Pov- Fernanda.
Fernanda - Algumas horas de viagem e a minha bexiga já estava estourando além do meu estômago que já estava reclamando de fome, me sentei de lado para evitar o desconforto na barriga pela vontade de ir no banheiro e também pela fome que não estava me deixando descansar então fechei meus olhos durante alguns minutos para tentar adormecer pois sabia que assim eu iria me distrair da fome até que o ônibus pudesse fazer uma parada eu poderia ir no banheiro e logo em seguida comprar alguma coisa para comer e não iria ser burra o suficiente de não comprar mais coisas para levar na viagem até porque eu não fazer a menor ideia do que poderia acontecer e se o ônibus fosse parar em outra viagem.
O som de um bebê chorando me fez abrir os olhos e olhar para o lado, havia uma mulher sentada com uma criança nos braços e o marido também estava ali ajudando a cuidar da criança, suspirei cansada e pensando no que poderia ter sido se aquele desgraçado não houvesse me traído mas para que isso pudesse acontecer então ele poderia ter me traído mais vezes antes ou ele estaria apenas interessado na minha herança já que ele não veio de família tão rica como a minha, então meu foco voltou novamente para aquela mãe e a criança nos braços, Será que a minha mãe ficou tão nervosa assim comigo tentando me acalmar? Tenho certeza absoluta de que meu pai não participou disso pois ele trabalhou tanto para manter a posição que ele queria dentro de uma grande empresa, o chefe o presidente da empresa de exportação de chocolate e agora não restou nada dele a não ser o dinheiro e a empresa que ainda está lucrando e colocando milhões na minha conta a cada segundo, minha primo está cuidando de tudo e apenas por pensar nele, tratei de enviar uma mensagem dizendo que havia acontecido que estaria me mudando para o Kansas, Nicolas não vai gostar de saber o que aconteceu mas ainda assim não vai se meter na minha vida.
Quando a minha bexiga quase estava estourando, o motorista finalmente parou Então me levantei pegando a minha bolsa e correndo pelo pequeno corredor apertado do ônibus até descer as pequenas escadas e finalmente estava sentindo o ar livre, já era noite quando paramos no abastecimento de um posto de gasolina e ao lado havia um pequeno mercado 24 horas. Me apressei Como passou os filmes e logo em seguida encontrei o banheiro logo ao lado, quase chorei de alegria quando me sentei na privada e me aliviei, respirei sentindo as minhas pernas um pouco adormecidas por ficarem sentadas o tempo todo mas era necessário, isso me fazia pensar no que havia acontecido e sabia que isso iria fazer m*l para minha gravidez mas era quase impossível não pensar na traição e no barulho que acabei ouvindo, mas eu sou uma mulher forte e vou encontrar alguém que vai merecer o meu amor, um dia.
Entrei no mercado pegando o carrinho e olhando para as prateleiras, o atendente estava no caixa desconfiado olhando para os lados com tantas pessoas que estavam paradas ali, Então aproveitei para fazer as minhas compras pegando tudo que iria precisar para comerem também alguns remédios para dor de cabeça uma pequena garrafa de água porque não sabia até quanto tempo poderia durar uma viagem de ônibus com tantas paradas mas logo em seguida voltei para o dentro do ônibus e me sentei no meu lugar, depois de ajeitar tudo ao meu lado no banco vazio finalmente o meu telefone tocou.
Fernanda - então parece que está me ligando- o número daquele traidor apareceu na tela, Já faz mais de 7 horas que eu estava desaparecida e já deveria estar em casa e só agora ele me ligou? Havia também algumas chamadas perdidas de Gisele mas não iria responder nenhum dos dois então apenas acabei bloqueando aqueles dois números e finalmente desliguei o aparelho colocando dentro da bolsa, não queria receber nenhum tipo de ligação de nenhum dos dois você sabia que eles iriam tentar durante a noite toda, mas não para saber como eu estava e sim para saber sobre o porquê foi embora e principalmente, porque levei as escrituras da minha família ? A forma que eles tinham de ganhar dinheiro acabou e agora eles iriam atrás de mim.
Suspirei fechando meus olhos para que o sono pudesse me levar, inclinei um pouco mais o banco para que Ele pudesse ficar o mais deitado possível por não haver ninguém atrás de mim e finalmente estava deitada, coloquei minha blusa de frio sobre os meus braços para me manter aquecida durante a noite e finalmente fechei meus olhos deixando que minha cabeça pudesse ficar virada para o lado da janela do outro lado do ônibus a criança dormia e suspirava sobre os braços da mãe enquanto o marido cuidava dos dois, todas as outras pessoas que estavam dentro do ônibus terminaram de comer e logo em seguida fizeram o mesmo pois eu podia ouvir o som indo se extinguindo aos poucos até não sobrar ninguém fazendo nenhum tipo de barulho.
Tinha medo de dormir e ter pesadelo com o que aconteceu na tarde de hoje me traindo dentro do meu próprio apartamento mas eu arranquei tudo deles, assim que eu chegar no Kansas vou entregar o apartamento a uma imobiliária para que eles possam vender o mais rápido possível e então Henry vai ter que buscar outro lugar para morar, isso quer dizer que eu estou livre e pelo fato dele não saber sobre o nosso filho me deixa ainda mais ciente do que eu tenho que fazer, vou lutar sozinha para criar minha criança e ele jamais vai saber de sua existência, Pelo menos é isso que eu espero pois eu não conheço nada do Kansas é um lugar completamente novo para mim e com pessoas de uma cultura um tanto peculiar e diferente da minha mas eu vou me adaptar sempre consigo me adaptar e agora farei isso mais do que nunca para que meu filho possa crescer em um lugar bom e confortável, com esse pensamento, finalmente adormeci...
