-Ande logo filha,vamos nos atrasar para o vĂŽo!!-diz meu pai perto da porta do meu quarto.
-Ja estou indo!-digo terminando de fechar a sétima mala.
Depois que cheguei na Inglaterra nĂŁo podia estĂĄ melhor,tive tantos trabalhos que esqueci da desventura que me impulsionou a chegar atĂ© aqui,depois de 6 meses fui passar minhas fĂ©rias na SuĂça com meus pais,por lĂĄ mesmo acabei arrumando mais trabalhos,eu nem sabia que tinha tantos fĂŁs assim fora do Brasil,depois fui para o Alemanha,passei mais 6 meses por lĂĄ,depois para AustrĂĄlia fiquei 7 meses,fui para a Ăfrica conhecer o local,lĂĄ resolvi visitar o Congo,depois EtiĂłpia e a cidade dos reis africanos,mas voltei novamente para EtiĂłpia,ajudei o quanto pude,tanto em trabalho brassal,como com dinheiro,eu amava vĂȘ as crianças felizes ao comer uma comida boa,infelizmente nĂŁo podĂamos alcançar a todos,mas sempre iam pessoas de todos os paĂses visitar e ajudar as pessoas carentes.
Fiquei 3 meses visitando os continentes africanos,depois passei dois meses na ItĂĄlia em festivais e desfiles,ao qual eu estava em parceria promovendo e doando uma parte do dinheiro para os orfanatos e ONGs carentes do Rio,que mesmo longe eu ainda ajudava,ajudava a ONG aonde eu fiquei por um tempo e agora a uma ONG que tive o conhecimento,em um local chamado Santo Amaro.
Quando voltei pra Suiça fiquei 2 meses com meus pais,e agora estĂĄvamos arrumando as malas para irmos para a Bahia,meus pais estavam ansiosos para voltar ao Brasil,e queriam ir por de mais na Bahia. IrĂamos passar um mĂȘs por lĂĄ e era o suficiente para nĂłs,quando terminasse as nossas "FĂ©rias" Ăamos voltar para casa.
Chego na sala com apenas uma mala.
-Senhor Antunes,serĂĄ que poderia pegar o restante das malas lĂĄ no quarto por favor?-falo com o motorista.
-Claro senhorita Alice-diz gentil.
-Eu ajudo o senhor-diz o Tom subindo.
O Tom veio nos buscar,ele disse que estava com medo que eu voltasse sozinha,podia ter esquecido como se fazia para chegar na Bahia,mesmo eu negando ele viajou sĂł para nos buscar e agora estava ajudando meu motorista a pegar minhas malas,Tom era bondoso de mais comigo,aliĂĄs,com todos,sempre foi um homem bom,Samantha tem sorte de tĂȘ-lo com ela.
-TomĂĄs Ă© um amor-diz minha mĂŁe gentil.
-Se continuar elogiando ele,vou ficar enciumado-diz meu pai sério.
-Fica tranquilo meu amor,nĂŁo tenho olhos para mais ninguĂ©m a nĂŁo ser para vocĂȘ-ela olha apaixonada e fala sorrindo.
Eles sorriem e se beijam e esse era meu momento de fotografar,o amor existe,esse amor que meus pais sentiam e tinham era o mais bonito e especial que jå vi,eles não precisavam brigar,só se amavam,viajavam,as vezes havia discussÔes,mas coisas normais de casais. Tiro uma foto deles se beijando sem perceber e depois os aviso.
-Digam "Amor"-eles se viram sorrindo e eu bato a foto.
-Amor!!!-eles gritam e depois da foto me abraçam.
Embarcamos e depois de horas e dias,chegamos na Bahia,o Tom estava preocupado,talvez anciosa,pois aposto que chamou a Samantha para cå também,ele gostava mesmo dela,lembro que sempre ele me acompanhou para todos os lugares,só voltava para sua amada quando eu me adaptava,ou quando queria que ela conhecesse também o local e quando ela não ia,ele ficava sempre inquieto.
-Calma,em breve ela chega-sorrio tentando o acalmar.
-Estou calmo-diz normal.
-NĂŁo estĂĄ-falo firme.
-Estou sim-fala sério.
-Se parar um minuto de balançar a perna,eu até acredito-sorrio.
Ele para,mas em dois segundos retorna e eu gargalho.
-Ok,nĂŁo estou calmo,agora Ă© tudo diferente...
-Por que?.
-Tenho medo que ela passe m*l na viagem.
-Ela sempre viajou tranquila Tom,acalme-se.
-Agora Ă© diferente Alice,ela estĂĄ grĂĄvida,tenho medo que perca o bebĂȘ,ou que desmaie,tenho muito medo.
-Meus parabéns Tomås,que alegria,vai ser papai-o abraço forte e alegre.
-Ă,em fim vamos ser pais-ele diz animado e apreensivo.
-Mas ela ficarĂĄ bem,vocĂȘ vai ver.
-Acredito em vocĂȘ.
Ele sĂł melhora depois que a Samantha chega sĂŁ e salva. SaĂmos muito todos os dias,aqui havia mudado muito desde quando eu vim,lembro que vim ainda quanto estava namorando com o Miguel,Ăamos a quase todos os lugares juntos e as festas eram as melhores,eu atĂ© vesti essas saias rodadas com cropped de ciganinha,me arrisquei a dançar como as baianas e achei muito divertido toda a experiĂȘncia.
Hoje estĂĄvamos na praia,eu estava sentada na cadeira de sol,juntamento com minha mĂŁe e Samantha,meu pai e Tom estavam bebendo em um quiosque e conversando animadamente.
-Ă para quando o bebĂȘ Samantha?-pergunto olhando sua barriga sem volume algum.
-O TomĂĄs jĂĄ contou?-diz com as bochechas vermelhas.
-Ă,ele estava muito preocupado,era segredo?.
-NĂŁo,mas eu queria que minha barriga estivesse maior para quando viessem as perguntas-ela sorri animada mesmo sem ter a barriga grande.
-Entendo.
-Mas respondendo sua pergunta,descobrimos a pouco tempo,assim que retornarmos ao Rio quero b*******a ultra,para vĂȘ como estĂĄ o nenĂ©m,com quanto tempo estou e etc...
-Ah sim,o Tom estĂĄ muito feliz,nunca o vi tĂŁo feliz como hoje,ele gosta mesmo de vocĂȘ.
-Ă,tambĂ©m gosto muito dele,precisei ter paciĂȘncia,mas aqui estamos nĂłs,juntos,vamos ter um bebĂȘ e seremos mais ainda felizes-ela sorri mais que largo.
-Isso aĂ,vocĂȘs merecem,ele merece,vocĂȘ merece,o nenĂ©m merece-falo tudo com os olhos marejados,um dia eu sonhei tambĂ©m em ter uma famĂlia,em ser feliz,mas agora estou eu ainda tentando esquecer por completo meu amor pelo Zeus.
-O que houve?,ficou triste de uma hora para outra-questiona curiosa.
-Só lembrando do passado,nos sonhos e tals,mas estå tudo bem-sorrio e ela sorri também.
Depois fomos para a ĂĄgua,enquanto os homens olhavam nossas coisas e assim seguiu-se meus dias,feliz com eles,pedindo informaçÔes do Felipe para Thelma,Leona e Juciara,TalibĂŁ nem me respondia mais sobre isso e sozinha eu chorava lembrando que nĂłs dois podĂamos estĂĄ juntos se eu tivesse insistido mais um pouco,mais algumas semanas,meses,talvez anos...mas eu fui fraca e o deixei.