Eu não acredito que ele veio mesmo me ver. Já pensou esse cara falando pra o pai dele que a professora do irmãozinho é uma dançarina numa boate? Aí o pai dele conta a outros pais, outras mães e eu como fico? Fudida. mal saí da boate e lá estava ele de pose no beco. — Aaron? O que faz nesse beco? — perguntei assustada. Ele está me perseguindo. Credo. E ainda está numa pose irresistível. A luz do poste só consegue iluminar seus cabelos levemente ondulados. — Te esperando. — sorriu levemente e me olhou de um jeito profundo. Me aproximei dele e guardei minhas mãos no bolso do sobretudo. De perto ele é bem alto. Não percebi isso na primeira vez que nos vimos. — O que você quer comigo? — perguntei com receio. Ele tem um jeito intimidador que me deixa nervosa. Ele sorriu antes de falar.

