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2083 Words
Quando acordou, Landon sentiu como se tivesse sido atropelado por um elefante, e após abrir os olhos e olhar ao redor ainda sonolento, ele constatou que o elefante que o havia atropelado se chamava Mamon, que também atendia como príncipe infernal e demônio da riqueza. O ruivo percebeu que os dois ainda estavam completamente pelados por debaixo do cobertor fininho de seda dourada. Mamon estava de frente para o rapaz, envolvendo sua cintura com os dois braços e enfiando uma das pernas entre as do mais novo, de modo com que Landon ficasse com seu corpo completamente colado no do outro, com a bochecha pressionada contra o seu peitoral cheiroso e quente. Pela luz que entrava pelas janelas de vidro, Landon constatou que eles haviam fodido pelo resto do dia e da noite, indo dormir apenas quando já eram quase 2:00 da madrugada. O ruivo tentou sentir para ver se havia alguma dor no seu corpo, mas além do cansaço habitual nos músculos, não havia absolutamente nada (exceto uma estranha satisfação pós-sexo, que o fazia suspirar baixinho). O g**o do demônio deveria ser milagroso mesmo, porque após ser arrombado diversas vezes e ser fodido de forma tão bruta e selvagem por esse demônio absurdamente safado, Landon esperava ter um poço sem fundo no lugar do seu cu uma hora dessas, além de ter perdido para sempre a sua habilidade de caminhar ou sequer mover as pernas. Landon observou o rosto do príncipe infernal com curiosidade, ele ainda dormia profundamente (e não era pra menos, já que Mamon não parou quieto por um segundo sequer, enquanto fodia o ruivo igual um animal selvagem). Enquanto dormia, o demônio assumia uma aparência simplesmente angelical, sem aqueles sorrisos provocantes, as expressões codescendentes e olhar malicioso cheio de segundas intenções. O seu rosto estava lindamente sereno, com os lábios rosados pressionados em uma linha fina, os cílios longos e brancos tremiam levemente vez ou outra, as sobrancelhas estavam relaxadas e o maxilar quadrado continuava afiado, apesar de não estar tensionado. As maçãs do rosto de Mamon nunca ficavam coradas, e isso deixava Landon curioso e intrigado ao mesmo tempo. O peito pálido subia e descia levemente enquanto o príncipe infernal respirava de forma tranquila, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. O olhar do ruivo desceu um pouco mais, seguindo aquela trilha de pelinhos brancos que levavam até o p*u do demônio, que mesmo não estando e******o, era assustadoramente grande e bonito, tão longo que ia até a metade das coxas de Mamon. Landon arfou baixinho ao se lembrar de todas as coisas sacanas que os dois fizeram as últimas horas. O ruivo se achou definitivamente um bravo guerreiro por ter aguentado aquele demônio safado por horas e ainda ter pedido por mais. Ele puxou o cobertor de seda um pouco mais para cima, até chegar no seu umbigo e esconder a nudez dos dois. Eles precisavam de um banho, mas aquilo poderia ficar para depois. Landon também estava com um pouquinho de sede, mas isso poderia ficar para depois também. Dormir naquela cama encoxado com Mamon era tão gostoso que ele não queria sair dali até que realmente fosse necessário. Landon ergueu a mão para tocar o rosto sereno de Mamon, sentir a maciez da pele e o quão quente ela era alí também, mas antes que seus dedos tocassem a bochecha do outro, aqueles olhos verdes sobrenaturais se abriram e focaram diretamente no rosto do ruivo, enquanto o aperto na sua cintura se intensificou. Landon ficou surpreso com a sagacidade daquele olhar, era como ele sequer ficasse um pouquinho desorientado depois de acordar. — Estava fingindo dormir? — Questionou Landon, levantando uma das sobrancelhas e saboreando a sensação do corpo do demônio pressionado contra o seu . — Não, baby. — Ronronou Mamon, bocejando e esfregando a bochecha na palma da mão do rapaz, que soltou um suspiro baixinho e sentiu a perna musculosa entrar ainda mais entre as suas, ao mesmo tempo em que aquele negócio enorme contra a sua perna dava sinal de vida, fazendo-o tremer na base. Se Mamon estivesse