O dia tinha sido longo demais. Pesado demais. Quando finalmente deixou o hospital, já passava das oito da noite. Estella m*l sentia as pernas. A tensão acumulada no peito parecia uma pedra. Ela dirigiu até em casa quase no automático, e assim que entrou, o silêncio bateu forte demais. O corpo dela finalmente cobrou o preço. Primeiro veio a tontura. Depois, a náusea. E então aquela dor estranha no baixo ventre — não forte, mas aguda, inesperada. — Não… agora não… — Estella murmurou, apoiando-se na bancada da cozinha. Ela respirou fundo, mas o enjoo voltou. Precisou correr ao banheiro. Quando secou o rosto, ainda pálida, percebeu o quanto suas mãos tremiam. Stress, pensou. É só o stress… Mas então outra coisa veio à mente. Um atraso. Pequeno, discreto, mas real. — Não é possível…

