Fé era algo que Allan tinha muito. Ele era católico, não muito religioso, mas preservava a sua fé.
Nas Filipinas, sentiu-se bem por estar num país católico. Por toda a parte via imagens e frases que compartilhavam a mesma fé.
Mais um dia quente em Tarawa. Allan deixou a casa dos Tatake e foi caminhando para a base.
Seria mais uma manhã de treinamento pesado na base. Treinariam tiros. Tudo estava tranquilo e favorável para o treinamento.
Allan chegou à base. Seus companheiros combatentes estavam a postos.
— Tudo pronto, Alex?
— Sim, senhor. Tudo certo.
— Ok. Em vinte minutos começaremos.
Allan estava animado. Seu rosto não esboçava nenhuma preocupação.
Spruance estava no rádio em contato com a base da Nova Zelândia. Quando terminou o contato, dirigiu-se diretamente a Allan.
— Smith, preciso falar com você.
— Sim.
— Parece que os j*******s partiram do Japão com novos navios carregados de armamentos.
— Sabe para onde vão?
— Parece que estão vindo para o Kiribati e Fiji.
— Bem... Precisamos ser rápidos.
A essa altura, após a notícia de Spruance, Allan passou a mostrar-se um pouco preocupado ou, quem sabe, inquieto. Mais inquieto do que preocupado.
Sempre que fica assim é sinal de que algo r**m vai acontecer. Fez o sinal da cruz e olhou para os céus.
Estavam no campo de treino quando um estrondo inesperado surpreendeu a todos.
"Ai!", um grito ensurdecedor.
— Smith! — Spruance grita e vai correndo ao encontro do amigo ferido.
— Abaixem-se todos. — Disse um soldado ã frente do grupo.
Nos braços de Spruance, Allan Smith desfalecia de dor.
— Calma. Vai ficar tudo bem.
Logo, os instruídos em primeiros socorros foram ao encontro do colega ferido para fazerem os curativos.
Uma bomba atingiu o solo bem próximo do campo de treinamento da base americana em Tarawa. Por sorte, os j*******s erraram o alvo, mas fagulhas de uma placa de ferro atingida pelo explosivo atingiram em cheio o pé direito de Smith.
"Ai, que dor!", Smith se contorcia de dor, gritando muito.
— Calma, guerreiro. Você vai ficar bem. Foi só um susto.
Um susto, mas um sinal de alerta. Perigo de ataque. Passava pela cabeça de Spruance ideias como contra atacar ou se armar para o combate.
O treinamento foi suspenso e passaram a se preocupar com um ataque japonês a qualquer momento.