pretendendo fodê-lo de novo em tão pouco tempo, Landon achou que fosse desmontar igual um boneco de pano, porque ainda estava sentindo seus músculos protestarem (principalmente da b***a e das coxas) devido as outras... Mil vezes que fizeram aquilo nas últimas horas. O ruivo ainda sentia seu corpo completamente dormente de uma forma bastante gostosa, além de que tinha quase certeza que havia cinco litros de g**o no seu interior, além de mais dois espalhados pela sua pele. — Daqui a pouco vamos tomar banho e descer pra comer alguma coisa. — Mamon murmurou, então Landon percebeu que realmente estava com um pouquinho de fome, até porque desde o almoço do dia anterior, tudo que o rapaz comeu foi um lanchinho rápido que durou no máximo dois minutos, antes de voltar para o quarto novamente. O príncipe infernal soltou um grunhido baixinho de prazer e rolou para o lado, ficando completamente por cima de Landon, encaixado entre as suas pernas. O corpo do demônio era tão grande e musculoso que ele cobria completamente o corpinho esguio do ruivo, que agarrou os ombros do maior e franziu levemente as sobrancelhas, sentindo algo crescer de forma suspeita contra a sua virilha. — Não está pretendendo me c-comer de novo, não é? Estou um pouquinho dolorido. —Gaguejou Landon, apesar da sensação do corpo do outro sobre o seu fosse incrivelmente gostosa. E mesmo estando completamente dolorido, o cuzinho do ruivo queria ser preenchido de novo por aquele mastro grosso, mas Landon se repreendeu internamente e disse que deveria pelo menos esperar algumas horinhas à mais para pelo menos se recuperar. — Vou no seu tempo, baby. — Mamon riu, enterrando o rosto no pescoço do rapaz e aspirando o cheiro bom que emanava da pele dourada e dos cachos ruivos, ao mesmo tempo que se esfregava de forma provocante e manhosa na virilha dele, sentindo as suas bolas pesadas implorarem para serem aliviadas novamente. Ele enrolou um daqueles cachos avermelhados nos dedos pálidos e observou a mecha com curiosidade, simplesmente impressionado com aquele tom de laranjado vivo, que parecia a cor de uma abóbora. Os dois continuaram se esfregando e roubando beijos um do outro por vários minutos, rindo e rolando pela enorme cama (jogando algumas das almofadas para longe no processo), até que Mamon levantou da cama e disse que estava na hora de tomarem banho para descer e comerem alguma coisa. [•••] Landon ficou surpreso por encontrar uma parte inteira daquele gigantesco guarda-roupas luxuoso repleto de roupas feitas sob medida para ele (como Mamon havia conseguido fazer aquilo? Não fazia nenhuma ideia). A maioria das peças era branca e dourado (o tom de Dourado variava entre um bem clarinho e um mostarda bem escuro, além de que a variedade de tecidos tornava todas as peças diferentes umas das outras), mas também haviam umas pretas, vermelhas, azuis e verde escuras. O tecido de todos eram bem levinhos, provavelmente por causa do clima quente dalí. Mamon definitivamente não gostava de sapatos (e não os usava também), mas para Landon haviam cinco pares diferentes na parte de baixo do guarda-roupas, apesar dele também preferir ficar sem eles. Enquanto desciam para o primeiro andar de banho tomado e decentemente vestidos, Landon analisou Mamon com um sorriso bobo no rosto. Ele vestia uma daquelas calças sob medida que realçavam casa músculo das suas coxas (e a mala nada pequena na sua virilha), ela era de um tom quente e bonito de marrom, contrastando com a habitual camisa branca de botões, dobrada até os cotovelos. Landon vestia um confortável conjunto branco e dourado, a calça definitivamente ficava linda nele, realçando a cintura fina e a b***a empinada, além de que a camisa branca simples e sem mangas fazia o seu cabelo avermelhado praticamente brilhar. O rapaz sempre viveu com pouco e não se importava com bens materiais, mas um sentimento bom martelou no seu peito ao ver tudo que o príncipe infernal estava fazendo por ele, cuidando dele como se tudo aquilo não fosse absolutamente nada demais. E Landon sabia muito bem que não era porquê simplesmente Mamon queria comê-lo, já que apesar dos