20 de Novembro

1821 Words
20 de Novembro Chegou o dia 20 de Novembro de 1943. Todos os soldados estavam bastante concentrados na base em Tarawa. Logo cedo, a ordem foi atacar Betio. Não fariam isso sozinhos. O plano da base australiana proposto por MacArthur era de um apoio aéreo pela base ultrassecreta de Pearl Harbor. Apesar de ser chamada de ultrassecreta, em dezembro de 1941, os j*******s atacaram a base. O serviço aéreo imperial da marinha japonesa fez um ataque surpresa à base de Peral Harbor. Mesmo depois do ataque, Pearl Harbor, em Honolulu, capital do Hawaii continuou sendo usada para prestar todo o apoio aos soldados dos Aliados na frente do Pacífico. Da base naval no Hawaii saíram os aviões B-29 carregados de explosivos, prontos para o ataque a Betio, no Kiribati. – Já estamos a caminho. – Informou o comandante à base de Tarawa. – Ótimo. Já estamos avançando contra os j*******s. O ataque por terra começou com canhões, tanques de guerra e homens fortemente armados. Eram muitos soldados norte-americanos contra poucos j*******s. A região de mata, onde os j*******s se esconderam, dificultava o acesso dos fuzileiros americanos. Isso fez com que o primeiro dia de ataque fosse bom, porém insuficiente para decretar a vitória dos Aliados nos atóis. O exército japonês tinha a fama de ser bem equipado com bons combatentes e fazer uso de boas estratégias. Mas, aquele exército presente no Kiribati parecia despreparado. Eram apenas três mil soldados j*******s. Outros mil trabalhadores comuns j*******s e outros mil e duzentos trabalhadores coreanos. Um número inexpressivo diante do grande exército norte-americano. Do lado dos Aliados eram trinta e cinco mil soldados, destes dezoito mil eram fuzileiros. Nos equipamentos de guerra os americanos também ostentavam pra cima dos j*******s. Enquanto os j*******s tinham catorze tanques, quarenta peças de artilharia e catorze canhões navais, os americanos possuíam cinco porta-aviões de escolta, três couraçados, dois cruzadores pesados, dois cruzadores leves, vinte e dois contratorpedeiros, dois navios varredores de minas e dezoito navios de transporte e desembarque. Toda essa tropa americana foi a maior de todas da história em uma operação no Pacífico. Os soldados americanos estavam bem empenhados, fazendo uso da estratégia passada pelo almirante Spruance. – Alguma orientação diferente? – Não, sigamos como o combinado. – Spruance passou as coordenadas para Smith. Este já estava recuperado do acidente no pé. Agora, era a hora do combate. Allan Smith precisava manter-se firme para sair dali vitorioso. “Quero ao menos garantir um bom natal para o povo local”, pensava muito em Saainwa. A sua amada ficou em casa, aflita. O tempo todo pensava em Allan e desejava que tudo corresse bem. Ao se aproximarem da base japonesa em Betio (uma ilhota no sul do atol de Tarawa), os canhões j*******s abriram fogo contra os americanos. Os dois couraçados americanos revidaram o ataque dos canhões. Em consequência disso, um enorme grupo de j*******s morreu nas primeiras horas de confronto. – Ótimo! Eles estão sendo apanhados como moscas! – Spruance vibrava contente com os ataques bem-sucedidos dos seus fuzileiros. Um dos couraçados era o Maryland BB-46. Ele poderia comportar quatro hidroaviões e pouco mais de mil homens a bordo. Logo no primeiro ataque, três dos quatro grandes canhões j*******s foram destruídos. Isso deixou Osanaga um tanto frustrado e preocupado. – Como vamos atacar os americanos? Eles estão se aproximando demais. Não vamos suportar com apenas um canhão. – Comandante, o jeito é nos escondermos em trincheiras na porção sul do anel de defesa. Não havia outra saída. Naquele tempo era salve-se quem puder. Osanaga deixou a base na entrada de Betio e se adentrou na mata na porção