O amanhecer se fez presente no céu, mas a escuridão ainda reinava no coração do mexicano. Lembrou de Lupe, ainda se culpava por ter soltado a mãozinha da irmã, era como se a tivesse abandonado a própria sorte, não podia fazer isso com outra criança, ainda que não fosse um bebê feito com amor, mesmo que fosse uma armadilha mesquinha. Pensou no absurdo que era uma mulher decidir sozinha algo que ele teria responsabilidade para toda a vida. O silêncio em sua mente era tão profundo quanto a dor no coração, fechou os olhos e pode ver o rosto corado de Solar, o corpo, quase pode ouvir a voz lhe dizendo que o amava. Voltou caminhando seguindo o leito do rio, ainda sangrava o corte que fez na pedra, mas não sentia nada. Encontrou a mochila jogada no mesmo lugar que a deixou, ao lado o pequeno

