necessário. – Eu não direi que sinto muito, pois isso não seria uma ajuda para ti, mas posso te indicar alguém que possa te ajudar se você quiser ser ajudada. Vânia olhou para a empregada que ainda estava de uniforme. Era obvio que ela precisava e aceitaria ser ajudada então as palavras da outra não pareciam tao justas para ela, no entanto ela deixou passar e respondeu. – Claro, o que mais quero agora e me livrar desta doença qualquer ajuda e bem vinda. – quando ela falava passava alguém com um sorvete na mão e olhava para ela de uma forma intensa como se conseguisse ver a sua alma. Na verdade a pessoa que olhava para Vânia era uma criança que aparentava ter os seus 7 anos de idade. Alto e magro com uma pele bem escura, não desviava o seu olhar da cara da Vânia que já se sentia desconfortável com o rapaz. – Quem e aquele? – perguntou a adolescente para a Carlota que também havia percebido o olhar intenso que ia diretamente para a outra. – Não conheço, mas tem um rosto bem familiar. – ela disse com uma voz baixa como quem quer chamar atenção e com isso conseguiu a atenção da Vânia que ainda continuava desconfortável, pois quando parava de olhar para o garoto quando voltava o seu olhar para o mesmo se dava de cara com ele. – Agora vou te dar este bilhete para participares de um evento que será de grande ajuda para o problema que tens. Conheço muita gente em que esta com uma condição parecida com a sua. Vânia recebeu o bilhete e olhou novamente para a direção de onde estava o garoto, no entanto este já não estava mais ali. Na mente lhe ocorreu alguma interrogação, mas deixou passar e continuou a sua conversa com a sua ouvinte que estava disposta a escutar tudo o que ela queria dizer e tinha que dizer par se sentir melhor. Nisso Carlota tentava esconder um fato que lhe castigava dia e noite praticado pelo senhor Ezildo que cada dia estava sendo c***l com a sua empregada que estava ali para fazer o seu trabalho e assim lhe ajudando. Depois da conversa entre a Vânia e a Carlota passou algumas horas e já era noite prestes a começar o evento que o evento cujo foi mencionado pela Carlota. A empregada se arrumou e foi ate ao quarto da Vânia para lhe chamar para as duas irem ao local do evento. A adolescente ainda estava se preparando para juntamente com a Carlota sair, no entanto estava sendo lento. A empregada era paciente, sempre ostentando paciência em tudo que fazia, coisa que lhe tornava em uma pessoa especial, pois pessoas pacientes sabem agarrar as oportunidades na hora certa, pois sabem esperar para depois agir assim como a Carlota. Ela não podia mentir para si mesma, o que mais queria era vingança contra o seu próprio patrão, ainda não havia chegado o momento mesmo que fosse depois de muitos anos onde viu Vânia e Grizy crescerem e agora eram uma casal crescido. – Podemos ir? – perguntou Carlota logo que entrou no quarto da outra que estava terminando de se vestir. – Claro que podemos. Agora já estou pronta.
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