continuação chegada da noite

792 Words
A noite no Rio de Janeiro caiu com aquele mormaço gostoso, e quando Eli girou a chave da porta do apartamento, o silêncio durou apenas um segundo. ♡DINDOOOO! o grito de Isabella ecoou pelo corredor enquanto ela vinha correndo e pulava com tudo no colo dele, quase o derrubando. ♡Você demorou mil anos! Eu achei que você tinha sido engolido pelo trânsito!" Eli riu, apertando a pequena contra o peito. A energia dela era o melhor remédio para o peso emocional que ele tinha deixado naquela cela. ......A "Dona Isaa" e a Missão Pizza.... Dona Simone apareceu na sala rindo da neta postiça. Simone •"Eli, essa menina é terrível! Ela não parou um segundo de perguntar se a pizza do Brasil era melhor que a de Londres." Isabella, com as mãos na cintura, decretou: "♡Dindo, a vovó disse que tem uma de 'Frango com Catupiry' que é famosa. Eu preciso provar para dar minha nota de especialista!" E assim foi. Eles pediram duas pizzas gigantes. Bella se lambuzou, aprovou o Catupiry com nota 10 e, entre uma fatia e outra, contou para o padrinho sobre as novelas que viu com a Simone. Foi um momento de leveza pura, com Eli observando a afilhada e sentindo que, apesar de tudo, a vida tinha sido muito generosa com ele. ...A Reunião de Família (Via Londres).... Depois que a "Dona Isa" finalmente se rendeu ao sono e capotou na cama, Eli foi para a varanda. O céu estava estrelado. Ele respirou fundo e iniciou a chamada de vídeo. Do outro lado, a tela brilhou com Manu ninando o pequeno Joaquim e Hugo logo atrás, com cara de quem também precisava de um café °"Como foi, Eli? Manu perguntou, a voz suave para não acordar o bebê, mas cheia de ansiedade Eli contou tudo. Contou sobre o semblante derrotado de Felipe, sobre o pedido sincero de perdão, a tatuagem no braço e o abraço que selou a paz. ☆Ele não é mais aquele cara, Manu. Ele quebrou. E no lugar daquele orgulho, nasceu um homem arrependido." Hugo, que ouvia tudo atentamente, trocou um olhar cúmplice com Manu e tomou a palavra: *Irmão, a gente conversou muito aqui em Londres hoje. A gente não vai deixar você segurar essa barra sozinho aíno Brasil. O Joaquim já está ficando mais fortinho... Nós vamos para o Brasil." Eli arregalou os olhos, surpreso. *É sério, Eli," continuou Hugo. "Vamos levar a empresa daqui, mas queremos estar perto. Vamos ficar aí até o Felipe sair da cadeia e a gente ver qual rumo ele vai seguir. Família é pra essas coisas. Se você perdoou, a gente apoia. Ninguém fica para trás agora." ....O Fechamento do Ciclo.... Eli sentiu uma lágrima solitária escorrer. Ele tinha saído do Brasil anos atrás como alguém que não tinha nada, e agora estava voltando com uma família de verdade uma que cruzava o oceano por ele. A emoção tomou conta do Aeroporto do Galeão três meses depois. Eli estava inquieto no saguão de desembarque, segurando a mão de Isabella, que pulava sem parar. A pequena não via a hora de reencontrar os pais e conhecer o irmãozinho de perto, já que as fotos no celular não matavam a saudade. Quando as portas automáticas se abriram, o coração de Eli disparou. Manu apareceu primeiro, empurrando o carrinho onde o pequeno Joaquim dormia serenamente. Logo atrás, Hugo vinha carregado de malas, com aquele sorriso largo de quem finalmente estava em casa. ♡PAPAAAAI! MAMÃE!" o grito de Isabella ecoou por todo o saguão. Ela soltou a mão de Eli e correu como um foguete. Hugo largou as malas no chão e se abaixou a tempo de aparar o impacto da filha, que se jogou no seu pescoço com toda a força. ○Minha princesa! Que saudade de você, garota!" disse Hugo, com a voz embargada, enquanto Manu se juntava ao abraço, chorando e rindo ao mesmo tempo. Manu soltou a filha por um segundo para abraçar Eli. Foi um abraço de alma, de quem dividiu as dores mais profundas e agora compartilhava a cura. •Conseguimos, Eli. Estamos todos juntos de novo, no nosso lugar. sussurrou Manu no ouvido dele. Apresentando o Pequeno Joaquim Depois da confusão de abraços, todos se reuniram em volta do carrinho. Isabella, agora mais calma, olhava para o bebê com uma proteção que lembrava muito o jeito que Eli cuidava dela. "♡Dindo, olha como ele é pequeno! Ele parece um pãozinho de queijo," Eli pegou o afilhado no colo com uma delicadeza extrema. Olhar para aquele bebê, ali no solo brasileiro, era o símbolo máximo de que o passado de dor tinha sido enterrado. O ódio do pai, os erros do irmão, a solidão de Londres... tudo isso tinha ficado para trás.
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