Bernardo Agostini Já faz algum tempo que conheci a amiga da minha irmã, Maya, e a saudade dela cresce a cada dia. Sinto falta da suavidade da sua voz, como um sussurro que ecoa na minha mente. Apesar de não a conhecer bem, a sensação que ela me provoca é intensa e confusa. Pensei em enviar uma mensagem, mas hesitei, a dúvida me paralisou. Sinto que talvez eu não tenha despertado seu interesse, e a ideia de insistir me deixa inquieto. Queria tanto que ela tivesse dado algum sinal, mesmo que sutil, de que havia algo ali, mas a bela desconhecida se manteve em silêncio, como uma estrela distante. Duas semanas se passaram e, para minha frustração, Maya não se fez presente. Eu esperava que, quando uma mulher se interessa, ela tomasse a iniciativa de ligar ou mandar uma mensagem, mas a vida nã