Acordei sentindo meu rosto ardendo um pouco então abrindo meus olhos levamos o sol da tarde na frente estava jogando de um ônibus, ainda estávamos mais na estrada, então abrir a garrafa de água tomando ele tem como e refrescando meu corpo e alivia no corpo que ele estava seca, abri minha bolsa tirando de lá um pequeno envelope de alumínio com um bolinho recheado, comi aquilo como se minha vida dependesse disso pois estava com tanta fome e que acabei comendo uns três daquele, não paramos outra vez o que me deixou um pouco preocupada pois ainda precisava ir no banheiro daqui alguns minutos e não podia segurar por muito tempo, acabava esquecendo que mulheres grávidas gostavam de ir no banheiro o tempo todo e chegava a ser até um pouco irritante.
Depois também mais um pouco de água antes de ligar o meu telefone finalmente recebendo várias mensagens de números desconhecidos, respirei fundo desligando o aparelho novamente e iria ligá-lo apenas quando chegasse no Kansas, eu iria morar na pequena cidade de Laurence e aqui eu iria estabelecer a minha vida, arrumar um bom emprego e comprar casa própria, não queria que ninguém pudesse saber que eu era herdeira de um grupo famoso em Nova York, eu só queria seguir com a minha vida e deixar o meu filho orgulhoso fazer com que ele possa estudar e ser um homem bom e muito diferente do monstro que é o pai dele.
Depois de Quase duas horas o motorista parou em outro ponto o que me deixou feliz pois tive que me levantar mais depressa que podia e fui me aliviar no banheiro novamente, aproveitei para jogar um pouco de água no rosto pois já estava começando a sentir a diferença no ar já estávamos ficando mais perto do Kansas pois o ar já estava mais quente e o sol já estava forte logo de manhã.
Depois de sair do banheiro, precisava de algo quente para esquentar o meu corpo embora esse lugar fosse extremamente quente com um lugar árido, a terra era seca e apenas por colocar o pé no chão levantava a poeira. Sair do banheiro caminhando enquanto mantinha minhas mãos molhadas passando pelo meu rosto para continuar refrescada, entrei na pequena lanchonete e dei graças a Deus quando vi uma pequena moça atendendo a todos, me sentei em um banco feito de madeira de uma árvore e percebi que o lugar era praticamente todo rústico o que trazia um ar um pouco mais exótico.
Atendente - o que vai querer?- eu olhei para o menu na minha frente e não tinha muita coisa, apenas o necessário para tomar o café da manhã então eu respirei fundo apontando.
Rafaela - eu vou querer uma xícara de café bem quente e ovos mexidos com bacon por favor- ela anotou no bloco de notas antes de apressar seu passo passando a mão pelos cabelos para tentar os manter no lugar, seus lábios estavam secos e opacos como se não se alimentasse muito bem para tentar manter a magreza e realmente era uma pena uma mulher tão bonita ficar presa em um fim de mundo assim e eu esperava mesmo que Laurence no Kansas se não fosse um lugar deste jeito.
Ela me trouxe pouco tempo depois o meu pedido, não era muita coisa e eu podia ver que estava um pouco gorduroso e um pouco salgado mas tratei de comer do mesmo jeito porque sabia que precisava, tomei o meu café bebericando com cuidado porque estava muito quente enquanto eu olhava para as pessoas também tomando café, muitas pessoas estavam felizes por viajar e outras pareciam cansadas, aquela mulher com a criança no colo e o seu marido Se sentaram em duas mesas de distância da minha, eles pareciam tão felizes que acabei desejando que Henry pelo menos pudesse ser um homem tão bom como esse era para sua esposa mas, a quem eu queria enganar? Eu não acreditava mas naquele homem e mesmo se ele pudesse me implorar perdão, jamais poderia perdoá-lo.
Com um nó na garganta me levantei de onde estava e me aproximei do caixa pagando o meu pedido, comprei algumas coisas e alguns doces Antes de voltar para dentro do ônibus e me sentar no meu lugar, a partir de agora eu estava sozinha e era eu por mim e pelo meu filho, pensar no passado nunca trouxe nada de bom para ninguém pois ele não precisa mais de mim, mas o meu futuro precisa e o meu filho também precisa e é por isso esses automotivo que vou continuar lutando e vou me afastar o máximo que puder de Nova York para não ter que voltar nunca mais.
O motorista entrou cerca de quase 20 minutos depois junto com todas as outras pessoas, começou a dirigir continuando a viagem e para tentar esquecer todos os meus problemas, abrir uma barra de chocolate e experimentando, era uma barra de chocolate feita na cidade o que fazia com que eu pudesse me apaixonar ainda mais pelo lugar, era doce e bem suculenta, não era nada r**m e derretia na boca, fechei meus olhos saboreando aquele chocolate como se fosse o melhor doce do mundo até que eu me decidi, irei arrumar uma forma de comprar uma fazenda e vou plantar cacau, quero continuar com os negócios da minha família e deixar o meu pai orgulhoso mesmo que ele não esteja mais aqui para ver.
O problema é conseguir fazer tudo isso em um lugar onde eu não conheço nada e não conheço ninguém, vou começar aos poucos e dar a minha esperança tempo para Que ela possa propagar dentro do meu coração, vou cuidar do meu filho primeiramente mas eu preciso ter alguma coisa para deixar para ele, um legado Assim como meu pai deixou para mim pois sei que ele não vai poder contar com seu próprio pai mas ele vai ter a mim e não vai precisar de mais ninguém...