Rômulo se mostra um verdadeiro amigo

925 Words
A semana que se seguiu foi de pura paz, só o meu celular que insistia em tocar, Renzo deixou com meu pai, minha mala e meus pertences, principalmente as joias que me deu durante o meu namoro que recusava a levar para casa, então preferia deixar com ele por ter cofre, eu não sei qual foi o intuito disso, mas eu iria devolver, não queria nada que representasse aquele homem. Sentada na varanda, enrolada na minha manta e segurando uma caneca de chá fumegante, reconheci o antigo carro de Rômulo, franzi o cenho, pois ninguém sabia que eu estava lá, não sai do lugar, eu me recusava a cumprimentar ou ser amável com qualquer um que se aproximasse de mim, o carro parou diante da escada, Rômulo estava bem diferente, magro e abatido, sorriu ao me ver, acho que até surpreso e desceu devagar e me encarou com um sorriso maroto que tinha, eu não resisti. "Olá Estranho!", disse sorrindo, mas sem me mover. "O que faz aqui?". "Descansando!". Rômulo fechou a porta do carro e subiu à escada, ele realmente estava surpreso, me olhou por um tempo, "Achei que odiava Axton!". "Eu não odeio, só acho isso aqui muito parado!", bati com a mão no acento para ele se sentar ao meu lado, ele caminhou lentamente, eu reparei que estava magro, já não era mais o homem de um ano a traz, "O que aconteceu com você?". Rômulo me olhou de lado assim que se sentou, passou a mão pelos cabelos e respirou fundo, "Monica foi embora com meus filhos e disse que não vai voltar mais!". Abri a boca e fechei, dei um gole no meu chá, "Sinto muito!", falei sem olhar para ele. Rômulo passou o braço por traz de mim e me puxou para seu ombro, "Li que também rompeu com seu noivo!". Comecei a rir, "Somos dois desastrados no amor Rômulo... Sempre fazendo nossas escolhas erradas!". Ele riu e concordou com a cabeça, "Antes tivesse levado você comigo... Tenho certeza que estaria muito feliz hoje!". "Acho que não!... Nossa separação foi correta... Éramos crianças demais, imaturas e o que tínhamos era mais sexo do que outra coisa... Pura sacanagem, vinte dias de puro tesão!". Rimos novamente e nossa conversa foi agradável e tranquila, fiquei surpresa que Rômulo ia diariamente ver meu pai, pelo menos uma semana, se sentia bem em conversar com ele, depois de um bom tempo e ter terminado minha xícara de chá o olhei. "Quer jogar vídeo game um pouco?". Rômulo soltou uma gargalhada, "Você ainda tem aquele vídeo game?". "Tenho e ontem joguei um pouco!". Levantamos como flechas do balanço e entramos correndo parecendo duas crianças, sentamos em frente da TV e começamos a jogar, nunca me diverti tanto como neste dia, meu pai chegou, apenas dissemos oi para ele e continuamos a jogar,depois jantamos e jogamos conversa fora e rimos muito, e voltamos a jogar vídeo game e por fim, acabamos na mesma cama, dormindo apenas abraçados de tanto conversar, ele definitivamente era meu amigo e queria apenas uma companhia para conversar e se sentir amado, assim como eu. Acordar com Rômulo foi como nos velhos tempos, ele simplesmente era uma delicia, ficamos acordados olhando para o teto, não sentíamos excitação, apenas aproveitando o calor do corpo e das cobertas sobre nós. "Obrigado por me acolher Victória!", disse ele acariciando meu cabelo por um bom tempo e beijou de leve, "Fazia tempo que não dormia tão bem assim!". "O que pretende fazer em relação a Monica e seus filhos?", o olhei. "Eu não sei!... Mas também não posso ir para Denver!", ele suspirou, "Meu pai teve derrame... Está em cima de uma cama, tenho que cuidar da empresa e dos negócios... Complicado!". "Você a ama?", ajeitei a cabeça sobre seu peito. "Eu cheguei a pensar que sim... Por um bom tempo... Mas agora eu só sinto falta dos meus filhos... Molly e Peter!", ele fungou e ficou em silencio, "Eles é que me fazem falta!". "Você vai arrumar uma solução para tê-los sempre com você!",sorri e o olhei, "Vamos tomar um café e depois vamos pegar um cinema!". Ele sorriu e passou a mão nos olhos e nos levantamos, debaixo da minha pia tinha uma escova de dente nova, peguei e lhe entreguei, parecíamos dois irmãos escovando os dentes, não existia interesse s****l, apenas a amizade sincera, depois fomos para a mesa, meu pai novamente fez aquela cara de surpresa, eu já fui justificando que não rolou nada, só tinha ficado tarde e dormimos conversando, Rômulo consentiu com a cabeça e riu comigo, meu pai soltou um suspiro e depois rui com a gente. A manhã foi tranquila, peguei o carro do meu pai e segui a traz de Rômulo, almoçamos e assistimos a um filme de comédia, por que de tragédia já bastava as nossas vidas,depois nos despedimos e segui para casa, conversar com Rômulo me fez decidir que precisava parar de fugir da minha vida e dos meus compromissos, eu tinha dois empregos e precisava assumi-los. Meu pai me pegou arrumando as malas, parou no batente da porta e ficou me observando, sorri, "Está na hora de partir e seguir minha vida!". "Eu sei que isso uma hora iria acontecer, mas não esperava que fosse tão rápido!". Fui até ele e o abracei, "Obrigado por tudo!". "Venha sempre que precisar de um colo, mas não suma deste jeito!". O Olhei e sorri e dei um beijo terno em seu rosto, "Não se preocupe!... estou crescendo com meus erros!". "Eu sei!... E desejo sorte!".
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