A noite no Rio de Janeiro caiu com aquele mormaço gostoso, e quando Eli girou a chave da porta do apartamento, o silêncio durou apenas um segundo.
♡DINDOOOO!
o grito de Isabella ecoou pelo corredor enquanto ela vinha correndo e pulava com tudo no colo dele, quase o derrubando.
♡Você demorou mil anos! Eu achei que você tinha sido engolido pelo trânsito!"
Eli riu, apertando a pequena contra o peito. A energia dela era o melhor remédio para o peso emocional que ele tinha deixado naquela cela.
......A "Dona Isaa" e a Missão Pizza....
Dona Simone apareceu na sala rindo da neta postiça.
Simone
•"Eli, essa menina é terrível! Ela não parou um segundo de perguntar se a pizza do Brasil era melhor que a de Londres."
Isabella, com as mãos na cintura, decretou:
"♡Dindo, a vovó disse que tem uma de 'Frango com Catupiry' que é famosa. Eu preciso provar para dar minha nota de especialista!"
E assim foi. Eles pediram duas pizzas gigantes. Bella se lambuzou, aprovou o Catupiry com nota 10 e, entre uma fatia e outra, contou para o padrinho sobre as novelas que viu com a Simone. Foi um momento de leveza pura, com Eli observando a afilhada e sentindo que, apesar de tudo, a vida tinha sido muito generosa com ele.
...A Reunião de Família (Via Londres)....
Depois que a "Dona Isa" finalmente se rendeu ao sono e capotou na cama, Eli foi para a varanda. O céu estava estrelado. Ele respirou fundo e iniciou a chamada de vídeo.
Do outro lado, a tela brilhou com Manu ninando o pequeno Joaquim e Hugo logo atrás, com cara de quem também precisava de um café
°"Como foi, Eli?
Manu perguntou, a voz suave para não acordar o bebê, mas cheia de ansiedade
Eli contou tudo. Contou sobre o semblante derrotado de Felipe, sobre o pedido sincero de perdão, a tatuagem no braço e o abraço que selou a paz.
☆Ele não é mais aquele cara, Manu. Ele quebrou. E no lugar daquele orgulho, nasceu um homem arrependido."
Hugo, que ouvia tudo atentamente, trocou um olhar cúmplice com Manu e tomou a palavra:
*Irmão, a gente conversou muito aqui em Londres hoje. A gente não vai deixar você segurar essa barra sozinho aíno Brasil. O Joaquim já está ficando mais fortinho... Nós vamos para o Brasil."
Eli arregalou os olhos, surpreso.
*É sério, Eli," continuou Hugo. "Vamos levar a empresa daqui, mas queremos estar perto. Vamos ficar aí até o Felipe sair da cadeia e a gente ver qual rumo ele vai seguir. Família é pra essas coisas. Se você perdoou, a gente apoia. Ninguém fica para trás agora."
....O Fechamento do Ciclo....
Eli sentiu uma lágrima solitária escorrer. Ele tinha saído do Brasil anos atrás como alguém que não tinha nada, e agora estava voltando com uma família de verdade uma que cruzava o oceano por ele.
A emoção tomou conta do Aeroporto do Galeão três meses depois. Eli estava inquieto no saguão de desembarque, segurando a mão de Isabella, que pulava sem parar. A pequena não via a hora de reencontrar os pais e conhecer o irmãozinho de perto, já que as fotos no celular não matavam a saudade.
Quando as portas automáticas se abriram, o coração de Eli disparou. Manu apareceu primeiro, empurrando o carrinho onde o pequeno Joaquim dormia serenamente. Logo atrás, Hugo vinha carregado de malas, com aquele sorriso largo de quem finalmente estava em casa.
♡PAPAAAAI! MAMÃE!"
o grito de Isabella ecoou por todo o saguão.
Ela soltou a mão de Eli e correu como um foguete. Hugo largou as malas no chão e se abaixou a tempo de aparar o impacto da filha, que se jogou no seu pescoço com toda a força.
○Minha princesa! Que saudade de você, garota!"
disse Hugo, com a voz embargada, enquanto Manu se juntava ao abraço, chorando e rindo ao mesmo tempo.
Manu soltou a filha por um segundo para abraçar Eli. Foi um abraço de alma, de quem dividiu as dores mais profundas e agora compartilhava a cura.
•Conseguimos, Eli. Estamos todos juntos de novo, no nosso lugar.
sussurrou Manu no ouvido dele.
Apresentando o Pequeno Joaquim
Depois da confusão de abraços, todos se reuniram em volta do carrinho. Isabella, agora mais calma, olhava para o bebê com uma proteção que lembrava muito o jeito que Eli cuidava dela.
"♡Dindo, olha como ele é pequeno! Ele parece um pãozinho de queijo,"
Eli pegou o afilhado no colo com uma delicadeza extrema. Olhar para aquele bebê, ali no solo brasileiro, era o símbolo máximo de que o passado de dor tinha sido enterrado. O ódio do pai, os erros do irmão, a solidão de Londres... tudo isso tinha ficado para trás.