Capítulo 11 - Controle?

1620 Words
Lorenzo Salvatore A sala de jogos estava cheia de fumaça, risadas e o som inconfundível de copos sendo colocados na mesa com força. Era um ambiente tipicamente masculino, recheado de camaradagem e rivalidade saudável. Eu estava ali, com o controle na mão, focado na partida de videogame. A tela brilhava com intensidade enquanto Marco e eu esmagávamos Luis e Giovanni em uma partida intensa de futebol virtual. — Anda, Luis! Vai deixar o moleque passar por você assim? — gritou Stefan, rindo, enquanto tomava um gole de sua bebida e assistia ao m******e que acontecia na tela. — Ele tem sorte! Só isso! — Luis respondeu, a voz embargada pela frustração. — Sorte? É habilidade, meu caro. Aprende com os melhores — provoquei, lançando um olhar de canto para ele, enquanto Marco ria alto ao meu lado. Luis tentou recuperar o controle da situação, mas Marco marcou mais um gol, arrancando um coro de zoações dos outros homens na sala. Era um espaço de relaxamento raro, onde, apesar das tensões que todos carregavam do mundo lá fora, podíamos nos permitir esses momentos descontraídos. Minha atenção, no entanto, nunca estava completamente ali. Embora minha postura fosse relaxada, meus olhos frequentemente se desviavam para o celular ao meu lado. Em intervalos regulares, verificava as mensagens dos seguranças espalhados pela propriedade. A fazenda estava calma, como deveria ser, mas meu instinto nunca me deixava abaixar a guarda. — Salvatore, foca no jogo ou perde! — gritou Marco, me cutucando. Voltei minha atenção para a tela, mas não sem antes responder: — Não perco para amadores, Ricciardi. A provocação arrancou mais risadas, mas a dinâmica mudou quando Giovanni conseguiu roubar a bola no último segundo e marcou um gol. — Finalmente! — ele gritou, levantando os braços em triunfo. — Não vai durar, garoto — resmunguei, determinado a recuperar a vantagem. Enquanto o jogo continuava, Domenico observava de longe, com um sorriso quase imperceptível. Ele não era do tipo que se envolvia nessas brincadeiras, mas parecia apreciar o momento. Sua presença era sempre notada, mesmo quando ele estava apenas ali, no fundo, com um copo de uísque na mão. Antônio e George estavam em um canto, discutindo algo que parecia ser uma mistura de negócios e piadas internas. Stefan, Matteo e Filipe estavam de pé perto do bar, servindo mais bebidas e ocasionalmente comentando sobre a partida. Era interessante como, mesmo nesses momentos descontraídos, todos mantinham uma aura de autoridade e presença. Foi quando a porta se abriu e um dos seguranças entrou. Ele não disse nada imediatamente, apenas se aproximou de mim e cochichou algo em meu ouvido. — Tudo tranquilo? — perguntei, mantendo a voz baixa para não chamar atenção. — Sim, senhor. Só uma atualização sobre o perímetro. Nada fora do comum. Assenti e o dispensei com um gesto. Era meu trabalho garantir que o "nada fora do comum" continuasse assim. — Algum problema, Lorenzo? — perguntou Domenico, sua voz cortando a conversa ao redor. — Nenhum. Só verificando os relatórios. Ele assentiu, satisfeito, e voltou sua atenção para o copo em sua mão. Domenico era um homem de poucas palavras, mas cada uma delas carregava peso. Ele confiava em mim para manter todos seguros, e isso não era algo que eu levava levianamente. Voltei ao jogo, mas não antes de dar uma última olhada rápida na sala. Cada um dos homens ali tinha um papel crucial no funcionamento da máfia Ricciardi. Era fácil esquecer isso em momentos como esse, mas bastava um olhar mais atento para perceber que todos estavam sempre prontos para agir, se necessário. — Vamos, Lorenzo, termina com eles! — Marco gritou, me tirando dos pensamentos. Com um movimento rápido, consegui passar pela defesa improvisada de Luis e Giovanni e marquei o gol da vitória. A sala explodiu em gritos e risadas, enquanto eu e Marco nos levantávamos para comemorar. — Não disse? Amadores — provoquei novamente, estendendo a mão para Giovanni e Luis, que aceitaram a derrota com relutância. — Quer revanche? — Marco perguntou, já se preparando para outra partida. Antes que pudesse responder, Domenico levantou a mão. — Chega de jogos por hoje. Temos coisas mais importantes para discutir amanhã. Vocês vão precisar de descanso. Sua voz cortou qualquer protesto. Todos respeitavam a palavra final de Domenico, e ele tinha razão. O jogo foi divertido, mas sempre havia algo mais sério à espreita, especialmente no mundo em que vivíamos. Enquanto todos começavam a se dispersar, senti o olhar de Domenico sobre mim novamente. Ele não disse nada, mas havia uma compreensão silenciosa entre nós. Sabíamos que a paz que desfrutávamos ali era apenas temporária, e que meu trabalho era garantir que ela durasse o máximo possível. Apaguei a tela do celular e me levantei, pronto para fazer uma última ronda pela propriedade