sul da ilha. Enquanto isso, os combatentes j*******s ficaram firmes na defesa de Betio. Não esperavam tantos americanos assim. Com certeza seriam consumidos. Mas, render-se seria a maior covardia deles. Persistiram na luta até o último homem. Eram três divisões de tropas americanas. Fuzileiros foram levados para as praias Vermelho 1, 2 e 3. Ali se reuniram para encurralar os j*******s. Agora, não teria como eles fugirem. Nem mesmo poderiam pedir ajuda. Estavam cercados. Aviões vindos da base ultrassecreta de Pearl Harbor sobrevoavam a base japonesa e atacavam. Os ataques eram por terra, céu e mar. Os j*******s começaram a se preocupar, vendo que a derrota era certa. – Não sei o que fazer. Quero uma solução urgente! – Osanaga estava bastante nervoso. – Eu não sei, senhor. O que vamos fazer? Eu não sei. Não havia mais nada a ser feito. Os americanos estavam em peso. Era difícil enfrentar o inimigo estando em pouco número. Os j*******s eram como pulgas. O plano de combate estruturado por Spruance e repassado por Smith foi de seguir com os fuzileiros divididos nas três praias para uma investida pela água. Smith seguiu com as palavras: – Entendam. Esperamos que a maré suba. Assim, teremos uma profundidade considerável de um metro e meio. Usaremos os nossos barcos de desembarque. Pronto. Todos a postos! Porém, aquela estratégia não daria tão certo. A maré não subiu. Muitos viram os planos de Spruance e Smith sendo fracassados. Isso os faria perder tempo, enquanto a batalha acontecia a todo o vapor na entrada de Betio. A marinha já havia feito o seu m******e na entrada de Betio, de frente para os canhões. Os j*******s só contavam com um canhão solitário que era pouco usado. Os fuzileiros tentavam derrubar os americanos atirando contra as enormes embarcações. Mas, eram surpreendidos pelo espaço aéreo com os aviões B-29. – d***a! Smith nos entregou essa estratégia falida! – Reclamou Alex, enquanto tentava retirar o barco do atoleiro. Alex e os demais que estavam na água foram surpreendidos com os disparos vindos da terra. Eram soldados j*******s atacando-os. Tentaram revidar. Conseguiram se defender. Nem todos. Alex foi atingido no peito e caiu ao lado do barco. Rapidamente dois companheiros vieram ao seu encontro, segurando-o e o pondo dentro do barco. Era tarde demais. Alex fechou os olhos, sangrando muito, morreu. – Rápido. Vamos sair daqui. Atrasaram pouco mais de meia hora para a travessia. Iriam para o ponto de encontro que daria vista a uma posição estratégica contra os j*******s. Os j*******s apertaram o cerco, aproveitando a trégua da marinha americana. Migraram para a porção norte, a fim de surpreender os soldados americanos. Por sorte, os anfíbios americanos chegaram a tempo quando os j*******s intensificavam os ataques. De fato, a estratégia adotada por Spruance e Smith foi um fracasso. Mais da metade dos veículos utilizados para aquela investida ficaram atolados nos bancos de areia. Os soldados tiveram que abandonar seus veículos e prosseguirem pela praia caminhando. Os veículos americanos foram bastante danificados pelos fuzis j*******s. A areia não ajudou o exército americano. Muitos tanques de guerra ficaram presos nos bancos de areia do grande atol. Isso dificultou a operação e tiveram que mudar a estratégia. Os tanques que conseguiam cruzar a grande barreia de areia da laguna do atol de Tarawa iam direto para a praia Vermelho 2, onde se encontrava um grupo de soldados aguardando ordem de combate. Mais tanques chegaram à praia Vermelho 2 até a metade da tarde. Também foram deslocados alguns tanques M3 para a praia Vermelho 3. Havia um grupo de soldados j*******s na Praia Verde. Então Smith reuniu o grupo de fuzileiros que estava com ele e com alguns tanques Sherman. – Vamos fazer o seguinte. Ali