Mafê . . . De começo, fiquei assustada quando cheguei no baile, mas depois de um tempinho vi que era super de boa. Eu sempre imaginei coisa pior! No jornal, sempre via confusão, correria, mó bagunça... por isso eu sempre tive medo de vir. E hoje eu vi que era totalmente tranquilo. Claro que nem sempre deve ser assim, mas pelo menos hoje tava de boa. Meu pai não podia nem sonhar com uma cena dessas: eu, bebendo e descendo até o chão num baile lotado de traficantes. Fiquei pensando por um bom tempo no que ia fazer da minha vida caso ele descobrisse o que tava rolando hoje, mas tive meus pensamentos interrompidos pelo Lipe, que chegou me puxando. Lipe: Qual foi, pô? Tá com medo ainda? Mafê: Não! Tava pensando em umas coisas aqui. Lipe: Esquece essas parada aí, carai. – Puxou minha mão e

