VII-Maria Vitória Bocci

1364 Words

Olhei mais uma vez ao redor. Todos pareciam encontrar seus parentes, seus amigos. Todos, menos aquele homem. Ele ainda estava ao telefone, a expressão carregada de confusão. Então, nossos olhares se cruzaram. Meu estômago revirou. — Ah... acho que já vi sua tia. Onde você está, meu amor? Continuei encarando-o. Não podia ser. Duas Maria Vitória na mesma rodoviária? Duas pessoas esperando por elas? Aquilo parecia uma piada. — Tia? Que tia? — franzi o cenho. — A tia Lena não veio. Me diz onde o senhor está? A confusão no rosto dele se aprofundou. A garota ao seu lado ficou paralisada. Engoliu em seco, como se algo tivesse travado em sua garganta. — É a tia dela, amor? Onde está sua filha? Filha? Soltei um sorriso fraco. Ele não sabia nada sobre mim. O motorista retirou minha baga

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