O morro do Axé era uma das maiores comunidades cariocas,
mas a verdade de quem o chefiava ficava a cargo de "Nó Cego", apelido de Zezito Aciole, esse apelido de deu na sua infância quando pra salvar um amigo rico de ser preso, ele recebeu estilhaços de vidros, perdendo um dos olhos, entre os moradores desse morre, estava uma senhora de quase 40 anos desmemorizada, e a comunidade a abraçou quando ha 21 anos atrás apareceu vagando pelas ruas da comunidade. A mulher não lembrava seu nome, então passaram a lhe chamar de Lila, era uma mulher muito bonita, mas os maus tratos da vida, e o consumo diário de drogas lhe conferia uma aparência deplorável. Lila morava na parte alta do morro, perto do local onde os bailes funks acontecia.
Pedro Moreira a mantinha lá, o rapaz atropelado por Malu, era filho dessa senhora com Nó Cego, por isso, ele falou com seu velho amigo para aliviar a barra de sua irmã, lhe prometeu uma carga extra, para o próximo baile, e a atração era por conta dele.
_Irmão, sei que o moleque é teu filho, logo o reconheci, ,mas não se preocupe, já esta bem cuidado, em hospital particular, não terá seguela, qualquer coisa, pode ligar pro meu número particular. Nesse final de semana tô aí.
_ Só não vou levar essa treta pra frente por conta que tua irmã, mas meus meninos estão acompanhando o processo.
_ Agradecido meu amigo, e Lila, ver se conforta ela pra não surtar tá ligado!
_ Meu chefe, fique de boa, papo reto, que ela não vai se meter nisso.
A ligação é encerrada, Malu, esta ao lado, abraça o irmão, os moradores daquele morro em sua visão eram desagradáveis. Pedro era o seu favorito, sempre a protegendo e garantido pra ela segurança.
_ Meu irmão você é o melhor? Falou
_ Malu, providencie o que prometi, moleque sai final de semana, e eu não quero me envolver em nada. Minha vida tá de boa, liguei para Clara e vamos jantar mais tarde, e se fosse você, viajaria para algum lugar e esqueceria Igor.
_ Não posso, você sabia que eu o amava e me prometeu quando o meu marido morresse, eu casaria com ele. Primeiro Erika me toma ela, não vou aceitar dividi-lo com ninguém.
_ Bem, eu não vou fazer barulho sobre isso, mas não vou deixar Clara, então não me atrapalhe ou te deixarei sozinho.
O rapaz, filho de Lila, era Mauricio, ele estava sendo muito bem tratado. Tendo tudo e toda assistência, conseguiu mandar mensagem pra sua mãe, estava bem e logo sairia. Sua mãe lhe diz, que terá baile, para comemorar a saída dele. Ao contrário de seu pai e seus irmãos de diversas mulheres, afinal seu pai, não tinha apenas uma, ele era um garoto trabalhador e cheio de sonhos, queria ser psicólogo, e estava indo pro cursinho preparatório quando foi colhido, por aquela maluca. Balançando a cabeça, para afastar o momento do acidente, lembra que seu maior objetivo era sair daquele morro, e levar sua mãe para achar seus parentes.
Os dias vão passando, e enfim chega o grande dia do baile, a favela tá agitada, quando ele chega, tiros são dados por alto, ele odiava, mas fingia gostar. Já no centro da festa, seu pai é irmãos vem o acolher, o cantor, um Mc desses de sucesso estava dando o seu melhor, as meninas, como sempre se oferecendo, mas, ele tinha um segredo, seu namoro com Flavinho. Eram namorados desde pequenos, todos imaginavam que eram melhores amigos, mas tinham medo de assumir, pois Nó Cego, era totalmente contra esse tipo de relacionamento para seus 10 filhos homens.
Lá no canto, um homem de meia idade, consumindo suas drogas, com duas novinhas a sua disposição.
_Pai, eu conheço esse homem, ele é irmão da vagabunda que me atropelou! Relembrou o rapaz.
_Não sei filho! Esse aí é mais um rico, pai de família , conservador, que vem pra cá ter distração.
O rapaz continua achando estranho, mas sai com Flávio, ver sua mãe, e lá ficaram juntos, logo depois estavam no baile que foi até o clarear do dia. Muitos moradores odiavam estar naquele morro, onde a prostituição, as drogas e todo mundo ilícito batia a porta todos os dias.
Tinha uma parte do Axé que era tranquilo. Mas todos deveriam, respeitar e obedecer Nó Cego, que não poupou nem seu próprio pai, imagina morador.
Marina, conseguiu descobrir quem era o rapaz, Mauricio Aciole, estudante de cursinho preparatório de 19 anos. Fora isso, tudo era um mistério. Morro do Axé, ela imaginava como atrair aquele jovem para ela. Então, como a mãe ia montar um estúdio no Rio, pensou em abrir inscrições de emprego nesse lugar, a loja era num bairro de rico. Assim, ofereceria vantagens para quem aceitasse, como estava no estado, ela própria seria a gerente, assim, o plano de chegar perto desse rapaz, estava feito. Sua intuição lhe dizia que algumas respostas que ela precisava estavam com ou ele ou com alguém que ele conhecesse, sua intuição não falhava. Logo liga para Arthur, perguntado sobre como estava o andamento da inauguração da loja. Ele lhe garante que em 15 dias a senhora Iara Alencar estaria inaugurando o novo empreendimento. Ela lhe dá instruções específicas, para garantir sua contratação e do jovem Mauricio. Satisfeita, desliga o telefone.
Em dois dias, os moradores do Axé, receberam panfletos, que oferecia uma seleção de emprego. Mauricio, gostou, assim, não trabalharia para seu pai, tinha vaga pra vendedor, costureiras e auxiliar de serviços gerais, além de 1 vaga para RH, ele tinha diversos cursos disponíveis para conseguir o emprego. Seu pai não gostou, mas ele tinha um negócio extra, que era a venda de mulheres para is europeus, e naquela região, ainda não tinha colocando ninguém para expandir, sabia que seu filho mais jovem, não queria os negócios e já tinha 9 para disputar quem ficaria no comando quando ele partisse, assim concordou sem muito alarme, no dia seguinte ele estava no local para a seleção!