Preciosidade

676 Words
Allan estava sentindo algo forte por Saainwa. Isso não era apenas pela i********e que tinham (quase todas as noites dormiam juntos). Havia algo nela que o prendia. Acordou numa manhã de domingo, viu o lindo nascer do Sol iluminar o atol. "Que paraíso! Estou amando viver aqui". É fato que sente saudades de seus amigos e familiares nos Estados Unidos, mas viver ali era magnífico. Chegou à base, pois trabalhava de domingo a domingo com os outros fuzileiros. — Almirante Spruance, tem notícias de como andam as coisas nas Filipinas? — Até agora nada. Allan queria saber como iam as coisas ao redor do mundo. Os Estados Unidos investiram muito em soldados nessa guerra. Não poderiam perder. Era tudo ou nada. — Preciso da sua ajuda para organizar os explosivos. — Allan havia requisitado ajuda ao coordenador de estoque, j**k Anderson. — Sim, senhor. Anderson chamou outros dez homens para pegar com bastante cuidado as muitas caixas de explosivos a serem usadas na guerra. Todas elas vinham do Hawaii. Essa era a preocupação dos j*******s. Os Estados Unidos investiram no Kiribati por conta da proximidade. Por ali era o meio de passarem armamentos pelo Pacífico, atingindo os pontos desejados na Ásia. Uma forma era fechar barreiras, impedindo o avanço americano por Fiji. Este estava totalmente tomado pelo Japão desde 1942. Saainwa sentia que seu corpo estava mudando. Ela estava amando isso. Sentiu seus s***s, ao apalpá-los, notando que estavam mais rígidos e mais cheios. Seu corpo agora parecia de mulher, deixando os traços de menina. Terminava seu serviço doméstico e se sentava no terreno, olhando para a natureza. Estava com um lindo sorriso no jovem rosto de menina. Sempre sorridente. Feliz por estar amando alguém pela primeira vez. O local de banho era um pequeno cômodo improvisado. Havia um acoplado à casa e outro no meio do quintal. Não era acessível por qualquer pessoa, mas era aberto por baixo (cerca de vinte centímetros de a******a na base) e em cima, dando vista para o céu. Foi construído com madeira e lona. Ninguém podia ver mais do que a cabeça e os pés de quem usasse aquele local de banho. Saainwa se banhava, cantarolando, com uma voz divertida e sorrindo muito. Vibrava e pulava de alegria. Estava apaixonada e isso era bom. Seus pais jamais haviam a visto assim, tão alegre. Saainwa sentia as mãos de Allan sobre o seu corpo a cada toque, enquanto tomava banho. Era sempre no final da tarde que tomava banho, sentando-se no banco à porta de casa, só de toalha, para ve o por do sol. Depois, entrava para se vestir no quarto, certificando se seu irmão estava por lá. Não havia porta no quarto, apenas um pano cobrindo a passagem. Como ela compartilhava o quarto com o irmão mais novo, precisava se cuidar para não se expor diante dele. Allan chegou e já estavam à mesa esperando por ele. O jantar seria peixe cozido com mamão e ervas, acompanhado de flores comestíveis e água de coco. Allan sentia falta dos hambúrgueres e da batata frita, mas aquela refeição do Kiribati o fez emagrecer uns dez quilos. Era uma comida muito saudável. O soldado propôs ensinar inglês para todos eles. Esforçou-se muito para conseguir ensinar as frases básicas. Foi bastante difícil, pois se comunicava mais por mímica. Com muito esforço conseguiu ensinar as palavras lindo, linda e a expressão mais preciosa que o unia a Saainwa: "eu te amo!" Ela, depois de aprender, não cansou de olhá-lo nos olhos e dizer repetidas vezes: "eu te amo!" Isso o fez sentir-se um bobo. Estava perdidamente apaixonado por uma nativa dos atóis de Kiribati, bem distante de sua terra natal. Ali sentia o carinho e o amor de um povo diferente com cultura e língua diferentes. Mas ele amava muito aquele lugar. Dormir ao lado da pessoa amada, acordar com o lindo colorido do céu no Pacífico, respirar o ar puro e à noite contar as lindas estrelas do céu. Estava feliz com tudo isso. Não havia dinheiro que pagasse toda essa preciosidade.
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