LARA O ambiente tranquilo da cozinha contrastava com a tensão que pairava no ar enquanto eu compartilhava meus pensamentos com Marta. Os aromas reconfortantes do café e do bolo recém-assados continuavam a preencher o espaço, criando uma atmosfera acolhedora, apesar da conversa séria. — Acredito que o senhor Gayle seja o homem que me encharcou no ponto de ônibus com água suja da rua. — Minha voz era carregada de incerteza e um leve tremor. Marta arqueou uma sobrancelha em surpresa, sua expressão mostrando uma mistura de incredulidade e preocupação. — Lara, isso parece um pouco... improvável, não acha? — Sua voz era suave, mas havia um tom de ceticismo. Engoli em seco, sentindo a tensão aumentar enquanto tentava explicar meus pensamentos. — Queria poder acreditar que é apenas coisa da

