Allan e Saainwa estavam bem íntimos. Todas as noites se comunicavam por códigos (um jogo de olhar que só os dois entendiam), já que ele não falava gilbertês e ela não falava inglês. O bom era que assim ninguém os entendia.
Ao jantar, lá estava ela num vestido verde, à mesa. A refeição sempre com peixes ensopados (tipo uma moqueca).
Saainwa é bastante sorridente. Sentou-se de frente para Allan e segurou o riso. Estava feliz pela presença dele e, também, estava com um enorme desejo.
As suas pernas vibravam, roçando uma na outra. Seu corpo inteiro mexia ansiosamente pelo contato.
Allan tentou manter-se frio. Pelo menos era o que demonstrava seu rosto. O seu olhar estava distraído com alguma coisa.
Virava-se para o chefe da casa sempre que este tentava balbuciar alguma coisa em inglês. A comunicação deles era sempre por gestos. Isso era um tanto hilário, mas, também, dramático.
Era possível ver a aflição no semblante deles.
Saainwa terminou sua refeição, pondo o prato de lado e furtivamente procurando o rosto de Allan.
O jantar deles era sempre ao por-do-sol. Allan nâo tinha o costume de comer peixe a essa hora. Peixe era algo que ele comia esporadicamente no almoço. Ali, teve que se acostumar com isso.
Terminada a refeição, ergueu a cabeça e seus olhos encontraram os de Saainwa, que parecia estar esperando por seu flerte. Ela sorriu. Ele também.
Levemente, Allan tocou um joelho da garota, usando a ponta do pé direito. Ela estremeceu e sorriu um pouco mais. Agora, o sorriso tem um pouco mais de desejo misturado.
Olhares se conectaram, revelando (somente a eles mesmos) a intenção. Os pais da jovem foram dormir. Allan foi oara seu quarto e Saainwa foi para o seu quarto com o seu irmão.
Poucos minutos depois, quando todos já haviam pegado no sono. Saainwa deixa sua cama e vai ao encontro do soldado.
— Hi! — Allan sentiu um enorme desejo naquela doce voz.
Rapidamente, foi possível sentir o calor que os tomava. Se desfizeram das roupas numa velocidade surpreendente.
Allan a beijou na boca levemente, sentindo a doçura do seu beijo e tocando seu delicado corpo.
Então, desceu pausadamente sua boca por todo o corpo da garota, explorando cada parte.
Sua língua, por fim, repousou no ponto de prazer. Ela vibrou totalmente, desejando-o dentro dela. Um gemido se ouvia bem baixinho ecoar da boca de Saainwa.
Ela não se conteve com os habilidosos movimentos da língua de Allan. Então, liberou, atingindo o ponto máximo.
Caiu sobre a cama, exausta e aliviada. Olhou para ele, que a encarava com impressão de enorme desejo.
Se ela soubesse falar a língua dele, diria: "come" (vem). Mas não disse nada. Apenas mordiscou os lábios carnudos, segurando-o pelos antebraços, puxando-o para si.
Allan se projetou sobre ela e "desceu". Sentiu seu órgão tocar as paredes do dela. Ela o abraçou forte, beijando-o. Seus olhares se encontraram e suas bocas se beijaram intensamente.
Allan foi mais depressa. E, ao passo em que ele aumentava o ritmo, Saainwa o arranhava mais forte nas costas.
Ela não se segurou e gemeu bem alto. Sem dúvidas, se seus pais estivessem dormindo teriam acordado.
Olhou para Allan e sorriu. Estavam fervendo. Corpos suados, conectados pelo fogo desse amor.
Trocaram posições durante toda a noite. Até o dia aparecer e não puderem mais fazer nada.
Saainwa caiu exausta sobre o peito dele. Poucos minutos depois de ouvir as intensas batidas do coração de Allan, que ainda trabalhava num ritmo frenético, levantou-se e voltou para o seu quarto.
Os outros dias seguiram-se sempre iguais. Bastava um olhar para que entendessem o que queriam. Esperavam todos irem dormir para aproveitarem bem a noite.
Allan não se importava de aparentar-se um pouco cansado na base. O mais importante era satisfazer seus desejos.
Saainwa, em casa, trabalhava mais feliz. Sua mãe notou a sua felicidade e perguntou se o motivo era o soldado.
A garota envergonhou-se de um tal modo que, apesar de sua pele morena, era possível ver o rubor em seu rosto.
Ela não disse nada, mas sua mãe entendeu que sim. Além disso, ela já desconfiava dos dois e os sons ouvidos por ela e seu esposo só confirmaram.
Os pais de Saainwa nada falaram sobre isso. Não queriam tentar um diálogo com o soldado, pois não conseguiriam e, mesmo se conseguissem, não queriam atrapalhar sua operação militar.
Allan estava bastante concentrado no plano contra os j*******s.
Allan e Saainwa estavam se desejando cada vez mais. A cada toque, a cada beijo... Os dois sentiam que eram feitos um para o outro. Estavam viciosamente entregues a esse amor.