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1167 Words
Maya narrando Eu tinha chamado a mesma decoradora que a minha mãe contratava para decorar a casa de Vicente para o natal, e eu mesmo estava fazendo os convites , assim como eu fazia todos os anos com a minha mãe e o primeiro convite enviaria ao meu pai. Será que ele nunca percebeu que tudo que eu fiz foi para chamar a sua atenção? Que eu era apenas uma filha carente do carinho e do amor de um pai? Eu encaro Vicente que para na minha frente, eu olho para ele estranhando que ele tinha chego cedo da empresa. — Chegou cedo – eu falo para ele. — Terminei antes na empresa e resolvi vir para cá , para te ajudar – ele fala olhando ao redor – mas pelo jeito você já arrumou tudo. — Eu gosto de natais – eu falo para ele — Estou percebendo. — Você não? — Minha família nunca comemorou – ele fala — Religião? — Sim – ele fala — Mas e você não gosta? – eu pergunto para ele. — Gosto, é uma data legal. — Faz anos que não comemoro, a última vez minha mãe ainda estava viva – ele me olha – todos os natais eram um evento esperado por todos. – Ele abre um sorriso me vendo contar. – Depois, ela morreu e tudo desabou. — Eu sinto muito pela morte da sua mãe, não deve ter sido fácil. — Teria sido mais fácil se meu pai não tivesse virado a pessoa que virou – eu olho para ele e ele me encara. – Bom, o que importa é que vamos comemorar, não é? — É – ele fala — Seus pais vão vir? — Acredito que sim – ele fala — Eu fiz os convites – eu falo – vou mandar enviar pelo correio. — Claro – ele fala – tenho certeza de que a casa vai estar cheia. Vicente narrando Antes de subir para o quarto, eu olho para baixo vendo a casa sendo decorada e lembro de 5 anos atrás, como era essa casa viva. Meu celular toca e era meu pai cobrando porque não estava na empresa, eu sei o que ele iria me dizer, ele mesmo disse que depois não aceitava mais meu casamento com Maya, mas agora não iria retornar, eu iria seguir em frente. A gente se casaria, eu tiraria a minha empresa da falência, depois assinaria o divorcio e vida que seguisse para todos os lados. Eu tomo um banho e vou até a casa de Raul conversar com ele, preciso avisar que Maya estava comigo e que a gente se casaria. — Senhor Vicente, pode entrar – a secretária de Raul fala. — Obrigado – eu respondo. — Vicente – ele fala – não achei que aparecia tão cedo por aqui. Como está Maya? — Está bem, bem melhor do que você imagina. – Ele me encara — E como anda as coisas para o preparativo do casamento? – ele pergunta – ela vai se casar ou não? — Aqui estão os papeis que ela vai assinar – eu falo – ela acredita que vamos enganar você. — Você conseguiu convencer ela? — Jonas está atrás dela e ela quer ser muito mais do que apenas a filha de um homem rico. — E depois do casamento como você vai parar ela? – ele pergunta — Eu prometi entregar o dinheiro que você entregaria para mim, após o casamento – eu o encarfo – mas você pode impor algumas coisas depois. — Como um Herdeiro? – ele pergunta — Acho que é cedo – eu respondo – Maya, ficaria revoltada e provavelmente desistiria do casamento. — Eu já sei como superar as dificuldades – ele fala – mas após o casamento, após ela dizer Sim na frente de todos, eu dou o meu bote. — E qual seria? – eu pergunto para ele. — Você vai ver – ele responde – você fez um excelente trabalho, conte comigo nas suas empresas. — Eu tenho que levar os papeis para ela assinar – eu falo me levantando – vamos conversando. — Ok. – ele fala — Antes que eu me esqueça – eu falo para ele – Maya vai dar uma festa de natal no dia 24 de dezembro. — Uma festa de natal? – ele pergunta me encarando – uma festa de natal? – ele repete. — Isso, seu convite deve chegar , tenho certeza que para ela será importante que você vá. Já que não sei se mais alguém vai ir. — Vou ver se tenho algum compromisso na agenda, se não tiver. Eu irei. — Ficaremos aguardando – ele somente assente. Eu saio da casa de Raul e entro no carro, espero que Maya entenda os meus motivos de falar com o pai dela dessa forma, eu precisava salvar a minha empresa, não queria a enganar e nem trair sua confiança, mas era necessário fazer isso. Eu estaciono o carro na frente da casa dos meus pais e respiro fundo na hora de descer. — Mamãe? Papai ? – eu pergunto entrando — Vicente – Minha mãe fala – é com você mesmo que a gente queria falar. Que historia essa de uma festa de natal e ainda ter retornado com Maya, depois dela ter te abandonado no altar? — Precisamos salvar a empresa da família, é isso ou nada — Não está certo – ela fala me encarando – não mesmo. — Vocês me colocaram pressão, para que eu salvasse a empresa da família, agora deixe que as coisas saiam como eu planejei – ela me encara – espero vocês no dia 24. — Não iremos – ela fala e eu a encaro. Eu sei que provavelmente ela não iria vir, mas eu tinha que dar um jeito dessa casa encher nessa festa, para que Maya sentisse que nosso contrato daria certo. — Bom dia, senhorita Maya – eu falo entrando e faço ela levar um susto, a mesma estava tocando piano. – Não sabia que tocava piano. — Estou enferrujada – ela fala me encarando — Eu trouxe o contrato. — Mas já? – ela pergunta — Eu trouxe para ver se você está de acordo, se não precisar mudar algo, assinamos ele. — É claro – ela fala me encarando – E meu pai? — Ainda não conversei com ele, acho que podemos anunciar o nosso noivado na festa de aniversário da empresa. — De surpresa? – ela pergunta — Tem coisa melhor do que surpreender o inimigo? – eu falo rindo e ela me encara. — Meu pai vai ficar surpreso, realmente ele vai – ela fala – posso ler? — Fique à vontade. – Eu falo entregando o contrato para ela. Ela abre um sorriso delicado e pega os papeis nas mãos, ela anda de um lado para o outro lendo aquele contrato linha por linha, sem esboçar nenhuma reação ou algo que eu conseguisse desvendar os seus pensamentos.
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