olhares sacanas e as feições afiadas, o ruivo sabia muito bem que havia bondade nele, e que aquele demônio ao seu lado era bem melhor que a maioria das pessoas da sua dimensão seriam. Apesar de estarem indo comer, eles não foram para aquela gigantesca cozinha dessa vez. Mamon o conduziu pela mão em direção a área externa da mansão, passando pelas duas salas lindamente organizadas e decoradas com entalhes em ouro, sofás chiques e várias outras coisas. Não demorou mais do que dois minutos para os dois chegarem até o terraço, então Landon avistou uma mesinha circular repleta de comida na beira de um daqueles lindos lagos cristalinos, e foi justamente para lá que os dois foram, enquanto o calor do sol e a brisa quente que vinha das dunas batia contra os seus rostos e bagunçam as mechas longas e brancas de Mamon, além de fazerem alguns cachos ruivos de Landon caírem sobre a sua testa. Aquela era apenas uma dos vários castelos e mansões de Mamon, mas ele escolheu justamente aquela para morar por causa da beleza do lugar e do calor do deserto. O príncipe infernal puxou uma das cadeiras acolchoadas para o ruivo, que sentou nela de bom grado e observou o demônio sentar em outra cadeira logo ao seu lado, de modo com que suas pernas roçassem debaixo da mesa, além de que continuassem com os dedos entrelaçados, como se sequer percebessem aquilo. Ao olhar para a mesa, Landon arregalou os olhos ao perceber que tudo que havia nela era tudo que ele mais tinha gostado de comer no dia anterior, como se Mamon tivesse mandado fazer apenas as coisas que ele gostasse. Os dois começaram a comer sem muita pressa e conversar, apreciando a vista e o calor do sol. — Basilton! Vem comer com a gente! — Mamon chamou, bem-humorado ao ver aquele lindo e esguio demônio azul caminhando para dentro da mansão. Baz olhou por cima do ombro e os avistou sentados ali, decidindo por alguns segundos se deveria ir ou não, claramente não querendo atrapalhar. Mas ao ver que Mamon estava contente, esperando-o acatar o pedido. Baz caminhou até a mesa em passos rápidos e sentou em frente aos dois. Ele vestia um conjunto completamente dourado não muito diferente do de Landon (calça e uma camisa sem mangas), que possuía pequenos bordados brancos e pretos por toda a sua extensão. As cores realçavam ainda mais a sua pele bonita e o rosto anguloso, além de que a luz quente do sol o deixava ainda mais lindo. — Sirva-se, Baz. Você não para quieto um segundo, deve estar com fome. — Mamon disse, claramente alegre. Estava na cara que ele e baz eram amigos de longa data, além de que de vez ou outra alfinetavam um ao outro com provocações. Landon achava a cena engraçada, além de que gostava de Baz também, ele era incrivelmente gentil, fofo e simpático. — Precisamos vir nadar qualquer hora dessas. — Mamon riu e inclinou levemente a cabeça para o lado, indicando os lagos cristalinos à poucos metros de distância. Landon sentiu o demônio passar o braço casualmente pela sua cintura e puxa-lo um pouquinho para mais perto. — Você precisa cumprir as funções com o seu reino antes, bocó. Tenho uma pilha de papéis esperando a sua assinatura. — Repreendeu Baz, claramente brincando. — Assino depois. — Mamon dispensou a indireta com um aceno de mão, fingindo indiferença. — aliás, sabe quando Amon e Benjamin voltam? — Depois de amanhã, suponho. — Respondeu Baz, dando de ombro e mordendo uma maçã de forma tranquila. Mamon soltou um suspiro de alívio, claramente aliado com o retorno dos dois demônios, ou... Quem quer que sejam. — Trabalham pra você? — Landon perguntou, com curiosidade, vendo Mamon negar levemente com a cabeça logo em seguida. — Meu filho e o... Namorado dele. — Explicou Mamon, fazendo Landon quase engasgar com o suco que estava tomando de tanta surpresa. — Q-que? — perguntou ele, arregalando os olhos. Mamon tinha um filho? Será que ele era... Casado?! — Relaxa, baby. Você vai adorar ele. Vou te explicar tudo. — disse o príncipe infernal, acariciando a cintura do rapaz, que assentiu levem com a cabeça, querendo saber de toda essa história.
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