antes de chamar a noite de descanso. Afinal, no meu trabalho, confiar cegamente era um luxo que ninguém podia se dar ao luxo de ter. — Lorenzo, chame Giulia para mim. Quero conversar com ela no escritório. — Domenico disse antes que eu saísse. Assenti com firmeza. Sai da sala de jogos com passos firmes, mas o pensamento de Giulia começou a me distrair. Era impossível ignorar o efeito que ela tinha sobre mim, mesmo que eu tentasse. Cada vez que ouvia seu nome ou a via, era como se algo no meu peito fosse aceso. Ao passar pela cozinha, percebi um burburinho vindo da área externa. Algumas mulheres estavam na piscina, rindo e conversando, mesmo sob a luz tênue da noite. — Giulia está por aqui? — perguntei, mantendo meu tom sério, mas sem rudeza. Uma delas, segurando um copo de vinho, balançou a cabeça. — Não. Ela e Francesca subiram há alguns minutos. — Obrigado. Continuei meu caminho até o andar superior. Enquanto subia as escadas, o som de uma conversa chamou minha atenção. Francesca descia apressada, o telefone colado ao ouvido, falando baixo, mas com gestos animados. — Francesca, Giulia está no quarto? — perguntei, interrompendo-a brevemente. Ela parou por um instante, cobrindo o microfone do celular. — Sim, acho que está. — disse brevemente e eu assenti, seguindo para o quarto. Bati na porta do quarto de Giulia, esperando uma resposta, mas antes mesmo de ouvir qualquer coisa, a porta se abriu sozinha, entregando que estava apenas encostada. Estranhei, mas entrei. O quarto estava parcialmente iluminado, algumas coisas fora do lugar, como se ela tivesse acabado de mexer em tudo com pressa. — Giulia? — chamei, olhando ao redor. — Seu pai está te procurando. Quer falar com você! Nenhuma resposta. Dei alguns passos para dentro, tentando entender onde ela poderia estar. Meus olhos vasculharam o ambiente em busca de algum perigo, até algo no chão chamar minha atenção: um pequeno dispositivo. Peguei o objeto e o examinei, parecia um controle, talvez de algum aparelho eletrônico ou até de um carro, mas tinha um design peculiar. Minha curiosidade foi inevitável. Foi então que a porta do banheiro se abriu, e Giulia apareceu. Seus olhos fixaram imediatamente no controle em minha mão, e sua expressão mudou instantaneamente para algo entre choque e desespero. — Me dá isso, Lorenzo! — ela praticamente gritou, a voz carregada de nervosismo. — O que é isso? — perguntei mais para mim do que para ela, desconfiado, antes de apertar o botão maior, movido por um impulso e******o. O que aconteceu em seguida me pegou completamente desprevenido. Giulia soltou um gemido abafado, seu corpo se arqueou, e ela quase caiu no chão, se segurando na parede para não perder o equilíbrio. — O que está acontecendo, Giulia? — perguntei, sem entender nada, apertando outro botão por reflexo, em busca de reverter o que eu havia feito. Ela se contorceu ainda mais, segurando a boca com uma das mãos, enquanto a outra buscava algo para se apoiar. E então tudo fez sentido. A verdade veio como um soco direto no meu peito, ou melhor, direto no meu påu. — Caralh0... — murmurei, com os olhos arregalados. A p0rra de um vibrador. Era um controle de vibrador, e eu, sem saber, tinha acabado de aumentar a intensidade dele. Meu olhar desceu para ela, vendo seu corpo entregue, suas pernas tremendo, os gemidos abafados que escapavam mesmo contra sua vontade. Tudo aquilo era fodidament3 erótic0. — Lorenzo... — a voz dela saiu entrecortada, como um gemido rouco que parecia diretamente feito para me destruir. Meu påu pulsou dentro da calça, e eu senti o calor percorrer meu corpo como uma explosão. — P0rra... — minha voz saiu rouca, sem controle algum. Ela tentou falar de novo, mas sua respiração estava completamente desregulada, cada movimento dela parecia aumentar ainda mais meu desejo. Foi então que percebi o controle ainda ativo em minha mão. Voltei a mim, desligando o aparelho com pressa, e vi o corpo dela finalmente relaxar, mesmo que estivesse claramente exausta. Giulia levantou o olhar para mim, os lábios entreabertos, a respiração ainda ofegante. Eu estava parado ali, sem conseguir me mover, com todo o sangue do meu corpo focado em uma única parte, que estava prestes a explodir. Ela percebeu isso. Claro que percebeu. Seus olhos desceram para a calça, e seu rosto ficou ainda mais vermelho. — Você está...? — começou, mas não conseguiu terminar, arregalando os olhos ao perceber minha excitação evidente. — Sinto muito, Giulia. Tenho que ir, seu pai te aguarda no escritório — Foi a única coisa que consegui dizer, minha voz saindo mais grave do que o normal, antes de virar as costas e sair do quarto às pressas. Cada passo que eu dava era torturante. Meu påu latejava como se implorasse por alívio, e a p0rra da imagem dela se contorcendo de prazer não saía da minha cabeça.
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