abaixo está a Praia Verde. Nela tem um grupo de j*******s que parece estar despreocupado com os ataques, pois nenhum de nossos ataques ainda foi direcionado para lá. Vamos fazer um ataque massivo e acabara com eles. Os fuzileiros vibraram confiantes na vitória. Esta estratégia não poderia falhar, pois até lá não havia grandes bancos de areia que impedissem a passagem dos tanques. Smith ficou na Praia Vermelho 3 aguardando o retorno dos homens. Ficou com um pequeno grupo para dar suporte aos fuzileiros nas operações. A essa altura ele não sabia onde estava o almirante Spruance, apenas desejava que ele estivesse bem. Os homens seguiram a bordo dos tanques de guerra Sherman. Ao chegarem na Praia Verde, notaram que os j*******s não esperavam por aquela visita. Um imenso bombardeio e m******e total, não restando nenhum japonês para contar história. Mais tarde, os homens retornaram para a alegria de Smith. Desceram dos tanques e o saldaram. – Estou orgulhoso de vocês. Eu sabia que daria certo! O bom é que naquele ataque nenhum americano se feriu. Todos os j*******s ali foram mortos. Agora, teriam que se concentrar para os próximos ataques, pois a batalha só estava começando. Até o final da noite do dia 20 de novembro era possível ouvir som de armas pequenas. Eram os j*******s incansáveis e sem estratégia alguma, que perdidos na mata, tentavam surpreender os soldados americanos. Não conseguiam contra-atacar. Eram constantemente bombardeados com os ataques dos tanques M3 e Sherman. Mas, seus disparos nada faziam a não ser som. Foram usados canhões M116 a mando do exército americano. Com isso, os j*******s se sentiram encurralados e amedrontados. Enquanto os americanos estavam cobertos de um arsenal implacável, os j*******s usavam armas pequenas (tudo o que lhes restaram). A sorte dos j*******s é que o solo arenoso dificultava o uso dos canhões M116. Assim, os americanos não puderam guerrear com maior precisão. Muitos americanos retornaram para a laguna a fim de salvarem seus armamentos e seus blindados atolados por lá. Eram muitos homens. Cerca de cinco mil fuzileiros americanos regressaram à laguna. Tarde da noite, estavam todos a bordo dos seus tanques e veículos blindados para passarem a noite por ali. No dia seguinte, tentariam tirar os veículos do atoleiro e dar sequência aos ataques. Mas passar a noite naquele local não seria uma tarefa tão fácil. Os j*******s também estavam exaustos, mas não perderiam a chance de atacar os americanos de surpresa. À noite, na água e escuro. Condições excelentes para Osanaga. O líder dos soldados j*******s determinou que um grupo descesse até a laguna a fim de surpreender os soldados americanos ali. – Vamos descer à laguna. Ali encontram-se soldados americanos despreocupados, querendo passar a noite no local. Esta é a hora certa para atacarmos todos eles. Osanaga ignorou o número de homens que estava com ele e o número de soldados americanos ali. Ele mesmo nem chegaria perto da água, ficaria da terra passando as coordenadas ao grupo. Osanaga era um medroso. Os j*******s entraram na água, caminhavam mansamente para evitar chamar atenção dos americanos. Quando se aproximaram dos blindados pensaram encontrar os americanos despreocupados, mas foram surpreendidos por disparos de fuzis e metralhadoras. Dali, mil e quinhentos americanos caíram. Mas o ataque japonês não foi bem-sucedido. Tiveram que recuar, perdendo muitos de seus homens. O dia 20 de novembro terminou com um saldo negativo para os j*******s. Eles não esperavam um número tão grande de soldados americanos. Mesmo assim, lutaram com muita garra, defendendo Betio. Não recuariam tão facilmente. Os americanos precisariam de mais empenho se quisessem derrotar os j*******s.
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