O REGRESSO

933 Words
Tendo viajado para Lorfland Belfácia estava lançando mais um livro seu que os leitores tinha lido primeiro numa plataforma online antes da autor ter a ideia de fazer um lançamento no formato físico, era um livro que estava fazendo sucesso, não só na plataforma online, mas também em formato físico, pois na verdade estava lançando a segunda edição e os fãs iam a loucura a cada pagina devorada. A vida que ela tinha era de luxo e isso ela merecia depois de muito esforço. Ela tinha que escrever, no entanto o tempo lhe parecia escasso assim acabava não alcançando as suas metas que eram cruciais no principio do seu casamento onde o esposo era pai ausente por estar longe e trabalhando como militar e mesmo assim sem fazer muito esforço para tornar possível a sua participação como pai para os filhos que ainda tinham uma idade prematura. Tudo isso não foi suficiente para lhe fazer desistir da sua carreira e nem do seu casamento que estava sendo um caso complicado de lidar. Ela era uma escritora de muita vontade e mesmo que fosse difícil ter que lidar com a escrita e cuidar dos seus filhos ela deu um pulo quando uma das suas obras foi reconhecida, uma obra de sucesso nas plataformas de leitura online. Só com o primeiro lançamento arrecadou um valor de 1 milhão de dinheiro e foi aí que teve a ideia de contratar uma baba e empregada para lhe ajudar a gerir a situação. A experiencia foi tão boa que ate os seus filhos começaram a chamar a empregada de mãe. A partir dai a mulher ganhou a liberdade d viajar pelo mundo para expandir a sua arte que já era consumida por um número bem maior de leitores viciados na sua escrita. O nome da sua empregada era Carlota, uma pessoa calma, paciente e simpática. Belfácia havia feito uma escolha perfeita para os seus filhos que precisavam de bons cuidados diferente da mãe que não teve sorte de ter uma vida assim tão perfeita. Belfácia estava num dos prédios luxuosos do Lorfland um país que se comparava a Moamba em termos de desenvolvimento e muitos artistas apostavam em lá estar para alavancarem a sua carreira de uma forma orgânica e em simultâneo rápido de uma forma eficiente sem ter que usar muito esforço assim. No mesmo pais, Belfácia havia conhecido um cara que achou muito interessante, mas o que ela chamava de problema, a sua fidelidade lhe impedia de se envolver com o homem que além de ser interessante para ela o mesmo tentava uma chance com ela. Na última noite quando Belfácia despedia o país o mesmo homem interessante chamado Lucas, estava ali para fazer uma suposta visita e encontrou ela a descansar. Ela levantou e atendeu-lhe abrindo a porta. O homem entrou com algo nas mãos e chamou de presente antes de entregar a mulher do ex militar das forças armadas de Moamba. O andar do Lucas era lento, interessante e ensaiado, não só a Belfácia lhe achava atraente, no entanto muitas outras mulheres e a maioria que queriam apenas sexo sem compromisso, coisa que a Belfácia não tinha no seu vocabulário, diferente do seu marido que não queria ver nenhuma saia passar dele sem que ele interviesse. – Olá madame, trago algo que vai lhe agradar de certeza. – o homem atraente e sedutor disse logo que entrou no hotel onde estava hospedada a Belfácia. – Seja bem vindo senhor Lucas. – com toda a educação disse Belfácia para o outro que esperou ser convidado para sentar no sofá que estava diante dele. – Pode sentar. – Obrigado! – ele disse, sentou e em seguida continuou com a sua fala que havia sido quebrada por ele mesmo quando estava sentando. – Me chame simplesmente de Lucas, por favor. – disse com delicadeza na voz. – Certo. Aceita uma água, um vinho ou um sumo? – Uma água por favor. Ainda com a pequena caixa nas mãos Belfácia tinha uma ansiedade lhe sussurrando para abrir o objeto e vero que estava no interior do mesmo. Então com isso ela perguntou ao outro. – Posso abrir? – Não, vai abrir depois que eu sair. – Está certo. Com ousadia Lucas olhou bem no fundo dos olhos da Belfácia fazendo de tudo para fazer com que as linhas das suas feições criassem uma expressão facial sedutor. – Os seus livros são bem interessantes. Me parece que são baseados em fatos. – Obrigada! – na verdade são baseados em fatos sim. – Por isso que mexem com os leitores pois eles se identificam. – E você não faz parte desse grupo de leitores? – perguntou e em seguida se lembrou que tinha o intento de dar água ao seu visitante, então dirigiu-se até a cozinha, não se demorou e voltou com água. – Aqui tens. – Obrigado. – recebeu e logo deu um gole para depois responder a pergunta da escritora. – Não faço parte não. Não sou um companheiro padrão. – Um cara que não quer nenhum compromisso apenas sexo e diversão. – Bingo, exatamente. Belfácia era firme nas suas decisões e suas escolhas. Havia percebido a intenção do Lucas, mas queria apenas alguém para conversar e com isso continuaria ali apenas no papo para o que para Lucas era perda de tempo, ainda não havia percebido que encontrara, apesar de uma grande tentação, uma mulher fiel, coisa que nunca encontrara em todas mulheres que usou, se divertindo e outras que faziam a mesma coisa que ele, buscando sexo sem compromisso. – Bem, eu já imaginava na verdade.
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